Com pequenas ações estudantes contribuem para preservação do meio ambiente

19/12/2011

Foi adotando pequenas ações que os alunos da Escola Estadual Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, no município de Vazante, região Noroeste de Minas, alcançaram um feito importantíssimo para o meio ambiente. Durante cerca de cinco anos, os estudantes se esforçam para recuperar uma das nascentes da cidade. “Começamos o projeto em 2006 e desde então já fizemos o cultivo de plantas nativas, isolamos a área e fazemos, uma vez por mês, a manutenção do local. Hoje a nascente que quase não tinha água já tem até peixe e a cada ano a vazão da água aumenta”, conta uma das idealizadoras do projeto ‘Plantando para o futuro: recuperando o meio ambiente’, a professora de Biologia, Marli Rodrigues da Fonseca.

A ideia surgiu do desejo do professor de Química, Ângelo Gomes de Melo, e da professora de Biologia, Marli Rodrigues da Fonseca, de realizar um projeto ambiental na região em que muitas nascentes estavam ‘morrendo’. O primeiro passo foi divulgar o projeto para os alunos, que rapidamente adotaram a iniciativa. Depois os estudantes participaram de palestras promovidas pela Polícia Florestal e o Instituto Estadual de Florestas (IEF) para orientar os alunos sobre como o trabalho em campo deve ser realizado. Os estudantes também fizeram pesquisas sobre a importância da água e fizeram um levantamento da plantação nativa da região.

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Estudantes fizeram platio de mudas nativas da região. Foto: Arquivo Escola

A nascente escolhida fica a cerca de seis quilômetros da escola e por meio de uma parceria com uma empresa da cidade os estudantes ganham transporte até o local. “No início do projeto nós íamos de 15 em 15 dias à nascente. Hoje, os cerca de 60 estudantes do Programa Educacional de Atenção ao Jovem (Peas) vão ao local uma vez por mês para fazer a manutenção”, afirma Marli.

O local que antes estava abandonado conta hoje com árvores frutíferas, muitos pássaros, peixes,além de muitas árvores nativas.  Os jovens já plantaram quase duas mil mudas de árvores no local. O estudante do 2º ano do ensino médio, Igor Diego Machado Ribeiro, é um dos responsáveis pela manutenção da nascente. Segundo ele, participar do projeto é uma grande satisfação. “Participo do projeto há dois anos e quando eu entrei a água já estava correndo. Quando eu vou lá vem àquela sensação de bem estar e de ter contribuído. Pra nós que vemos que está dando resultado é muito bom, ainda mais quando a professora conta que antes quase não corria água”.

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O espaço já preservado é utilizado pelos alunos para ministrar palestras sobre a importância do meio ambiente. Foto: Arquivo Escola

Também foi construído um espaço para a realização de palestras. “A ideia é que aconteça um efeito multiplicador. Por isso, construímos um espaço para receber visitas. Escolas da cidade agendam visitas à nascente e os meus alunos falam sobre as ações realizadas no local, benefícios da água, entre outras coisas. Também distribuímos uma cartilha, que nós mesmos fizemos”, ressalta a professora de Biologia.

Marli conta ainda as expectativas para o próximo ano. “A nossa vontade é salvar mais nascentes. Para o próximo ano, pretendemos visitar os fazendeiros ribeirinhos e multiplicar a ação de orientação. Também pretendemos salvar mais uma nascente”.

Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 15:36

Compras na Feira Hippie de Belo Horizonte terão trilha sonora com alunos de escolas estaduais

16/12/2011

Os visitantes que fizerem compras na Feira Hippie de Belo Horizonte no próximo domingo (18/12) vão contar com uma trilha sonora para lá de especial. A Orquestra Brasileira de Minas Gerais, composta por 60 alunos das escolas estaduais Padre João Botelho e Engenheiro Francisco Bicalho, ambas da Capital, vai apresentar um repertório de Música Popular Brasileira, na Feira que fica localizada na Avenida Afonso Pena, às 10 horas. Quem passar pelo local vai ter uma prévia do CD a ser lançado pelo grupo, em 2012. O projeto, intitulado ‘TIM Música nas Escolas’, é uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação (SEE) e a empresa de telefonia TIM.

