8 Filmes para trabalhar o respeito e a diversidade na escola

20/06/2017

 

A diversidade cultural é um fator muito importante de ser analisado no sistema de ensino, pois é a forma de mostrar aos alunos que existem muitas culturas além da que eles estão acostumados a vivenciar. Não há dúvidas de que a escola tem como um de seus papéis formar cidadãos para a convivência democrática em sociedade e, para isso, os alunos devem aprender a reconhecer e respeitar as diferenças.

Hoje, o trabalho desenvolvido nas escolas deve estar voltado para entender e atender a todo tipo de diferença – religião, raça, orientação sexual, deficiência, etc –, tendo em vista o processo de mudança que vem ocorrendo na sociedade. Na sala de aula há alunos de diversas culturas e realidades, o que requer do professor um olhar diferenciado para seu planejamento, bem como para o currículo escolar, através de adaptações aos conteúdos e atividades desenvolvidas em sala de aula.

Somente através de práticas transformadoras é que poderemos construir uma sociedade mais justa, que inclui e não exclui, que perceba a escola como espaço de construção, através da valorização das individualidades, do respeito diante das diferenças, em que a educação é um elemento essencial. Uma escola que eduque para a pluralidade deve tratar com naturalidade as diferenças, fazendo com que os alunos percebam a diferença do outro, visto que cada aluno possui um diferencial, culturas e famílias distintas.

Com essa perspectiva de respeito às diferenças, a Secretaria de Estado de Educação (SEE), por meio de sua Coordenação de Educação em Direitos Humanos e Cidadania, criou o Programa de Convivência Democrática, que tem como objetivo compreender e enfrentar a violência, intolerância e o bullying, por exemplo, no ambiente escolar e de incentivar a participação política da comunidade onde as escolas estão inseridas, através de projetos e estratégias educativas. Em 2013, o Ministério da Educação criou as Diretrizes Curriculares Nacionais Para Educação Básica: Diversidade e Inclusão, disponível no Portal Escola Interativa.

Outra iniciativa inclusiva da SEE foi a criação da Resolução sobre uso de Nome Social nas escolas estaduais de Minas Gerais, que deverão reconhecer e garantir, em todos os níveis e modalidades, a adoção do nome social àquelas pessoas cuja identificação civil não reflita sua identidade de gênero. Segundo a Resolução, fica assegurado ao requerente a utilização do nome social nos registros do diário de classe, no boletim, em crachás ou carteirinhas de estudante e listas ou qualquer outro instrumento de identificação do estudante na escola ou em ações da escola em espaços externos.

Pensando nos desafios que docentes podem encontrar em sala de aula, e como fazer uma primeira aproximação aos temas relacionados à diversidade, o BLOG EDUCAÇÃO selecionou algumas obras que podem ser pensadas como parte de um processo de formação docente e também como fonte de debates entre os estudantes.

 

Laerte-se (Brasil, 2017)

Depois de quase 60 anos como homem, três filhos e três casamentos, Laerte Coutinho, um dos cartunistas mais geniais do Brasil, apresentou-se como mulher. O primeiro documentário brasileiro original Netflix acompanha a investigação de Laerte sobre o mundo feminino na intimidade do cotidiano.

Classificação indicativa: 14 anos.

 

Hoje eu quero voltar sozinho (Brasil, 2014)

O premiado filme de Daniel Ribeiro poderia ser apenas mais uma obra sobre o despertar da sexualidade na adolescência, se não fosse por duas importantes variantes: Léo, o protagonista, é cego e começa a gostar de Gabriel, um estudante de sua sala, de quem se torna amigo. Uma boa obra para discutir com estudantes do ensino médio o tema da homofobia em nossa cultura.

Classificação indicativa: 12 anos.

 

Entre os Muros da Escola (França, 2008)

Filme baseado no livro de um professor sobre suas dificuldades no cotidiano de uma escola da periferia de Paris. François Marin e seus colegas de ensino buscam apoio mútuo na difícil tarefa de fazer com que os alunos aprendam algo ao longo do ano letivo. François busca estimular seus alunos, mas o descaso e a falta de educação são grandes complicadores.

