Empréstimo de livros incentiva a leitura

05/11/2009

Com o incentivo à leitura proporcinado pela escola, os alunos da E.E. Duque de Caxias, de Belo Horizonte, tem acesso a diversos tipo de literatura. Semanalmente os alunos podem pegar emprestado revistinhas e livros a vontade. A única regra é pegar um livro de literatura por semana. “ O interesse é que os alunos tenham prazer em ler”, diz a vice-diretora da instituição Maria do Perpétuo Socorro Xavier e Silva. A cada bimestre ela recebe em sua sala todos os alunos, do 1° ao 5° ano, e estes demonstram as habilidades literárias.

PRO

A nota da leitura sai no boletim, o que incentiva a melhora, afirma a supervisora. A escola obteve otimo desempenho no Proalfa este ano. O Proalfa é o programa de avaliação da alfabetização dos alunos de até oito anos de idade. Durante as aulas, a literatura não é esquecida. A interpretação dos textos lidos são trabalhados pelas professoras, melhorando assim a desenvoltura dos alunos.

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Inscrições para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos

04/11/2009

Foram prorrogadas, até o dia 30 de novembro, as inscrições para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos, o Encceja 2009, no nível fundamental. Os interessados devem fazer suas inscrições exclusivamente pela internet por meio dos sites:  www.encceja.inep.gov.br/inscricao e www.educacao.mg.gov.br. A participação no exame é gratuita e voluntária, mas a idade mínima para fazer o Encceja é 15 anos até data da prova, que será realizada em data ainda não marcada. O exame, oferecido pelo Inep, tem o objetivo de certificar competências e habilidades de jovens e adultos que não tiveram acesso ao ensino regular na idade própria. Caso aprovado, o candidato é certificado na proficiência do Ensino Fundamental.

As provas do Encceja 2009 são divididas em quatro áreas básicas do conhecimento. A prova I engloba Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna (Inglês), Artes, Educação Física e Redação; a prova II é de Matemática; a prova III envolve História e Geografia, e a prova IV, Ciências Naturais. Os candidatos fazem 30 questões de múltipla escolha para cada uma das áreas, além da redação. As provas são todas realizadas no mesmo dia. Outras informações podem ser obtidas nos sites do Inep.

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Olimpíadas Escolares

03/11/2009

Os primeiros representantes mineiros nas Olimpíadas Escolares 2009 embarcam nesta quarta-feira, 04, em busca de medalhas. Campeões dos Jogos Escolares de Minas Gerais, os atletas vão buscar bons resultados agora na disputa nacional. Ao todo, Minas terá 139 representantes nos jogos, que serão disputados nas cidades de Maringá e Londrina (PR), entre os dias 5 e 15 de novembro. Nesta quarta viajam as delegações das modalidades futsal, handebol, judô, natação e xadrez. Os demais classificados para as Olimpíadas, nas categorias atletismo, basquete, tênis de mesa e vôlei, viajarão no dia 09 de novembro.

Estudantes em disputa de natação do último JEMG

Estudantes em disputa de natação do último JEMG

As Olimpíadas Escolares 2009 são realizadas pelo Comitê Olimpíco Brasileiro e reúnem mais de quatro mil atletas em 10 dias de competição. Ao todo, são 933 escolas de 27 estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal. A chefe da delegação mineira nas Olimpíadas, Cibele Fátima Dias Castro, afirma que disputar uma competição nacional é importante para os estudantes. “Eles ficam muito animados, a empolgação é geral. É uma competição difícil, muito disputada, que atrai os melhores atletas do Brasil. É um desafio para eles”, afirma Fátima, que ainda aposta no futsal, atletismo e vôlei como destaques mineiros.

A rede estadual de ensino está bem representada nos jogos. Ao todo, 29 escolas estaduais terão atletas competindo nas Olimpíadas Escolares 2009. O Blog da Educação já entrevistou um dos representantes mineiros. Maicon Ferreira dos Santos é o único representante do estado na modalidade xadrez e defende a Escola Estadual Coronel Manoel Soares do Couto. Confira aqui a matéria publicada neste Blog sobre o enxadrista mineiro.