Quem está ansioso com a apresentação é João Paulo Francisco de Souza, de 11 anos. O estudante do 5º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Padre João Botelho vai ter um convidado ilustre durante a apresentação. “Estou muito ansioso, o meu tio trabalha na Feira. Ele vende acarajé. Ainda não falei para ele que a Orquestra vai tocar lá, mas sei que ele vai me assistir”, comenta.

Orquestra Brasileira de Minas Gerais é composta por estudantes das escolas estaduais Padre João Botelho e Engenheiro Francisco Bicalho. Foto: Arquivo da Escola

Orquestra Brasileira de Minas Gerais é composta por estudantes das escolas estaduais Padre João Botelho e Engenheiro Francisco Bicalho. Foto: Arquivo da Escola

O repertório conta com músicas de Milton Nascimento, Fernando Brant e Lô Borges. “Será a última apresentação da Orquestra este ano. O repertório faz parte do CD que a Orquestra formada pelos alunos vai lançar no próximo ano. É o resultado de um projeto que existe há quatro anos nas duas escolas”, adianta a diretora, Eliani de Oliveira França da Escola Estadual Padre João Botelho. As duas escolas participantes da Orquestra integram o projeto ‘Escola Viva, Comunidade Ativa’, da SEE.

Após quatro anos de ensaios, realizados dentro da própria escola, a estudante do 3º ano do ensino médio, Camila Midiã Gonçalves, de 17 anos, mostra-se empolgada com o CD. “Eu nunca tinha vivido uma experiência em estúdio. Sobre a gravação de CD, eu só sabia as coisas que li na internet. O CD é fruto de muita dedicação, por isso será prazeroso de ouvir. É um trabalho bacana”, completa Camila Midiã.

No próximo domingo (18/12) Orquestra se apresentará na Feira Hippie, na Avenida Afonso Pena - Belo Horizonte. Foto: Arquivo da Escola

No próximo domingo (18/12) Orquestra se apresentará na Feira Hippie, na Avenida Afonso Pena - Belo Horizonte. Foto: Arquivo da Escola

Livros, cadernos e muita música

Os 60 estudantes das duas escolas da rede estadual que participam do projeto têm, durante a semana, três aulas no contraturno escolar. Nesse momento, além das aulas de instrumentos de sopro, corda e percussão, os alunos aprendem musicalização. “Participo do projeto desde o início, em 2007. Na época já tinha muito interesse em aprender a tocar violão, então veio a oportunidade. Hoje, quatro anos depois, sei muito mais que isso. Sei musicalização, ler partitura. Tenho um ouvido mais educado, mais atento”, avalia a estudante Camila Midiã.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 15:20

AGENDA: Coral Cênico do Conservatório Estadual de Música de Varginha se apresentam na cidade de Maria da Fé

15/12/2011

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O Coral ‘Cênico Cantus’, que é composto por alunos do curso Técnico de Canto do Conservatório Estadual de Música de Varginha, se apresentará no próximo sábado (17-12), na cidade de Maria da Fé.  O grupo que apresenta um repertório eclético também faz a encenação das canções. Os estudantes cantam músicas folclóricas, barrocas e contemporâneas.

Durante o evento, também haverá apresentação das alunas Letícia Penha e Anita Rodrigues, elas irão cantar e tocar violão. O repertório é composto por Músicas Populares Brasileiras. Outras informações sobre as atividades do Conservatório Estadual de Música de Varginha podem ser obtidas pelo e-mail: cemvalbv@ig.com.br.

Postado em: Uncategorized — geaninenogueira @ 16:41

Estudantes ajudam a tornar o meio ambiente mais saudável

13/12/2011

Na tentativa de tornar a cidade onde moram um lugar mais saudável e diminuir o impacto ambiental do despejo inadequado de resíduos nos rios, os alunos da Escola Estadual Ana Laura Pereira, no município de Itajubá, estão promovendo um mutirão sustentável. Por meio do ‘Projeto Água Limpa’, a comunidade escolar esteve envolvida, durante todo o ano, na coleta do óleo de cozinha, que segundo os jovens ‘cientistas’ é um dos maiores poluidores do rio Sapucaí e do Ribeirão Piranguçu, que corta a área de atendimento da escola. 

