Estudantes são-joanenses desbravam caminhos do conhecimento em projeto desenvolvido na Serra São José

17/06/2011

Os estudantes da Escola Estadual Doutor Garcia de Lima vão botar o pé na estrada em busca de conhecimento. Nesta sexta-feira, 150 alunos do 1º ano do ensino médio da escola vão caminhar pela Serra São José, entre as cidades de São João del-Rei e Tiradentes, e pelo caminho, além do ar puro, eles estarão em contato com os estudos. Durante a atividade chamada de Enduro Escolar, os jovens vão percorrer cerca de sete quilômetros, nos quais vão aprender sobre a importância do patrimônio histórico e ambiental da região em que vivem, além de relembrar o que vêm estudando ao longo do ano nas disciplinas da escola regular, como História, Matemática, Geografia, entre outras.

Os jovens serão divididos em 30 equipes, cada uma delas competindo para chegar no tempo certo e com o máximo de pontos na bagagem. Ao longo do caminho, cada uma das equipes tem que parar em 10 pontos da Serra e em cada um desses pontos os integrantes devem responder a perguntas sobre as disciplinas. “É um enduro de regularidade, quem chegar no tempo certo e com o maior número de perguntas respondidas, ganha”, explica a professora de História, Rosana Cipriani Giarola, organizadora do Enduro.

Professores de nove disciplinas participam do enduro e vão aproveitar o trajeto para explicar, na prática, o conteúdo que tentam passar em sala de aula. Na disciplina Biologia, por exemplo, os jovens vão identificar as interferências humanas no ambiente e a adaptação dos seres vivos no local. Já em Matemática, os estudantes vão pode usar a semelhança de triângulos para calcular distâncias, como a altura da Serra. O mesmo se repete em Geografia, Filosofia, Língua Portuguesa, História, Artes e Educação Física. A aula da professora de Física, Kely Cruz, só terá início na viagem de volta. A programação prevê que a turma volte para São João del-Rei de Maria Fumaça e é aí que a professora vai aplicar o conteúdo de sala de aula. “Primeiramente, vamos trabalhar a cinemática, que é a trajetória do movimento: o movimento retilíneo, o cálculo da velocidade, do tempo e do espaço percorrido. Depois vamos trabalhar como funciona uma máquina térmica, a vapor, um motor a explosão. É um momento bacana, pois envolve mais os alunos. Eles conseguem aplicar o que a gente demonstra em sala de aula”, explica.

Primeiro Enduro Escolar realizado na escola aconteceu no ano passado. Foto: Arquivo da Escola

Primeiro Enduro Escolar realizado na escola aconteceu no ano passado. Foto: Arquivo da Escola

O conteúdo abordado durante o Enduro também poderá ser aplicado no dia a dia dos estudantes. A conscientização sobre a importância do patrimônio histórico e ambiental de São João del-Rei e Tiradentes é uma das “aulas” que os jovens terão ao ar livre. Professores e alunos vão analisar o conjunto arquitetônico das cidades. Além disso, cada equipe vai plantar uma muda de árvores nativas na reserva ambiental da Serra São José. “A gente tem que criar um sentimento de pertencimento em relação ao patrimônio. Não adianta ensinar em sala de aula e eles não sentirem que esse patrimônio é importante”, explica a professora Rosana.

Preparo

Os estudantes do 1º ano estão se preparando física e intelectualmente para o desafio, como é o caso de Paulo de Medeiros, de 15 anos. Animado para o projeto, Paulo destaca que além de responder bem as perguntas, ele e os colegas devem ficar de olho na preservação do meio-ambiente. “Um dos objetivos é recolher o lixo do trajeto, pois isso vai contar como ponto para as equipes. Na minha turma formaram-se três ou quatro equipes de cinco alunos. Acho que vai ser muito legal, pois é uma oportunidade de aprender mais sobre patrimônio histórico e ambiental e testar aquilo que a gente já sabe”, conta.