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UFMG amplia oferta de vagas para cursos à distância

A Comissão Permanente do Vestibular da UFMG (Copeve) ampliou a oferta de vagas no Vestibular 2010 para cursos de Educação a Distância. Além de Araçuaí, Governador Valadares e Teófilo Otoni, as cidades de Frutal e Montes Claros também vão oferecer os cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas e Química, na modalidade Educação a Distância do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB). Com as alterações, o número de vagas passou de 300 para 500, que vão beneficiar cinco mesorregiões de Minas Gerais. Nas cidades de Araçuaí (Região do Vale do Jequitinhonha), Frutal (Região do Triângulo Mineiro), Governador Valadares (Região do Vale do Rio Doce), Montes Claros (Região do Norte de Minas) e Teófilo Otoni (Região do Vale do Mucuri).

Professores da rede pública – Os professores da rede pública terão prioridade na inscrição. Das 500 vagas, 250 são destinadas ao público em geral, e as outras 250 vão para professores de escolas públicas. As inscrições podem ser feitas entre os dias 29 de outubro e 9 de novembro pelo site da Copeve. Os interessados devem preencher requerimento e pagar a taxa de R$ 80,00. No ato da inscrição, o candidato deve fazer uma única opção de polo regional.

As provas serão realizadas no dia 29 de novembro, às 14 horas, nas cinco cidades onde há oferta de vagas. Os candidatos ao curso de Licenciatura em Ciências Biológicas farão provas, Biologia, Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, Matemática e Química, mais a redação. Já para o curso de Licenciatura em Química, as provas serão de Física, Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, Matemática e Química, além da redação.

Ambos os cursos terão início no primeiro semestre de 2010 e exigem encontros presenciais, que acontecerão no polo escolhido pelo candidato no momento de sua inscrição no vestibular. O edital de retificação está disponível no site da Copeve. Outras informações pelos telefones 3409-4408 ou 3409-4409.

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Se o assunto é Matemática, pode falar com ela

02/11/2009

A princípio, ela é apenas uma estudante do Ensino Médio que gosta de Matemática. Mas quem a conhece bem encontra uma aluna com experiência e conquistas no campo das exatas. Maria Clara Mendes da Silva, estudante da Escola Estadual Coronel Oscar de Castro, Triângulo Mineiro, é tricampeã da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep 2006, 2007 e 2008). A sequência de conquistas na competição é resultado de uma preparação que ocorre durante o ano todo. “Eu já começo o ano me preparando para a Obmep. Faço estudos extras antes e depois das aulas na escola”, revela.

Maria Clara exibe o certificado e o cheque que ganhou como prêmio

Maria Clara exibe o certificado e o cheque que ganhou como prêmio

Porém, engana-se quem acredita que a estudante sempre gostou da disciplina. Foi com a Obmep que seu interesse pela matéria aumentou. “A exatidão da Matemática é muito legal. A Obmep prepara o aluno para vestibulares, concursos. A Matemática está em tudo”, avalia Maria Clara. A Olimpíada é realizada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), pelo Ministério da Educação (MEC), pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa/MCT) e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). Na Olimpíada, os alunos da rede pública competem em três níveis: Nível 1 – alunos de 5ª e 6ª séries; Nível 2 – alunos de 7ª e 8ª séries; e Nível 3 – alunos do Ensino Médio.

O bom desempenho na competição é o resultado de uma combinação de fatores. “Os professores fazem as nossas inscrições, estimulam o estudo, mas o esforço mais importante depende de você mesmo. É você que tem de procurar”, orienta a estudante. Na Obmep 2009, ela já foi classificada para a segunda etapa, no nível 3, depois de acertar todas as 20 questões da primeira fase. “Na primeira etapa achei a prova difícil, mas fui bem. Estou confiante para a segunda etapa”, explica.

Mas a relação com a matemática ainda vai longe. Maria Clara participa do Programa de Preparação Especial para Competições Internacionais (PECI), Ela faz parte de um grupo de 40 medalhistas, escolhidos pelos coordenadores da Obmep, que estão sendo preparados para representar o país em olimpíadas internacionais.

