5 Dicas para não cair em “Fake News”

08/06/2018

Na era da informação globalizada e de fácil acesso, a disseminação de notícias falsas se tornou um problema. Exageradas ou sensacionalistas, as “fake news” trazem informações falsas sob o disfarce de reportagens verdadeiras. Essas notícias falsas são consideradas um sintoma da pós-verdade, movimento caracterizado pela valorização dos conteúdos carregados de emoção ou opinião em detrimento de informações devidamente verificadas.

Compartilhar manchetes sem ler a matéria, encaminhar áudios sem fontes confiáveis ou enviar correntes on-line sem checar os fatos. As fake news podem morar nesses pequenos atos do cotidiano e não é difícil receber essas notícias ou mensagens em grupos de aplicativos de mensagens. As notícias falsas, no entanto, vão além de brincadeiras inocentes na Internet e têm feito vítimas reais.

Em 2014, por exemplo, Fabiane Maria de Jesus foi espancada até a morte no município do Guarujá, em São Paulo, após uma página do Facebook confundi-la com uma sequestradora de crianças. Já em 2016, o Jornal Extra, do Rio, revelou a história do serralheiro Carlos Luiz Batista, que foi vítima de um boato em redes sociais e precisou se esconder após sua foto circular em uma corrente falsa de WhatsApp, na qual ele era acusado de estupro.

Por meio de ativistas, imprensa e leitores, diversos setores da sociedade começam a contra-atacar as notícias falsas em iniciativas como agências de checagem, manuais on-line sobre compartilhamento de informações e fóruns sobre jornalismo. Os veículos de comunicação tradicionais têm dado especial atenção ao assunto, em defesa da verdade e da transparência, assim como o uso de ferramentas de checagem de fatos anunciadas pelo Google e pelo Facebook.

O Conselho de Comunicação do Congresso Nacional criou no início de março uma comissão de relatoria que tem como objetivo analisar os projetos de lei criados com o objetivo de combater notícias falsas da internet. A influência das fake news nas eleições de 2018 também motivaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a criar um conselho consultivo para debater o tema.

Abaixo, reunimos algumas dicas que podem ajudar a identificar e dificultar que um boato continue a ser espalhado nas redes sociais:

 

1 – Nunca compartilhe antes de ler

Uma tendência muito comum nas redes sociais é o ato de curtir ou compartilhar uma notícia sem antes ler. O problema é que uma página mal-intencionada pode alterar detalhes importantes na miniatura que é exibida no feed, como a imagem de destaque e a manchete. É possível, ainda, que a chamada traga trechos que, de fato, estão na notícia, mas que, tirados de contexto, podem dar um sentido completamente diferente à situação ou à fala de um entrevistado, por exemplo.

 

2 – Faça uma busca no Google

Uma maneira eficaz de desmascarar boatos é uma simples busca no Google. Existem diversos sites dedicados a desvendar esse tipo de conteúdo, como o Aos Fatos e a Agência Lupa, que, inclusive, fecharam uma parceria com o buscador para dar mais destaque a resultados verdadeiros. Se ao buscar determinada informação você só encontrá-la em páginas desconhecidas, suspeitas, ou ligadas a grupos políticos específicos, é melhor evitar o compartilhamento.

 

3 – Pesquise a reputação do veículo

Conhecer o veículo onde a notícia foi publicada é importante. Muitos sites, como o Sensacionalista e o Piauí Herald, criam notícias falsas, mas não com o intuito de criar boatos e sim de fazer humor. Por isso, é importante se certificar de que não está diante de uma página de humoristas, mas de um veículo jornalístico real. Outros portais, por sua vez, usam nomes similares ao de veículos famosos, como O Globo ou a Folha de São Paulo, e é importante prestar atenção aos detalhes da URL e da interface da página. Se a dúvida permanecer, vale pesquisar se a notícia foi postada em portais de credibilidade.

 

4 – Veja se a data de publicação é mesmo recente

Outra técnica bastante comum usada pelos espalhadores de boato é resgatar fatos antigos, muitas vezes já esclarecidos, e voltar a compartilhá-los como se fossem um acontecimento recente. Por isso, é importante ficar de olho na data de publicação original da notícia para ter certeza de que não está caindo nessa armadilha.

 

5 – Use o bom senso e, se possível, consulte as fontes oficiais

Sempre que estamos diante de uma notícia é importante nos questionarmos sobre alguns aspectos. Esse acontecimento é científica ou politicamente possível? Será que essa pessoa ou empresa, por mais que eu não goste dela, seria capaz de fazer uma declaração como esta? E será que esta outra, por mais que eu simpatize com ela, não seria? Esse tipo de questionamento ajuda a evitar boatos improváveis, como supostas doações feitas pelo Facebook a cada compartilhamento de uma foto específica ou possíveis declarações feitas pelo Papa e outras figuras políticas.

 

Postado em: Dicas — Eric @ 14:39

Nenhum Comentário »

Nenhum comentário ainda.

Feed RSS para comentários sobre este post. TrackBack URL

Deixe um comentário

SEE|
Rod. Pref. Amrico Gianetti, s/n - B.: Serra Verde - BH/MG - Prdio Minas /11 Andar - CEP 31630-900 - Tel.: (31) 3916-7000
Todos os direitos reservados - Aspectos legais e responsabilidades