Dicas de projetos pedagógicos para debater o combate ao trabalho infantil

13/06/2017

Em todo o Brasil, a mão de obra de crianças e adolescentes ainda é explorada de forma indiscriminada. Seja nos semáforos, nos lixões, em feiras, restaurantes, no campo, em indústrias ou dentro de casa, os direitos à infância e à educação são negados para quase três milhões de crianças e adolescentes no país.

De acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Minas Gerais ocupa hoje o terceiro lugar no ranking de trabalho infantil, com 349.999 crianças e adolescentes em situação de trabalho infanto-juvenil, o que representa 10,2% do total do país.

Para marcar o Dia Internacional contra o Trabalho Infantil, celebrado no dia 12 de junho em todo o mundo, diversas campanhas foram lançadas para promover ações e mobilizar diferentes atores no combate ao trabalho infantil. Um exemplo é a campanha “Vamos juntos dar um basta no trabalho infantil”, lançada pela Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese).

Contudo, a escola tem um papel fundamental no combate ao trabalho infantil, sendo uma das ferramentas mais eficazes para tratar sobre o assunto. Desta maneira, se faz necessário desenvolver nas escolas, com a comunidade escolar e também da sociedade como um todo, projetos que tratem dos direitos das crianças e dos adolescentes e que ajude a fortalecer uma cultura de respeito aos direitos humanos e contribua com a erradicação do trabalho infantil no Brasil.

Dentro da plataforma virtual da Secretaria de Estado de Educação (SEE), a Escola Interativa, existem alguns conteúdos que podem ser incorporados às aulas e aos projetos pedagógicos das escolas que queiram aprofundar sobre o assunto. Confira:

 

INFOGRÁFICO

Este infográfico apresenta a relação do trabalho infantil nas diferentes regiões do Brasil, distribuídos entre meninos e meninas. Traz para o debate informações que mostram que as condições de exploração e desigualdade ainda permanecem muito forte na atualidade. Pode ser utilizado em todas as séries do ensino médio.

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Já o simulador permite discutir a questão do trabalho infantil em cada estado e, a partir disso, verificar a condição socioeconômica e situação de trabalho.

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MÚSICA

O vídeo da música “Criança não trabalha”, de Arnaldo Antunes, permite reflexões e discussões acerca de como é ser criança na atualidade e como era no passado. O objetivo é discutir, por meio da letra da música, as permanências e mudanças no universo infantil (trabalho e brincadeiras). Poderá ser utilizado em História no 1º e 2º ano do Ensino Fundamental para desenvolver habilidades relativas ao conceito de tempo.

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JOGO

Esse jogo interativo permite ao usuário escolher possibilidades para o personagem Batatinha, um garoto de rua. Um ótimo suporte para se trabalhar cidadania.

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Bônus: CURSO ECTI

Outra dica é o curso on-line gratuito Escola no Combate ao Trabalho Infantil (ECTI), desenvolvido pela Fundação Telefônica em parceria com o Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor (CEATS). O objetivo principal do ECTI é contribuir com a efetivação da Lei 11.525/07, que incluiu no currículo do Ensino Fundamental conteúdos que tratam dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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Postado em: Dicas — Eric @ 16:12

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