Projeto desenvolve o interesse pela leitura em alunos da rede estadual

12/07/2011

As obras de aventura são as que mais atraem a atenção de Delgyanny Estelita Rodrigues, de 10 anos. “A gente fica com vontade de ler mais e mais o livro, até o final, para saber o que vai acontecer”, confessa a estudante que cursa o 5º ano do ensino fundamental na Escola Estadual Sarah Kubitschek, no Bairro da Graça, em Belo Horizonte. Mas as outras histórias também são bem vindas. Os suspenses e os temas da atualidade encontram espaço no quarto da pequena, escolhido por ela como cenário ideal para seus momentos de leitura. “Além de ser mais confortável, eu gosto de ler sozinha, porque assim fico mais concentrada”, completa. Toda esta dedicação ao universo literário teve o reconhecimento da escola e do Instituto Gil Nogueira, que em parceria, realizam o projeto ‘Ler é viver’. A ação que busca estimular a leitura entre os alunos dos iniciais do ensino fundamental realiza até esta quarta-feira (13/07), a premiação dos estudantes das escolas estaduais participantes do projeto que mais leram no primeiro semestre de 2011.

Delgyanny foi premiada na categoria diamante, pois juntamente com o colega de escola, Yuri Ferreira Resende, foram os alunos que mais leram livros no primeiro semestre letivo na escola em que estudam. Quem vê tanto empenho não acredita que até o ano passado, o ato de ler não fazia parte das atividades preferidas da estudante. “Meu pai ama quando leio, pois antes ele pedia e eu não gostava”, confessa Delgyanny.

Delgyanny é um dos destaques na leitura da EE Sarah Kubitschek, em Belo Horizonte. Foto: Arquivo Instituto Gil Nogueira

Ainda no universo da leitura, a EE Sarah Kubitschek ainda tem muitos outros destaques. Dos 210 alunos que a escola possui nos anos iniciais do ensino fundamental, cerca de 120 estudantes foram premiados no projeto, ou seja, são crianças que leram no mínimo cinco livros no primeiro semestre deste ano. “Além do projeto, a escola busca alternativas para o trabalho de leitura com os alunos. Todos os dias, os alunos têm um momento na sala para recontar as histórias que leem, além de fazerem ilustrações e resumos das histórias. Os professores trabalham direcionados à leitura. Investimos porque ela é importante”, explica a supervisora da escola.

Formando leitores

O ‘Ler é escrever’ é realizado semestralmente. As escolas participantes recebem do Instituto Gil Nogueira um kit composto por 40 livros literários que são trabalhados pelos professores em sala de aula. Ao termino do semestre, há uma premiação para os estudantes que conseguiram ler o maior número de livros. Em ordem decrescente de livros lidos, os estudantes são classificados nas categorias: Diamante, Ouro, Prata e Bronze e em cada uma delas recebem prêmios que variam de estojo escolar a aparelho de som.

Estudantes da rede estadual participam de projeto de leitura em parceria com Instituto Gil Nogueira. Foto: Arquivo Instituto Gil Nogueira

As ações não se restringem aos educadores das escolas. Profissionais do Instituo Gil Nogueira também acompanham e participam do trabalho prático, ao contar histórias para os alunos. Junto aos professores fazem uma avaliação do projeto. “A leitura e a interpretação são a base de tudo. A medida que o projeto avança, nós percebemos que os alunos leem mais. O resultado aparece muito nos quarto e quinto ano. Tentamos desenvolver neles um hábito mesmo”, avalia a coordenadora do projeto ‘Ler é viver’, Tânia Lima coordenadora do projeto.

Apesar de 40 livros lidos no primeiro semestre de 2011, apenas no projeto, Delgyanny ainda tem metas mais desafiadoras, ela quer bater o próprio recorde. “No próximo semestre vou ler 50 livros, se Deus quiser”, desafia. O primeiro passo foi dado neste final de semana, quando viajou com a família para Montes Claros. “Pedi a professora uns cinco, ou seis livros para ler durante a viagem”.

Escolas participantes – O projeto ‘Ler é viver’ existe desde 2007. O trabalho que começou com o atendimento de 661 alunos, hoje atende a 3.185 crianças, que apenas no ano de 2010 já leram 30.642 livros. Entre as instituições participantes do projeto estão as escolas estaduais: Geraldina Soares, Sarah Kubitschek, Olímpia Resende, Nossa Senhora Aparecida, Pedro Dutra, Engenheiro Silvio Fonseca, Mário Gonçalves Matos, Dulce Pinto, Carlos Goes, Marechal Deodoro, Manuel Casasanta e Sagrada Família. A premiação da última será nesta quarta-feira, às 15h30, na própria escola.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 14:16

2 Comentários »

  1. Isso aí, o Brasil esta no caminho certo investindo a cada dia em programas sociais de educação, posso dizer agora a qualquer nação que tenho orgulho de ser brasileiro!

    Comment by Daniel — 21/07/2011 @ 13:04

  2. eu Ana estudo no instituto e eu estudo lá desde os meus 4 aminhos e eu tenho muitos, muitos amigos que eu gosto muito principalmente a bia e a victori…bjs eu amo a minha escola,minha prof:e isso tudo que eu acho da minha escola do coraçao

    Comment by Ana Clara — 31/07/2011 @ 14:35

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