O Enduro Escolar já foi realizado no ano passado pelos alunos da escola e Wagner Antônio Dilali participou. Hoje com 17 anos, aluno do 3º ano do ensino médio, Wagner conta o que aprendeu durante o passeio. “Foi uma boa ação da escola, pois ajudou os alunos sobre o meio ambiente. Enquanto estamos na prática, nós observamos as coisas que aprendemos dentro de sala, além da matéria da escola, aprendemos lições de vida. Isso deixa o aluno mais preparado, ele fica com um pensamento melhor”, analisa.

Estudantes aprendem sobre patrimônio histórico e ambiental. Foto: Arquivo da Escola

Estudantes aprendem sobre patrimônio histórico e ambiental. Foto: Arquivo da Escola

Peas – Juventude

O Enduro Escolar na Escola Estadual Doutor Garcia de Lima é desenvolvido dentro do Programa Educacional de Atenção ao Jovem, da Secretaria de Estado de Educação. Criado para despertar a noção de protagonismo juvenil, o Peas atua em três vertentes: sexualidade e afetividade; adolescência e cidadania; mundo do trabalho e perspectiva de vida. Segundo Rosana Cipriani, trabalhar o enduro dentro do Peas é também uma forma de despertar o interesse dos jovens para as ações ligadas às atividades comerciais da região. “Muitos dos pais desses alunos trabalham com artesanato e esse passeio serve também para sensibilizar os estudantes para a importância do nosso patrimônio ambiental e cultural para o desenvolvimento da região”, explica.

Em 2010, o projeto foi desenvolvido na escola por meio da Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur). No projeto Enduro Escola, a Setur promove a recreação esportiva, turismo e educação ambiental e busca a sensibilização de adolescentes através da prática do trekking ecológico. Este ano, a escola se apropriou da ideia e deu continuidade ao projeto por meio do Peas.

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 12:07

Cursos do Formação Inicial para o Trabalho são desenvolvidos em escolas que se destacaram no Escolas de Minas

16/06/2011

Além de utilizar o laboratório de informática para fazer pesquisas, os estudantes da Escola Estadual Presidente Dutra, em Belo Horizonte, são também responsáveis por auxiliar os professores durante as aulas que acontecem no laboratório. São ao todo, seis alunos do ensino médio, que distribuídos nos três turnos de funcionamento da instituição ajudam seus colegas a localizarem os sites que os professores indicam e a fazerem pesquisas. Os monitores recebem bolsas para atuar na instituição que é uma das integrantes do Projeto Jovem de Futuro, que uma iniciativa do Instituto Unibanco em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE).  Além de dominar a informática, para se tornar um dos responsáveis pelo laboratório, os estudantes têm que ter comportamento exemplar. “Eles têm que ser frequentes nas aulas e tirar boas notas”, afirma a diretora da escola, Sandra Riul.

O estudante do 1º ano do ensino médio, Caio Augusto Dias Medeiros, de 14 anos, é um dos monitores do laboratório de informática da instituição que foi destaque no Escolas de Minas, segundo ele ser um dos responsáveis por um espaço tão importante na escola é uma grande honra. “É muito bom orientar os trabalhos dos meus colegas no laboratório, os alunos respeitam muito o meu trabalho e até ajudam”. Segundo o jovem monitor, a atividade mais bacana que ele já orientou foi realizada durante a aula de artes. “A professora pediu para os estudantes pesquisarem sobre os modelos de cartões e depois pediu para eles fizessem um e eu e meu colega os ajudamos”. O laboratório da escola é composto por 21 computadores e é um espaço utilizado pelos professores como alternativa à sala de aula. É lá que os estudantes fazem pesquisas sobre os temas que estão sendo discutidos nas disciplinas.

A instituição também tem um laboratório de informática específico para as aulas dos cursos do Projeto de Formação Inicial para o Trabalho (FIT). A escola oferece o curso de Montagem e Manutenção de Computadores. O local é composto por 15 computadores que são constantemente montados e desmontados pelos estudantes durante as aulas. As peças de computadores que são utilizadas durante as aulas também ficam guardadas no laboratório.