“O projeto teve início quando a professora de Química começou a estudar com os alunos as reações químicas. Em uma aula prática os estudantes foram até o Ribeirão e colheram amostras de água para análise. Esse estudo fez com que os alunos vissem que o PH da água estava muito elevado e que o excesso de acidez simbolizava que ela estava poluída por causa do excesso de óleo”, explica o diretor Alex Carlos.

Para o estudante do 9º ano do ensino fundamental, Mateus Guilherme dos Santos, as aulas práticas tornam o aprendizado mais fácil. “A gente fez um teste com alguns líquidos especiais para avaliar o PH da água e a acidez. Acho que foi melhor para os alunos entenderem. Fica mais fácil de aprender Química, pois a gente vê as experiências. Todo mundo presta mais atenção na aula. Eu sempre gostei de Química, mas ensinada dessa forma ficou bem melhor”, comenta o estudante.

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Estudantes recolhem amostras de água para análise. Foto: Arquivo Escola

A partir da análise começou todo o trabalho. A escola fez uma parceria com uma empresa da cidade e começou a recolher o óleo que os familiares dos estudantes não utilizavam mais. O resíduo recolhido é enviado a uma empresa que em troca doa para escola material escolar, jogos pedagógicos, entre outros. “Para que toda a comunidade pudesse participar nós fizemos a divulgação do projeto no jornal da escola, que é enviado para a casa dos alunos. Já recolhemos cerca de 100 litros de óleo”, conta Alex.

O aluno do 6º ano do ensino fundamental, Vítor Gabriel de Oliveira, leva para a escola o óleo que o pai recolhe no restaurante onde trabalha. Segundo ele, essa atitude está ajudando a natureza. “Sem jogar o óleo na pia nós não matamos os animais, não poluímos e ainda ajudamos a preservar o meio ambiente”.

O resíduo também foi utilizado para a produção de sabão, o que segundo o diretor será um dos focos do projeto em 2012. “Pretendemos continuar o projeto no próximo ano. Vamos trabalhar o empreendedorismo em cima do óleo, focando a questão do sabão”, conclui.

Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 14:22

AGENDA: Estudantes do Conservatório de Música de Leopoldina fazem recital de piano

12/12/2011

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Os apaixonados por música terão a oportunidade de assistir nesta segunda-feira (12-12) no Conservatório Estadual de Música Lia Salgado, em Leopoldina, apresentações de piano. O evento, que é aberto a comunidade, tem início às 18h30 e acontece no ‘Salão Helenice da Cruz M. Bella’,no próprio Conservatório que está localizado na Praça Prof. Botelho Reis, nº 102, Centro.

As apresentações serão realizadas pelos alunos do 1º ao 6º ano. No repertório estão obras como: Águas de Março, de Tom Jobim, Zangou-se o Cravo com a Rosa, de Heitor Villa Lobos, e Ciranda ,Cirandinha , música do Folclore Brasileiro. O Conservatório oferece ainda durante o mês de dezembro uma série de apresentações. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail: escola.98299@educacao.mg.gov.br .

Postado em: Uncategorized — geaninenogueira @ 16:38

Arte que ensina

07/12/2011

Com diferentes cores de tintas e uma tela nas mãos os alunos da Escola Estadual Bueno Brandão, em Belo Horizonte, são capazes de reproduzir obras de artes mundialmente reconhecidas. É que depois de desenvolver ao longo do ano um trabalho que tinha entre seus objetivos apresentar aos alunos a importâncias das cores e a histórias de pintores famosos, os estudantes se tornaram especialistas em arte.

“Eu tive o prazer de pintar um quadro do Pablo Picasso. Nas aulas nós estudávamos a história e características dos pintores e a que eu mais gostei de conhecer foi a da Tarsila do Amaral, porque ela era brasileira. Eu achei muito legal o pai dela sempre bancar as viagens, já que ele era um dos homens mais ricos do Brasil”, conta o aluno do 5º ano do ensino fundamental, Cássio Augusto Rocha Reis.

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Estudantes fizeram releituras de diferentes pintores. Foto: Arquivo Escola

O Projeto ‘Fazendo arte na Escola’ é desenvolvido pela instituição há cerca de três anos.  Segundo a professora Maribel Bonfim este ano a iniciativa começou com o estudo das cores. “Nós começamos falando da importância das cores. Depois trabalhamos as cores primárias tendo como foco Joan Miró, pintor cuja obra toda tem como base o amarelo, vermelho e o azul e acabamentos de preto. Essa técnica também era utilizada para homenagear a Espanha, que era o país natal do pintor”.