Classificação indicativa: 12 anos.

 

Tomboy (França, 2012)

Em uma cidade do interior da França, Laure, 10 anos, muda com sua família, durante as férias de verão, para um novo bairro. Laure passa os dias brincando com sua irmã mais nova, ao lado do pai e da mãe, grávida de um irmãozinho. Aos poucos, vai se enturmando com as outras crianças do condomínio, dedicadas a uma rotina de brincadeiras e descobertas. Tudo perfeito se não fosse por um detalhe: Laure não se identifica como menina, mas como menino e se apresenta aos novos colegas como Michael. Os pais, ainda que bastante afetuosos, não conseguem lidar com a complexidade da situação.

Classificação indicativa: 10 anos.

 

Crianças invisíveis (França, 2005)

Sete curtas, sete diretores, sete países, sete narrativas: “Crianças invisíveis” tem como objetivo contar, de forma sensível, a dura realidade das crianças que sofrem com segregação, pobreza, preconceito e violência. Dirigido gratuitamente por nomes como Spike Lee, Emir Kusturika e Kátia Lund, a renda do filme é destinada ao Fundo das Nações Unidas para a Infância e para o Programa Mundial contra a Fome. Em cada um dos contos, somos convidados a compreender realidades díspares e entender as múltiplas formas de viver e proteger a infância.

Classificação indicativa: 12 anos.

 

Hotel Ruanda (Reino Unido, 2004)

Em 1994, Ruanda é marcada por um conflito político que, em cem dias, leva à morte quase um milhão de pessoas. Sem apoio dos demais países, os ruandeses buscaram suas próprias saídas para enfrentar o conflito e é aí que surge Paul Rusesabagina, gerente do hotel Milles Collines, localizado na capital do país, que abrigou mais de 1200 pessoas no hotel durante o conflito. A história é uma excelente oportunidade para discutir conflitos étnicos e entender como a questão se associa às agendas políticas e econômicas no cenário mundial.

Classificação indicativa: 14 anos.

 

Sempre amigos (EUA, 1998)

Maxwell Kane, 14 anos, é um garoto que vive com os avós, desde que testemunhou a morte da mãe, assassinada pelo próprio marido. O garoto tem problemas de aprendizagem, e passa a encarar melhor os preconceitos à sua volta quando conhece o novo vizinho, Kevin Dillon que tem uma doença que o impede de se locomover. Juntos, os garotos vivem grandes aventuras, superando as expectativas de suas famílias e escolas, mostrando que o diferente une, constrói e permite inovadoras e significativas relações.

Classificação indicativa: Livre.

 

Philadelphia (EUA, 1994)

O filme conta a história de Andrew Beckett, promissor advogado que trabalha para um tradicional escritório da Filadélfia, e perde o emprego após ser diagnosticado portador do vírus da AIDS. Ele contrata os serviços de Joe Miller, um advogado negro que é homofóbico. Durante o julgamento, este homem é forçado a encarar seus próprios medos e preconceitos, apoiando que a causa de Andrew ajude a transformar a forma como a sociedade lida com a questão.

Classificação indicativa: 12 anos.

 

Postado em: Dicas — Eric @ 16:08

2 Comentários »

  1. Muito bom, esse tema deve ser abordado nas escolas, otimas dicas. adorei

    Comment by Maria Antônia — 22/06/2017 @ 16:39

  2. Ótimas indicações. Hotel Ruanda e Philadelphia são filmes fantásticos que toda pessoa, especialmente jovens alunos, devem assistir.

    Comment by William Gonçalves — 04/07/2017 @ 11:54

Feed RSS para comentários sobre este post. TrackBack URL

Deixe um comentário

SEE|
Rod. Pref. Amrico Gianetti, s/n - B.: Serra Verde - BH/MG - Prdio Minas /11 Andar - CEP 31630-900 - Tel.: (31) 3916-7000
Todos os direitos reservados - Aspectos legais e responsabilidades