Laboratório de Informática da Escola Estadual Presidente Dutra é destaque na 2º etapa do Escolas de Minas

Laboratório de Informática da Escola Estadual Presidente Dutra é destaque na 2º etapa do Escolas de Minas

Outra instituição destaque no Escolas de  Minas foi a Escola Estadual São Vicente de Paulo, em Curvelo, instituição também oferece o FIT para seus alunos. Os 18 computadores são utilizados para oferecer o curso de Construção de Website, que segundo a estudante do 3º ano do ensino médio, Liliane de Jesus Vertelho, de 17 anos, pode ser uma porta para o mercado de trabalho. “Resolvi fazer o curso porque já estou formando e pretendo arrumar um emprego na área”. A estudante que não tem computador em casa também utiliza as máquinas para fazer as pesquisas escolares.

Os computadores da instituição também são utilizados para a confecção de um Jornal Mural. Os estudantes do ensino médio se dividem em grupos e a cada semana uma equipe é responsável pela produção dos textos. A publicação é composta por assuntos que estão em evidência na mídia. Esporte, educação e lazer são alguns dos assuntos constantes no jornal.  Segundo Liliane, são os próprios alunos que escolhem os assuntos e que escrevem os textos. Mas todos passam pela revisão da professora de Língua Portuguesa.

Estudantes confeccionam Jornal Mural na Escola Estadual São Vicente de Paulo, em Curvelo.

Estudantes confeccionam Jornal Mural na Escola Estadual São Vicente de Paulo, em Curvelo.

Segundo a supervisora da escola, Juliana Alves Barbosa, o laboratório também é utilizado pelos alunos do Projeto Escola em Tempo Integral e para manter a conservação do espaço a escola tem uma pequena regrinha. “O último a usar deve desligar o computador e deixar tudo em seu devido lugar”.

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 18:13

Escolas do Triângulo Mineiro se destacam na 2ª etapa do Escolas de Minas

15/06/2011

Em Quintinos, distrito do município de Carmo do Paranaíba, no Triângulo Mineiro, os estudantes da Escola Estadual Antônio Atanásio passeiam pelo mundo. O distrito tem apenas 2,2 mil habitantes, mas por meio da internet os jovens conseguem saber sobre tudo que se passa no planeta. Na sala de informática da escola, selecionada na 2ª etapa do Escolas de Minas, o tráfego de alunos é intenso, todos interessados em aprofundar os conhecimentos. “O laboratório é muito utilizado na escola, seja para aulas de informática ou em alguma disciplina regular, na qual o professor quer trabalhar com pesquisa”, conta Istela Pereira Barcelos, professora responsável pelo espaço.

Uma das atividades que fazem mais sucesso no laboratório são os cursos do Formação Inicial para o Trabalho (FIT), oferecidos pela Secretaria de Estado de Educação (SEE). Na escola, existem seis cursos, oferecidos para estudantes do 9º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Os alunos podem aprender desde formatar um trabalho no editor de texto, até criar uma página na internet. Os cursos são realizados semestralmente, sempre no contraturno das aulas. Tatiane Maria do Carmo Santos, de 16 anos, é estudante do 2º ano do ensino médio e já passou por todos os cursos do FIT. Experiência que a tornou mais interessada por informática. “Eu aprendi muita coisa. Eu não sabia nada. Depois que eu fiz os cursos eu comprei um computador na minha casa e faço muitos trabalhos, projetos. O que eu mais gostei foi de aprender a fazer sites”, afirma.