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Terça é o último dia para inscrições no Vestibular Indígena e do Campo

01/11/2009

A próxima terça-feira, dia 03, será o último dia para inscrições no Vestibular para cursos de Licenciatura Indígena e do Campo da UFMG. Os candidatos podem concorrer a vagas no curso de graduação em Licenciatura Intercultural para Educadores Indígenas, na área de Matemática ou Licenciatura em Educação do Campo, na área de Letras e Artes.

A taxa de inscrição é de R$ 45. Confira aqui a nota completa do Blog da Educação sobre o Vestibular. Outras informações no site da Comissão Permanente do Vestibular da UFMG.

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Servidores têm descontos em cursos de universidades particulares

Terminam no próximo dia 03 de novembro as inscrições para o Vestibular Unificado 2010/1º, que seleciona estudantes para o Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), o Centro Universitário Una, e a Faculdade Una de Contagem. E o processo seletivo pode ser uma boa opção para os servidores do Governo do Estado de Minas Gerais. Devido a uma parceria firmada entre o governo o Uni-BH, Una e a Faculdade Una de Contagem,  os servidores ou seus dependentes legais têm descontos nas mensalidades dos cursos destas instituições de ensino.

As inscrições podem ser feitas pela internet pelo site www.vestibularmg.com.br ou de forma presencial, no postos existentes nas instituições participantes. Confira aqui a nota completa do Blog da Educação sobre o Vestibular Unificado. Outras informações pelo telefone (31) 3319.9300

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Professores de BH e região participam do Fórum das Letras de Ouro Preto

31/10/2009

Buscar novos conhecimentos literários para a aplicação em sala de aula. Essa é a intenção de 32 professores da rede estadual de Minas Gerais que participaram do Fórum das Letras de Ouro Preto na última sexta-feira (30/10). Os educadores, que dão aulas em escolas do projeto Escola Viva, Comunidade Ativa da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, assistiram a palestras sobre o papel da crítica literária no Brasil, as etapas que envolvem a produção de um livro e a relação entre a escrita e a liberdade.

O professor Rogério Augusto dos Santos, da Escola Estadual Guadalajara, em Ribeirão das Neves, participou do evento pelo terceiro ano. Segundo ele, a experiência possibilitou um aprendizado rico que poderá ser trabalhado com os alunos. “Eventos como esse estão mudando a realidade do trabalho com literatura em sala de aula. Dá estímulo e atualiza as discussões na área”, destaca o professor. Gláucia Maria Ferreira da Costa, professora de Português das turmas de 7º e 8º anos da Escola Estadual Maria Floripes Nascimento Alves, em Sabará, também pensa em trabalhar algumas das discussões do Fórum com os estudantes. “Quero estimular os alunos com atividades que exijam exercícios de interpretação”, explica a professora, que também vai destacar a importância da escrita para registrar os fatos históricos que serão estudados pelas gerações futuras.

O projeto Escola Viva, Comunidade Ativa tem como objetivo fortalecer as escolas que se encontram em áreas urbanas com população em situação de vulnerabilidade. Na prática, o projeto procura proporcionar as condições básicas de educabilidade no ambiente escolar para que o processo de ensino e aprendizagem aconteça de forma tranquila. O desafio do projeto está em repensar a escola, de modo que ela se torne mais aberta à participação da comunidade e mais inclusiva. Atualmente, apenas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, 114 escolas participam do Escola Viva, Comunidade Ativa.

Fórum das Letras de Ouro Preto

Em sua 5ª  edição, o Fórum das Letras de Ouro Preto tem a intenção de promover o diálogo entre autores e público participante. Outro objetivo é valorizar o significado histórico da cidade mineira. Nesta edição do evento, serão discutidos os temas biografias e ficção. O Fórum é realizado pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e vai até o dia 02 de novembro de 2009.

