Hora de revisar: 10 temas da atualidade que podem cair nas provas do Enem

06/10/2017

Quem irá prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também deve ficar atento ao que acontece nos meios de comunicação, como televisão, internet, rádio, jornais e revistas. Estudar os principais acontecimentos da atualidade que envolvem o Brasil e o mundo são fundamentais para conquistar uma boa nota no exame. O conteúdo pode ser cobrado em questões de filosofia, sociologia, história e geografia, além de poder ser o tema da redação.

Pensando nisso, o BLOG EDUCAÇÃO separou uma lista de 10 temas que merecem uma atenção especial e que têm chances reais de aparecer no exame. Confira:

1.    Crise política no Brasil

Desde 2016, o Brasil vive o momento de maior instabilidade política e econômica da sua história recente. Tivemos o impeachment da presidente Dilma Rousseff, a Operação Lava-Jato e demais escândalos envolvendo vários políticos. Esse cenário pode fazer aparecer questões que tratem das últimas décadas da política brasileira, mais especificamente desde a redemocratização. É importante ficar atento às sete constituições que o país teve e as características de cada uma.

2.    Previdência social

O Congresso Nacional discute atualmente a reforma na Previdência Social do Brasil, alegando ser importante para o país tentar amenizar a atual crise econômica. Muitas pessoas consideram a previdência social como um grande problema, por gerar muitos custos para a máquina pública. O caso do Brasil é bastante dramático, pois a renda per capita é baixa e a população economicamente inativa vai passar a crescer cada vez mais. Há também uma falta de regulação de contribuição e pagamentos entre o funcionalismo público e empregados da iniciativa privada. Os dados mostram que um servidor público aposentado custa o triplo de um empregado privado.

3.    O Estado Islâmico e a Síria

O Estado Islâmico se estabeleceu como uma das maiores forças terroristas da atualidade. O tema não é tão recente – desde 2015 forças rebeldes da região da Síria e do Iraque assassinam jornalistas, invadem povos e destroem cidades históricas. Nos últimos meses o grupo vem perdendo força, mas vários atentados terroristas, principalmente na Europa, ainda são reivindicados pelo Estado Islâmico. Ainda sobre o Estado Islâmico, vale notar que ele não é um estado propriamente dito. Não há uma estrutura política, uma territorialidade e, muito menos, um reconhecimento de outras nações. Além disso, é possível dizer que o grupo tampouco representa o islamismo.

4.    Intolerância

No ano passado, a prova de redação do Enem abordou a temática “Caminhos para combater a Intolerância Religiosa no Brasil”. E a intolerância é um dos problemas mais graves da humanidade e, por isso, pode ser abordado novamente no exame deste ano, porém, trazendo outros enfoques. Como a intolerância política, racial e de gênero, assuntos comentados amplamente pela imprensa durante a eleição presidencial dos Estados Unidos, que elegeu o polêmico Donald Trump e suas opiniões de extrema direita que renderam diversas discussões. Os recentes acontecimentos em Charlottesville, no estado da Virgínia, de manifestantes que carregaram tochas nas mãos e gritavam palavras de ordem contra imigrantes, negros, homossexuais e judeus, também podem ser abordados.

5.    Crise dos refugiados e Direitos Humanos

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), atualmente o mundo está passando por uma das maiores crises humanitárias do século. A crise dos refugiados já provocou a migração de mais de 65,6 milhões de pessoas, que foram obrigadas a deixar suas casas, fugindo de conflitos e guerras. A maior parte dessa população é proveniente da África e do Oriente Médio. O candidato, neste sentido, deve estar atento as suas causas, como a Guerra na Síria, e aos principais impactos causados pelo deslocamento dessas populações ao redor do mundo.

6.    Internet, conectividade e sociedade da informação

Esse tema pode ser solicitado no Enem de diversas maneiras. Desde como um canal para organizar movimentos sociais, seja movimentos contra o governo ou em defesa de alguma causa social, ambiental ou política, até como um meio de interação novo que torna “inexistentes” distâncias e barreiras políticas, sendo uma forma de contornar censura. Além disso, é possível que esse assunto também apareça como novos modelos de trabalho – home office, lançamento de um vídeo independente, entre outros -, uma maneira de monitorar as pessoas e, até mesmo, como um meio de propagar, ou combater, a intolerância.

7.    Machismo e questões de gênero

Em pleno século XXI o machismo continua um tema atual. Por isso, o candidato deve estar atento à cultura machista no Brasil e às consequências da desigualdade de gênero em todas as esferas da sociedade. Assuntos como a violência contra a mulher e a participação feminina no mercado de trabalho são apostas.

8.    Coréia do Norte

A tensão nuclear entre Coréia do Norte e Estados Unidos vale a revisão sobre o conflito entre a Coréia do Norte e a Coréia do Sul. Além do mais, o país asiático afirma que testou com sucesso uma bomba termonuclear, mais destrutiva que bombas atômicas. Essas arriscadas manobras militares refletem a escalada da tensão entre Coréia do Norte e Estados Unidos, rivais históricos. O número de testes nucleares e as ameaças recíprocas se intensificaram este ano, o que deixou o mundo em alerta, com medo de uma possível guerra. Muitos já consideram o momento atual como a maior ameaça nuclear em 50 anos.

9.    Cotas

A distribuição de vagas em universidade por meio de cotas é polêmica e pode render questões no Enem. O permanente debate sobre implantação de cotas sociais e raciais nas instituições públicas de educação superior é uma possibilidade de questionamento e até mesmo de redação. Neste ano, o assunto ganhou novo fôlego com o surgimento de irregularidades e fraudes no sistema de cotas.

10. Liberdade de expressão

A democratização da internet como ferramenta de informação é outro assunto que deve estar entre os temas estudados para o Enem. É essencial que o aluno esteja atento ao desenrolar das políticas públicas de censura ou de controle da informação, e saiba diferenciar discurso de ódio de liberdade de expressão. O Brasil transpassa essa temática, principalmente em relação à fala de humoristas, discursos de políticos e, atualmente, questões polêmicas referentes à recriminação de exposições de arte e peças de teatro.

 

Postado em: Uncategorized — Andrea Hespanha @ 12:18

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