Já as cores secundárias foram trabalhadas tendo como objeto de estudo outro famoso pintor: Van Gogh, pintor que gostava muito de trabalhar com as cores frias. Os alunos também aprenderam um pouco sobre o movimento ao qual Van Gogh pertencia que era o impressionismo.

Já a pintora preferida do Cássio, Tarsila do Amaral, foi trabalhada nas aulas em que os estudantes aprendiam sobre as diferentes formas. “Tarsila foi representante do cubismo na arte brasileira. Ela gostava muito de pintar as belezas do Brasil”, conta a professora Maribel Bonfim.

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As reituras estarão expostas durante essa semana no Hall de entrada da SRE Metropolitana A. Foto: Arquivo Escola

Depois de conhecer detalhes de todos os pintores os estudantes fizeram releituras dos quadros. Obras como ‘Girassóis’, de Van Gogh, e ‘Abaporu”, da Tarsila do Amaral, foram algumas releituras feitas pelos estudantes. Durante o trabalho, os jovens pintores utilizaram materiais como tinta Guache,  colagem de sementes, decupagem, entre outros.

As produções dos estudantes ficaram expostas até o final desta semana no Hall de entrada da sede da Superintendência Regional de Ensino Metropolitana A, que fica na rua Congonhas, 675, no bairro Santo Antônio.

Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 16:23

Vozes anunciam a chegada do Natal em Manhuaçu

06/12/2011

Com a proximidade do Natal são comuns a realização de apresentações e concertos com temas da data. No município de Manhuaçu, na Zona da Mata Mineira, o calendário de fim de ano é celebrado pelos alunos da Escola Estadual Monsenhor Gonzalez. Cerca de 300 estudantes dos anos iniciais (1º ao 5º ano) do ensino fundamental vão se apresentar a partir de hoje (06/12) nas 10 principais janelas da escola para uma Cantata de Natal. Quem passar pelo centro da cidade até a próxima quinta-feira (08/12) vai se lembrar da proximidade da data ao ouvir um repertório composto por sente canções das quais se destacam as tradicionais ‘Vem Chegando o Natal’, ‘Sino de Belém’ e ‘Boas Festas’.  Nos três dias, as apresentações ocorrerão às 19 horas.

A iniciativa que se justificaria apenas pela proximidade do Natal ganha outro sentido de acordo com a diretora da escola, Márcia Vitor Moreira. “Estão todos envolvidos. Alunos, pais, professores e servidores. O evento mostra aos estudantes que Natal não é só presente. É amor, fraternidade, generosidade e muito mais. Essa iniciativa está refletindo os verdadeiros valores da data”, explica.

Estudantes de escola estadual realizam 'Cantata de Natal' em Manhuaçu, na Zona da Mata. Foto: Arquivo da Escola

Estudantes de escola estadual realizam 'Cantata de Natal' em Manhuaçu, na Zona da Mata. Foto: Arquivo da Escola

Entre os rostinhos que vão compor o cenário junto às janelas da escola está o da aluna Ana Carolina Ramos de Oliveira. A estudante do 3º ano do ensino fundamental confessa estar ansiosa para as apresentações. “Eu acho muito bom participar da cantata, porque o Natal é um momento muito importante para todos nós. É o nascimento de Jesus. Estou ansiosa para cantar as músicas de Natal. Estamos ensaiando muito para isso”, revela.  Durante as apresentações, os estudantes vão estar vestidos de ‘Papai Noel’. A decoração da escola que já está no clima natalino vai completar a encenação.

Para encantar o público, os estudantes não perderam tempo e fazem ensaios desde o começo de novembro. Este é o quarto ano que a escola realiza a Cantata de Natal. “Será um momento de resgate das tradições natalinas e do real sentido do Natal”, comenta a professora de Ensino Religioso e uma das coordenadoras do projeto, Maria Aparecida da Silva Fernandes.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 08:07

Escola usa projeto para orientar estudantes sobre como administrar o dinheiro

05/12/2011

Pensar, planejar e gastar somente o necessário. O ideal de um ‘bom poupador’ foi bastante discutido nos últimos meses na Escola Estadual Fernando Melo Viana, em Minduri, região Sul de Minas. Os estudantes do 9º ano do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio receberam nos últimos meses orientações sobre como gastar e poupar o dinheiro. A partir do tema ‘A importância de poupar para realizar seus sonhos’, a escola desenvolveu em parceria com um banco da região uma série de ações para conscientizar os alunos sobre essa prática econômica. Na última, sexta (02/12) houve a culminância da atividade que premiou alunos que se destacaram em um concurso de redação e prova de raciocínio lógico.