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Escolas de Minas recebem Selo Escola Solidária por melhoria da educação

30/10/2009

Partindo do princípio de que é possível repensar a educação brasileira através de ações de solidariedade, escolas públicas e particulares de todo o país que apresentam iniciativas criativas com o intuito de melhorar a qualidade da educação em sua região recebem o Selo Escola Solidária, premiação realizada desde 2003 pelo Instituto Faça Parte. A Escola Estadual Padre Clemente de Maleto, localizada em Campos Altos, foi uma das 101 escolas estaduais premiadas em Minas e recebeu em outubro o Selo pelo programa Escola Conectada, desenvolvido em parceria com o Instituto Ayrton Sena e a HP. A escola incentiva a proatividade dos alunos, seguindo os modelos do Instituto. Quando surge uma dúvida, os professores instigam os estudantes a pesquisarem sobre o assunto. Segundo a diretora Magda Fuquisato, “o projeto ajuda os alunos até o nível de formação superior, onde saberão fazer pesquisas e trabalhar com o computador”.

“O interesse dos estudantes pelo projeto foi enorme. A intenção era começar com duas turmas, mas abrimos quatro”, disse. O programa ajuda alunos e professores na inclusão digital, o que favorece o currículo profissional. “Os professores aprenderam sobre informática, o que ajuda na formação deles. Aqui, um ajuda o outro quando surgem dúvidas” diz Magda. A partir do projeto, as pesquisas dos alunos serão expostas à comunidade escolar  através do blog  em que cada aluno vai expor suas descobertas. Ali, pais, professores e estudantes terão em comum o interesse em sanar dúvidas. Além disso, a inclusão digital acontecerá em diversos níveis.

Selo
O objetivo do prêmio é reconhecer a escola como núcleo de cidadania em sua comunidade, propiciar a troca de experiência entre escolas solidárias, incentivar o voluntariado educativo e qualificar a formação integral do aluno. Nas três edições do projeto, que acontece a cada dois anos, aproximadamente 20 mil escolas no país foram premiadas por suas ações. Os projetos selecionados demonstram a força que a ação da escola possui diante da comunidade em que está inserida, tornando a instituição referência em cidadania e melhoria da educação. Também foi criada a Rede de Escolas Solidárias, em que escolas de todo o país trocam experiências e aprendem o que está sendo feito em outras instituições educacionais. Essa troca induz à reflexão da prática pedagógica de cada escola. A rede é um retrato fiel da educação brasileira, pois os projetos são desenvolvidos de acordo com a realidade e necessidade de cada instituição de ensino.

O Selo Escola Solidária é desenvolvido pelo Instituto Faça Parte em parceria com o Ministério da Educação (MEC), Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), União Nacional do Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

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Uma receita para o sucesso

29/10/2009

Com aulas de gastronomia regional, os estudantes aprendem de forma mais agradável os conteúdos de Matemática como medidas, quantidade, porcentagens etc.  O empurrãozinho no ensino de Português veio com a pintura, a música e a poesia, que contribuem para melhorar o letramento. Além disso, a concentração necessária para aprender a disciplina é melhorada com as atividades físicas e o teatro.  Usando a simplicidade do cotidiano e muita criatividade, matérias tradicionais do currículo, como Matemática e Português, são apresentadas agora de maneira mais lúdica na Escola Estadual Fazenda Cristo Rei, na pequena cidade de Miravânia, extremo norte de Minas, a 818 quilômetros de Belo Horizonte. 
O projeto ganhou o nome “Sertão, SOS a Uai”, que tem como objetivo principal tornar o aprendizado atrativo por meio da exploração da arte, da cultura e do lazer, melhorando a defasagem de aprendizagem. Criado pela assistente técnica em educação básica Ivanir Barbosa de Oliva e Sousa, recebeu apoio integral da diretora Jesuíta Canabrava da Mota e contou com a ajuda da professora dos anos iniciais do Ensino Fundamental Maria Alves Ferreira e da professora de Educação Física Rita Ferreira Mota, conquistando o primeiro lugar da segunda categoria de “Experiências e Iniciativas de Sucesso Implementadas” do 4º Prêmio Excelência em Gestão Pública.