Cursos de Formação Inicial para o Trabalho são oferecidos no laboratório da EE Antônio Atanásio. Foto: Arquivo da Escola

Cursos de Formação Inicial para o Trabalho são oferecidos no laboratório da EE Antônio Atanásio. Foto: Arquivo da Escola

A escola atende hoje a 432 estudantes e todos eles têm acesso à sala de informática. Professores das disciplinas tradicionais costumam utilizar os recursos da sala para ajudar nas pesquisas para a aula. “Nos dias de hoje, dominar recursos de informática é importante na formação do próprio cidadão. A escola está oferecendo uma base a esses alunos e isso já é muito importante”, destaca Istela. Com um laboratório tão movimentado, a professa garante que a conservação do laboratório se trabalha no dia a dia. “Os alunos têm consciência de como é importante conservar o espaço. Os professores trabalham muito isso e nós nunca tivemos problemas”, completa.

Em outra cidade do Triângulo, outro destaque do Escolas de Minas. Na Escola Estadual Santo Antônio, município de Itapagipe, o laboratório de informática é referência para estudantes e professores. Com 20 máquinas, o espaço é utilizado durante as aulas dos professores e n os projetos da escola. “É comum que os alunos do projeto Escola de Tempo Integral utilizem o laboratório nas aulas do contraturno”, conta a diretora da escola, Magda Jabur Barbosa.

Laboratório de informática da EE Santo Antônio tem capacidade para 40 alunos. Foto: Arquivo da Escola

Laboratório de informática da EE Santo Antônio tem capacidade para 40 alunos. Foto: Arquivo da Escola

Outro projeto que utiliza bastante o laboratório da escola é o Acelerar para Vencer (PAV). Segundo a professora de Matemática, Márcia Alves de Souza, que leciona para os alunos do PAV, alguns deles são estudantes com necessidades especiais e os recursos de informática ajudam no desenvolvimento. “Alguns dos meus alunos têm dificuldades de coordenação motora e eu costumo usar jogos educativos no computador para ajudar no desenvolvimento. Os recursos da informática torna o aprendizado mais fácil e mais eficiente”, explica Márcia.

Na escola que atende a 620 estudantes do 6º ao 9º anos, a conservação do laboratório de informática é reflexo do espaço. Segundo a diretora, a participação da família na escola ajuda na manutenção do espaço. “Nos esforçamos na conscientização, chamamos a família na escola e conversamos bastante. A escola está muito bem cuidada, sempre recebemos elogios”.

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 12:57

Comemorações da Semana do Meio Ambiente unem alunos de escolas públicas do município de Antônio Carlos

10/06/2011

Durante toda esta semana as escolas municipais e estaduais do município de Antônio Carlos, na região central do Estado, promoveram ações conjuntas para celebrar a semana do meio ambiente. Os alunos estudaram textos que ressaltava a importância da preservação ambiental, visitaram uma nascente e participaram de palestras educativas. Todas as ações foram coordenadas pelos estudantes e professores da Escola Estadual Junto ao Centro de Educação Lima Duarte (Celd), que participam do Programa Educacional de Atenção ao Jovem (Peas). São cerca de 50 jovens protagonistas do Peas, que foram os responsáveis por elaborar o roteiro de atividades a serem desenvolvidas na semana e por coordenar as equipes que participaram da gincana e da passeada que aconteceram nesta sexta-feira.

A primeira atividade da semana foi o Turismo Ecológico. Os guias foram os jovens protagonistas e os visitantes, alunos da E.E. Prof. Cisipho Campos, da cidade de Bias fortes. Depois de conhecerem as dependências da E.E. Junto ao Celd, os visitantes fizeram uma caminhada que teve duração de uma hora e meia pela mata que fica próxima à escola para conhecer a nascente. Durante o trajeto um professor de biologia, foi explicando quais áreas eram consideradas degradadas, importância da preservação da nascente, a flora e a fauna do lugar e sobre o processo de reconstituição natural que as próprias plantas fazem. Segundo a coordenadora do Peas, Renata Mendes Hanatani, após o passeio os estudantes fizeram um relatório e se mostraram encantados com o que aprenderam. “Eles estão muito contentes com o resultado do trabalho, não apenas pela visita da outra escola, mas pelo que eles puderam ver e aprender”.