Alunos premiados em concurso ganham conta poupança em banco. Foto: Arquivo da Escola

Alunos premiados em concurso ganham conta poupança em banco. Foto: Arquivo da Escola

“Desde quando eu era pequena, minha mãe me ensina a poupar e gastar somente o necessário. O projeto só feio reforçar essa ideia. Como houve um concurso, os estudantes se empenharam mais em aprender sobre esse assunto que faz parte do dia-a-dia de todos”, explica Isadora Ribeiro Furtado Pereira, de 14 anos.

A estudante do 9º ano do ensino fundamental conquistou o primeiro lugar no concurso e foi contemplada com uma conta poupança e R$250 para começar a poupar. “Aprendi que se eu souber economizar esse dinheiro, ele poderá ir se multiplicando e, no futuro, poderei investir em algo maior para mim”, completa. O segundo colocado ganhou uma poupança com uma quantia inicial de R$150 e o terceiro lugar com uma conta poupança e R$100.

Estudantes receberam orientações para poupar dinheiro para realização de seus sonhos. Foto: Arquivo da Escola

Estudantes receberam orientações para poupar dinheiro para realização de seus sonhos. Foto: Arquivo da Escola

Antes da realização das provas, os estudantes assistiram a uma palestra de um representante do banco. Na ocasião, eles receberam orientações sobre matemática financeira, economia, mercado e consumo. A partir das dicas, os alunos realizaram os exames. Uma pré-seleção definiu os dez finalistas que disputariam os três primeiros lugares. “Nessa parceria, a escola ficou responsável por funções como: a divulgação do concurso, elaboração das provas, correção das redações e organização da cerimônia de premiação”, detalha a vide diretora, Gislaine Aparecida Aguiar da Silva.

Quem participou da ação aprovou a ideia. “A palestra nos ajudou muito a ‘abrir a mente’ sobre o tema. No meu texto, por exemplo, procurei passar em meu texto dicas de como as pessoas devem poupar. Hoje tenho uma grande noção dessa área da economia”, avalia Luana Maciel de Carvalho, aluna do 9º ano do ensino fundamental e ficou na terceira colocação.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 12:21

A nova história da dona Baratinha

02/12/2011

Os alunos da Escola Estadual Doutor Alfredo Castelo Branco, no município de Além Paraíba – Zona da Mata mineira, estão modificando a forma como os demais estudantes da região vêm a famosa história da ‘Dona Baratinha’, aquela que tem fita no cabelo, dinheiro na caixinha e que deseja muito se casar. Com o musical ‘Procura-se um barato!’, os estudantes levam para o público infantojuvenil  uma versão adaptada da história. O espetáculo foi apresentado durante o mês de novembro para mais de mil estudantes de nove escolas do município. Já no mês de dezembro, as apresentações serão abertas para toda a comunidade e acontecem nesse sábado (03-11), no Cinema Brasil, que fica no centro da cidade.

“Sempre foi um desejo nosso fazer um musical. No ano passado fizemos uma peça de teatro e este ano convidados dois professores para nós ajudar com o espetáculo, que traz uma linguagem bem atual e é composto não apenas das músicas clássicas como também de músicas populares. A iniciativa faz parte de uma das ações do Programa Educacional de Atenção ao Jovem (Peas Juventude)”, explica a coordenadora do Peas na escola, Patrícia Bassan Barbosa.

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Estudantes fazem adaptação de clássico da literatura infantil. Foto: Arquivo Escola

O espetáculo, além de trazer músicas populares como “A Barata”, do grupo Só Pra Contrariar, apresenta também um cenário diferenciado. A história tradicional se passa em uma floresta, já no musical a trama se dá em um esgoto. Outra adaptação feita pelos alunos é que ao invés da Dona Baratinha se casar com Dom Raton, ela na verdade procura um ‘Barato’.

