Relação mais que especial com os números

02/03/2012

Um primeiro lugar, um ouro e um bronze. Estudante da rede estadual, Natália é destaque na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Foto: Arquivo PessoalVários são os números para ilustrar a curta, mas vitoriosa, trajetória da estudante Natália São José da Fonseca, de 13 anos. A adolescente é aluna da Escola Estadual Adelaide Bias Fortes, em Barbacena, no Campo das Vertentes. Na sétima edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), a estudante foi a primeira colocada no nível 1, conquistando a medalha de ouro. Na competição, esta categoria é destinada a estudantes dos 6º e 7º anos do ensino fundamental.

A rotina da jovem campeã é permeada de amizades, diversão, mas também por muito estudo. “Sempre gostei de estudar e tenho a Matemática como uma das minhas matérias favoritas. Sabia que tinha feito uma boa prova, mas jamais imaginaria que seria o primeiro lugar de Minas Gerais”, confessa Natália que na sexta edição da OBMEP, realizada em 2010, havia conquistado a medalha de bronze.

O bom desempenho não veio por acaso. Todos os dias, após as aulas na escola, pela manhã, a estudante chega em casa e se planeja para fazer os deveres, estudar os conteúdos aprendidos em sala e ler, uma das atividades mais prazerosos para ela. “Gosto muito de ler. Não tenho um livro favorito, mas adoro os de suspense. Sei que ler é importante e me ajuda muito, até na Matemática. Uma boa interpretação contribui na resolução de exercícios que envolvem contas, como os problemas”, avalia.

Na escola, seu comprometimento também é apontado por quem frequenta o espaço. “É uma aluna que gosta de estudar. Isso faz parte dela que tem uma identificação muito grande com a escola. Outra coisa que acho legal é que até as leituras que ela faz por conta própria, a proporcional um grande enriquecimento cultural”, aponta o vice-diretor da escola, Cláudio Nezio Ribeiro.

Na primeira etapa, Natália estudante acertou 18 das 20 questões de múltipla escolha. A nota na segunda fase, que foi de questões abertas, a estudante ainda não sabe. Porém uma coisa é fato, a conquista foi na base da parceria. “Minhas escola contribuiu para meu desempenho, com professores de ótima qualidade que sempre incentivaram e incentivam os estudos de seus alunos. Em especial para a realização da OBMEP, tive grande apoio da minha professora de matemática do 7º ano Suely Barbosa, que não incentivava só a mim, mas a todos os seus alunos, sempre levando exercícios da Olimpíada para resolvermos e os Bancos de Questões das Olimpíadas anteriores para estudarmos.

Iniciação científica

Com a medalha de bronze conquistada no ano de 2010, na sexta edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, Natália São José da Fonseca foi classificada para participar do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC). Podem fazer parte do PIC, os estudantes medalhistas de ouro, prata e bronze, na competição de Matemática.

Durante o ano de 2011, a estudante teve de um a dois encontros por mês, no pólo de São João del-Rei da OBMP. Entre as atividades que foram desenvolvidas dentro da Universidade Federal de São João del-Rei, a estudante pode aprender métodos de desenvolvimento de problemas e raciocínio matemáticos. “Nós nos reunimos em grupos de estudos, de acordo com o nível de ensino estabelecido pela OBMEP e resolvíamos vários exercícios com o acompanhamento de um professor do PIC. Esses estudos reforçaram o que aprendi na escola e contribuíram também para o meu ouro na edição de 2011”, lembra Natália.

A estudante ainda explica sobre suas expectativas para a próxima edição. “Neste ano sei que o grau de dificuldade será maior em relação aos anos anteriores, mas vou me esforçar para conseguir novamente um bom resultado”.

Incentivo que vem da escola

Na Escola Estadual Adelaide Bias Fortes, outras três alunas forma medalhistas de bronze, na edição de 2011. Com vários destaques, o trabalho de preparação foi feito a partir de monitorias, dadas pelos próprios professores da escola. Para 2012, a instituição de ensino reserva novidades que vão contribuir ainda mais para a preparação dos alunos para a Olimpíada. A escola vai criar uma olimpíada interna de Matemática.

O incentivo não se restringe aos números, a área de Língua Portuguesa também ganha o reforço com um projeto que trabalha com os alunos a grafia das palavras, o ‘Soletrando na Escola’. Esta iniciativa veio a partir de um aluno da escola, Daniel Nepomuceno Coutinho, que nos últimos três anos foi representante do estado de Minas Gerais em competição realizada pelo programa ‘Caldeirão do Huck’, programa da Rede Globo. Em um quadro do programa, estudantes de todos os estados são avaliados quanto ao conhecimento da grafia de palavras da Língua Portuguesa.

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