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Outra atividade resultante do Turismo Ecológico foi o relato que os jovens fizeram sobre a importância do meio ambiente para estudantes do 4º e 5º anos do ensino fundamental da Escola Municipal Adelaide Andrada. O estudante da E.E Junto ao Celd, Pedro Hugo Alves Talin, de 14 anos, foi um dos protagonistas do relato e ressaltou a importância da visita. “Muitas pessoas não sabem que as nascentes são responsáveis por formar belos rios. No passeio percebemos que os grandes rios nascem de lugares simples”. Os alunos da Educação para Jovens e Adultos (EJA) também participaram de uma palestra sobre conscientização ambiental realizada por um técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater).

Para fechar a Semana do Meio Ambiente com chave de ouro os alunos de quatro escolas do município realizaram uma passeata e participaram da Gincana Recreativa Cultural. “Participaram duas escolas municipais e duas estaduais. Cada uma saiu de um ponto da cidade e todos se encontraram na praça central do município. Tudo para atrair a atenção de toda a comunidade”.  Os estudantes lavaram cartazes, faixas e organizaram gritos de guerra para agitar a torcida de pais e amigos e acompanhavam a festa. “Ver meus pais e amigos no evento foi muito importante, porque além de torcer conseguimos conscientizar as pessoas. Eles puderam entender o que nós queríamos passar, então mesmo quem não presta atenção ao meio ambiente no dia-a-dia teve a oportunidade de saber que pequenas ações podem ter grande influência no futuro. Além disso, no final da passeata nós recolhemos os cartazes e objetos que produzimos para não deixar a cidade suja”, afirma Pedro.

Antes mesmo da gincana acontecer os estudantes tiveram que se organizarem para cumprir tarefas pré-estabelecidas. Eles tiveram que confeccionar faixas e cartazes com o tema SOS Meio Ambiente, coletaram garrafas Pet para serem recicladas em um projeto que está sendo desenvolvido pela Apae de Barbacena, montaram uma lixeira para depositar lixo eletrônico e arrecadaram agasalhos que serão doados à famílias carentes da comunidade. As equipes campeãs receberam medalhas e troféus. A coordenadora do Peas, Renata Mendes Hanatani, avaliou como positiva a execução do projeto e ressaltou a importância da ação. “O que os nossos jovens estão recebendo hoje é diferente da educação que eu recebi. Espero poder estar fazendo com que eles tenham mais consciência que a minha geração. Estou plantando uma sementinha boa que poderá dar frutos positivos no futuro”.

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 13:10

Uma escola que vive de música

09/06/2011

Quem passou pelo campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) no último final de semana ganhou um presente musical. A Orquestra de Câmara formada por alunos da Escola Estadual João Botelho, em Belo Horizonte, se apresentou no evento FestiVelhas Manuelzão, que utiliza as apresentações culturais para debater a relação entre a sociedade e o meio ambiente. A Orquestra é composta por 30 estudantes, que tocam desde flauta a violoncelos. O projeto foi implantado na escola há quatro anos e acontece em parceria com a empresa V&M do Brasil.

João Botelho 1

A estudante do 1º ano do ensino médio, Letícia de Paula Moreira, de 15 anos, toca flauta transversal há três anos e se diz apaixonada pelo instrumento. “Sempre achei muito interessante. Quando eles passaram na minha sala falando que as inscrições para o projeto estavam abertas logo me inscrevi. Hoje sou apaixonada pela música”. Ainda segundo a estudante participar da orquestra é a realização de um sonho e só trouxe coisas boas para sua vida. “Quando entrei no grupo comecei a ter outro olhar sobre a música, o meu gosto mudou. Na escola as minhas notas também melhoraram, porque comecei a prestar mais atenção nas aulas e a ter mais responsabilidade”, conclui

João Botelho 2

Além dos ensaios que acontecem uma vez por semana, os estudantes têm aulas teóricas sobre os diversos instrumentos com os quais trabalham. “É muito importante que os estudantes saibam conciliar teoria e prática. Assim a formação deles fica completa. Eles vão saber, por exemplo, porque devem manusear o instrumento de determinada maneira e a diferença que determinada ação tem no som que é produzido”, é o que afirma o professor de percussão da escola, Rosinei Andrade. Além dos ensaios, os estudantes participam durante toda a semana de aulas de instrumentos, como violino e flauta, que segundo o professor estão entre os mais procurados pelos estudantes.