A preparação para o musical foi intensa e durou mais de cinco meses. Além de ensaiar a parte teatral do espetáculo foi feito também um trabalho vocal com os alunos que nunca tinham se aventurado nesse ramo. “Nos primeiros meses os ensaios aconteciam uma vez por semana durante quatro horas, na própria escola. Com a proximidade do mês de novembro, os ensaios começaram acontecer até nos finais de semana e feriados”, conta Patrícia.

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Nos mês de novembro, estudante se apresentaram para mais de mil alunos de escolas da cidade. Foto: Arquivo Escola

O espetáculo reúne alunos do 9º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio da escola. Entre esses estudantes está Ana Cássia Coelho. A aluna do 2º ano do ensino médio interpreta a Araber, uma amiga da Dona Baratinha. Ana que já havia participado de uma peça de teatro sobre a história original quando era mais nova conta o que mais gosta na adaptação. “O nosso musical é mais engraçado. A adaptação foi feira para a galera se divertir”.

O musical ‘Procura-se um barato!’ será apresentado neste sábado em dois horários. A primeira apresentação acontece às 17 horas e a segunda às 20 horas.

Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 16:18

Do óleo, o sabão

01/12/2011

Por que água e óleo não se misturam? Essa foi uma das perguntas feitas pelos alunos do ensino médio da Escola Estadual Professor Moraes, em Belo Horizonte, durante a aula de Química. A resposta estava no próprio conteúdo da aula. Eles estudavam a polaridade das ligações.  A partir da dúvida surgiu a ideia de fazer sabão com óleo de cozinha. “Durante a aula os alunos começaram a perguntar o quanto o óleo polui o meio ambiente e se o Rio Tietê tinha aquela espuma por causa do detergente? Depois dessa aula os alunos começaram a levar receitas de sabão feitas por suas mães e avós”, conta a professora de Química, Tânia Ferreira Maia de Souza.

A ideia rendeu frutos e a professora resolveu escolher uma receita e fazer sabão durante a aula. Os alunos testaram várias receitas em pequenas quantidades e durante esse processo puderam aprender várias coisas. “As receitas eram parecidas, mas tinham pequenas variações. Por exemplo, uma levava álcool e a outra vinagre. Durante o processo de experimentação, os estudantes descobriram que o vinagre abaixava o PH e o álcool era um catalisador”, afirma Tânia. No final, foi escolhida a receita mais econômica e que aproveitasse maior quantidade de óleo.

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Estudantes fazem sabão utilizando óleo de cozinha. Foto: Arquivo Escola

Para as aulas práticas, os alunos foram instruídos a levar óleo de cozinha de suas casas para escola. Como a escola conseguiu juntar uma grande quantidade de matéria prima foi realizado um mutirão do qual participaram alunos do 1º e do 2º ano do ensino médio.

Com a grande quantidade de sabão que os alunos conseguiram produzir. Parte do produto foi guardada na escola para a limpeza da instituição e a outra parte foi doada para a comunidade local. O sucesso da experiência foi apresentado em uma feira promovida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e dois alunos foram premiados no evento com uma bolsa de iniciação cientifica. “Nós inscrevemos o projeto do sabão e fomos premiados na categoria investigação. Isso porque, os estudantes tiveram que pesquisar as receitas e fazer um levantamento das melhores. Como todos os estudantes foram muito comprometidos, para saber qual aluno ficaria com a bolsa tivemos que fazer um sorteio.”, afirma Tânia.

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Estudantes pesquisaram várias receitas que tinham como matéria prima o óleo de cozinha. Foto: Arquivo Escola

Entre os alunos beneficiados com a bolsa de iniciação cientifica está o aluno do 2º ano do ensino médio, Yuri da Cruz Marcenes Pereira. Para o estudante a oportunidade é única. “É uma ótima chance. Eu já penso que na minha pesquisa, vou trabalhar com os impactos do óleo para o meio ambiente. Por exemplo, um litro de óleo derramado na natureza polui 10 milhões de litros de água, porque a molécula vai se dissipando”.

Yuri já disseminou os conhecimentos adquiridos nas aulas de Química com seus familiares. O estudante os orienta a dar um destino mais sustentável ao óleo de cozinha. “Já ensinei para todos a importância de reutilizar o óleo. Ai peço para eles juntarem pra mim e quando tenho uma grande quantidade faço sabão em casa e distribuo”.

 

Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 15:33

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