10 filmes para abordar a inclusão de pessoas com deficiência

15/09/2016

A inclusão de pessoas com deficiência é prevista na Constituição, direitos que, recentemente, foram reafirmados e ampliados a partir do Estatuto da Pessoa com Deficiência. Mas, na prática, realizar a inclusão não se resume apenas a garantir a presença dessas pessoas em todos os espaços. A inclusão deve estar presente nas atitudes e na mudança de perspectiva de cada pessoa. Um erro clássico, por exemplo, é quando a deficiência toma um lugar central, ou seja, a pessoa passa a ser mais definida pelo o que não tem do que pelos diversos outros elementos que tem. Para quebrar esse paradigma, é necessário que as deficiências sejam lidas em um contexto de diversidade, compreendendo as diferenças, as limitações e reforçando as potencialidades.

Pensando na formação cidadã na perspectiva da educação inclusiva, listamos dez dicas de filmes que falam sobre a inclusão de pessoas com diferentes tipos de deficiência. Essas obras podem ser assistidas em casa, como atividade extraclasse ou na própria escola, como base para um debate e uma reflexão sobre a necessidade da construção de uma sociedade inclusiva.

1. Intocáveis (2012)
O filme conta a história de Philippe, um homem rico que, após sofrer um grave acidente, fica tetraplégico. Precisando contratar um assistente, sua história cruza com a de Driss, jovem de baixa renda e sem nenhuma experiência na função de cuidador. O percurso trilhado pelos dois é de aprendizagem mútua e amizade. Driss contribui para a retomada da identidade e da autoestima de Philippe a partir de um trabalho que mostra o cuidado com as deficiências, mas também de atenção com as potencialidade envolvidas.

2. Meu nome é Radio (2003)
Todos os dias, ao redor da quadra de uma escola na Carolina do Sul circula James Robert Kennedy. Acompanhado de um carrinho de supermercado e um rádio, o jovem tinha por prática observar os intensos treinos de futebol americano liderados por um treinador que não tinha olhos para nada além do trabalho.
Um dia, uma brincadeira de mal gosto do time com James o deixa ainda mais assustado e o fecha ainda mais em seu silêncio. O treinador resolve convidá-lo para assistir a um treino e pouco a pouco o insere na equipe como assistente. O filme mostra a inclusão de “Rádio” – nome pelo qual James passa atender – numa dinâmica antes marcada pela competição e altas habilidades, trazendo sensivelmente a possibilidade de aprendizagem em outros tempos e maneiras.

3. Colegas (2012)
Aninha, Stalone e Márcio, portadores da Síndrome de Down, protagonizam uma história de amizade e sonhos. Os três fogem do instituto em que viviam para perseguirem seus respectivos desejos de casar, ver o mar e voar. Ao longo da trama, os três trilham um percurso de aventura, contribuindo para que a Síndrome de Down seja retratada dentro de um contexto de autonomia, superação e aprendizagem.

4. Hoje eu quero voltar sozinho (2014)
Léo é um adolescente cego que tenta lidar com a mãe superprotetora ao mesmo tempo em que busca sua independência. Quando Gabriel chega na cidade, novos sentimentos começam a surgir em Léo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade. O filme lida com duas importantes agendas, a inclusão e o homossexualidade, evidenciando o quanto é importante que se construam relações de respeito, colaboração e diálogo.

5. Cordas (2014)
O curta animado “Cordas” narra a amizade entre Maria e Nicolás, seu novo colega de classe, que sofre de paralisia cerebral. A pequena, vendo algumas das impossibilidades do amigo, não desiste e faz de tudo para que ele se divirta e consiga brincar. Reconfigurando e recriando jogos e atividades, Maria celebra a vida do colega, aprende ao passo que ensina e emociona a todos – inclusive os espectadores -, com as possibilidades do sonho e de uma amizade verdadeira. Ao final, uma surpresa especial, que lembra a todos da importância do educar e da relação que se estabelece no ensino e aprendizagem.

6. Sempre amigos (1998)
O filme relata a parceria, a amizade e as dificuldades enfrentadas por dois garotos: Kevin, extremamente inteligente, que sofre de uma doença degenerativa e, por conta disso, acaba ficando isolado do convívio social; e Max, um gigante de 13 anos, que não tem o desenvolvimento esperado na escola e por isso é discriminado no ambiente pelos colegas. Quando os dois se encontram, uma bela amizade nasce e com ela uma relação de inteligência e força, como um contraponto às injustiças cometidas nas demais relações de convivência.