As ganhadoras do 4° Prêmio Excelência em Gestão Pública Maria, Ivanir e Rita

As ganhadoras do 4° Prêmio Excelência em Gestão Pública Maria, Ivanir e Rita

 O prêmio, que teve este ano o maior número de candidatos, com um total de 91 inscrições válidas, é promovido pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão. Sua criação tem como objetivo incentivar a geração de novos conhecimentos em gestão pública de servidores públicos das administrações direta e indireta, autarquias e fundações estaduais.
 A escola atende cerca de 222 alunos e participa dos projetos Escola de Tempo Integral e Escolas em Rede, ambos da Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais.

 

Coragem para inovar

A preocupação em ensinar algumas questões que fogem ao currículo tradicional, como etiqueta social e higiene pessoal também não ficaram de fora do projeto “Sertão, SOS a Uai”. Os alunos aprendem cuidados básicos de higiene e também como servir uma mesa, manusear talheres, cumprimentar pessoas e a ter uma postura corporal correta.  

Disposta a inovar cada vez mais, Ivanir propôs à escola desenvolver um projeto próprio mas que, ao mesmo tempo, se relacionasse com o Escola de Tempo Integral. O desenvolvimento da iniciativa contou também com a ajuda dos educadores, da direção e demais funcionários da escola que acreditavam no projeto. 

Aula de gastronomia na Fazenda Cristo Rei

Aula de gastronomia na Fazenda Cristo Rei

Com o programa “Sertão, SOS a Uai”, a escola tornou-se referência na região e o interesse dos estudantes superou as expectativas pedagógicas. No ano passado, os estudantes alcançaram a meta de proficiência (capacidade de entendimento) de 2010 estabelecida pelo Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa). O Proalfa é uma avaliação que identifica os níveis de leitura e escrita dos alunos do 3° ano do Ensino Fundamental, realizada pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado da Educação (SEE).
Situada no extremo norte de Minas, a pequena cidade de Miravânia, com aproximadamente cinco mil habitantes, sofria com problemas na área da educação na rede pública: alta evasão escolar, corpo docente desinteressado e defasagem na aprendizagem dos alunos. Para mudar essa realidade, era necessário abrir-se para o novo. 

Percebendo a necessidade de mudança, antes de criar o projeto “Sertão, SOS a Uai”, Ivanir começou a ajudar a comunidade da maneira que podia. Usar todo o potencial do laboratório de informática com acesso à internet, enviado pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais , foi o primeiro passo. Ivanir passou a ensinar um pequeno grupo de alunos os princípios da informática. O objetivo era criar um efeito multiplicador: esse pequeno grupo poderia ensinar outros colegas o que aprenderam, tornando o aprendizado mais interessante. Deu certo. Hoje, os alunos repassam o que aprenderam para outras pessoas, já que o laboratório passou a ser usado pela comunidade.

A inclusão digital não era suficiente para ela. Acreditando no potencial dos estudantes, a escola foi em busca de mais incentivos. Começou participando do projeto Escola de Tempo Integral, da SEE, no qual os alunos, durante o contraturno das disciplinas regulares, têm aulas de arte, esportes e reforço escolar. Com a participação nesse projeto, o objetivo da equipe pedagógica era fazer com que o estudante compreendesse seu papel na sociedade, na família e na própria escola.

Alunos degustam pratos típicos do cerrado

Alunos degustam pratos típicos do cerrado

A preparação para implementação do projeto foi intensa. Foram realizadas entrevistas com pessoas da região para conhecer seus hábitos cotidianos, os costumes e curiosidades locais. Esse levantamento possibilitou a utilização de elementos da vida corriqueira da comunidade nas peças teatrais, na elaboração de receitas das aulas de gastronomia e no uso de elementos naturais típicos – como argila, pedras de morro, bambus, casca de frutos do cerrado – nas aulas de artesanato e pintura.  
Há também aulas de música, com a flauta, que possibilita a aprendizagem do português. As aulas de educação física ajudam a melhorar a autoestima, o trabalho em equipe e a convivência social dos alunos. Segundo Ivanir, “os alunos entendem que o individual precisa do grupo e vice-versa”.  Tudo isso foi feito para oferecer aos alunos uma aprendizagem completa e diversificada, despertando o interesse pelos estudos.

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