7. Uma lição de amor (2001)
O filme conta a história de Sam Dawson, um homem com deficiência mental que tem uma filha Lucy que, quando completa 7 anos, começa a ultrapassar intelectualmente seu pai. Uma assistente social ao ver a situação quer tirar a guarda internando Lucy em um orfanato. A situação se transforma em um briga jurídica em que se discute o papel do pai e se pessoas com limitações intelectuais como Sam podem ser responsáveis por crianças.

8. A pessoa é para o que nasce (2002)
Documentário relata a história de três irmãs cegas de Campina Grande, Maria das Neves, Regina Barbosa e Francisca da Conceição. A narrativa mostra a leitura de mundo das mulheres e a dedicação do trio à música.

9. Janela da Alma (2001)
No documentário, 19 pessoas dão seus relatos de como lidam com a deficiência visual. As histórias acabam abordando o olhar de uma forma mais sensível e menos ligada diretamente com o espectro exterior, sugerindo que a sociedade em geral, mesmo com a possibilidade de ver, deixou de enxergar o que é visível aos olhos.

10. Amy uma vida pelas crianças
Após a morte de seu filho, Amy deixa seu marido para se tornar professora em uma escola para crianças deficientes. Descobrindo uma nova razão para viver, ela se dedica a ensinar crianças surdas a falar, ao mesmo tempo em que elas o ensinam o verdadeiro sentido do amor.

Fonte: Centro de Referências em Educação Integral

Postado em: Uncategorized — Andrea Hespanha @ 17:10

6 Comentários »

  1. O filme Black, de 2005, é ótimo. Relata a história de uma menina surdo-cega. Vale a pena. É lindo e emocionante.

    Comment by Joelma de Sá Mendes — 16/09/2016 @ 11:34

  2. É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA, QUE TODOS NÓS REFLITAMOS SOBRE A QUESTÃO DA INCLUSÃO, UMA VEZ QUE TODOS TEMOS ALGUÉM MUITO PRÓXIMO QUE PASSA POR TAL SITUAÇÃO,E TAMBÉM NÃO SABEMOS DO NOSSO FUTURO, NÃO SABEMOS O QUE PODE NOS ACONTECER,E ÀS VEZES VEMOS SITUAÇÕES DE PESSOAS QUE NÃO NASCERAM DA FORMA QUE SE ENCONTRAM ,ACONTECE NO TRANSCORRER DA VIDA. E DEPARAMOS HOJE COM ALGUMAS PESSOAS QUE NUNCA TIVERAM PROBLEMAS FÍSICOS OU MENTAIS PORÉM QUANDO CHEGA A TER É QUE VÃO REFLETIR SOBRE A SITUAÇÃO E A ESCOLA TEM O PAPEL DE TRANSFORMAR A MUDANÇA DE ATITUDE DE ALGUMAS PESSOAS SOBRE O CONVÍVIO E ACEITAÇÃO DO PRÓXIMO, O QUE PARA MUITOS QUE OLHAM SÓ PARA O SEU PRÓPRIO UMBIGO É QUASE IMPOSSÍVEL.
    A ESCOLA É O LUGAR QUE MAIS TEM DE PREGAR A INCLUSÃO.

    Comment by JOSÉ ROMILSON PEREIRA DOS SANTOS — 16/09/2016 @ 14:20

  3. Dicas excelentes!
    Parabéns à equipe da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, que está usando a criatividade, a dedicação, a competência, para criar estratégias de elevar a qualidade da educação, apesar de todas as dificuldades porque passa o Estado e o nosso País.

    Comment by Vânia Almeida de Lima — 16/09/2016 @ 15:22

  4. Excelente reportagem. Na área da Educação, observamos um diálogo que não aprofunda suficientemente suas principais questões junto aos professores. Faltam, na verdade, sugestões e propostas do “como fazer”. Parabéns, vocês estão ajudando a minimizar o vazio entre o discurso e a prática.

    Comment by Elaine F, Giacomelli — 17/09/2016 @ 15:57

  5. [...] http://blog.educacao.mg.gov.br/?p=12855 Compartilhe isso:FacebookTwitterGoogleMaisEmailWhatsAppCurtir isso:Curtir Carregando… [...]

    Pingback by EDUCAÇÃO INCLUSIVA LISTA DE FILMES – ESCOLAS EM REDE — 17/09/2016 @ 16:16

  6. É muito importante falar, divulgar, viver a inclusão de forma natural incorporada às nossas ações, sem preconceito, medo de falar. E quanto mais aprendemos sobre, mais agimos corretamente aceitando as diferenças.

    Comment by Hermínia Medrado — 13/01/2017 @ 08:26

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