Além de música erudita os estudantes também estão imersos no mundo da música brasileira, com a Orquestra Brasileira de Música. O projeto é desenvolvido com a empresa Tim e beneficia estudantes da E.E. Padre João Botelho e da instituição vizinha a Escola Estadual Francisco Bicalho. São ao todo 60 estudantes, que utilizam o espaço da escola para ensaiar. Alguns ensaios chegam a acontecer na igreja, que fica próxima a E.E. Padre João Botelho. Para ingressar em qualquer uma das orquestras os estudantes têm que passar por um simples processo de seleção. Segundo a diretora da escola, Eliani de Oliveira, os maestros testam os conhecimentos de ritmos dos estudantes. Ainda segundo a diretora alguns jovens chegam a utilizar o que aprendem na escola como profissão. “Alguns de nossos alunos já trabalham com a música. Eles tocam diversos eventos, como casamentos e aniversários”.  Os estudantes também já participaram de diversos programas de televisão e rádio.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 15:01

Dança ajuda alunos de escola estadual a melhorar rendimento na sala de aula

07/06/2011

“A dança é muito importante para a minha vida. Ela me ajuda a ter concentração durante as aulas. Além disso, quando saímos para fazer apresentações eu conheço vários lugares novos”, é assim que a estudante do 4º ano do ensino fundamental, Vanessa Rodrigues Bittencourt, de 9 anos, descreve o papel da dança na sua vida. Há dois anos Vanessa participa de oficinas de dança na Escola Estadual Dona Augusta Nogueira e não acha difícil conciliar sua atividade preferida com as aulas. “Os ensaios acontecem duas vezes por semana antes do horário de aula e não me atrapalham, pelo contrário só ajudam. Eu aprendo a me concentrar e a prestar mais atenção no que a professora ensina”. Por meio de parceria com o 1º Ato Centro de Dança e com a Cultura Inglesa, a instituição oferece o projeto Reinventando a Escola há 11 anos. Ao longo desse tempo, cerca de três mil estudantes já tiveram cursos de dança contemporânea, clássica e popular. Hoje, o projeto atende a mais de 200 jovens distribuídos em 16 turmas.

Dança 3

Durante o ano os estudantes fazem apresentações em diversos locais. No mês de maio, por exemplo, fizeram a abertura da festa de 70 anos da Cultura Inglesa. Já em junho vão participar da festa junina comunitária promovida pela instituição. Esta semana foi a vez dos servidores que trabalham na Cidade Administrativa conhecerem um pouco da magia da Broadway. Os alunos que fazem oficinas de dança ao longo do ano e sempre finalizam o trabalho com um espetáculo, apresentaram trechos de apresentações tipicamente americanas: Mary Poppins, New York, Os Embalos de Sábado a Noite e Plumas. O tempero brasileiro também não esteve de fora. Os jovens também mostraram uma dança folclórica da região sul do Brasil. As aulas de dança são todas ministradas pelo 1º Ato Centro de Dança e segundo a diretora do grupo, Suely Machado, a dança ajuda os estudantes a ter noção dos limites do seu corpo, o que se reflete no desempenho em sala de aula. “A pessoa entendendo os limites do seu corpo ela consegue desempenhar melhor qualquer tipo de atividade. Com a dança o aluno consegue desenvolver a capacidade de concentração. Por exemplo, ela desperta nela a capacidade de escrever um texto e ao mesmo tempo prestar atenção no que a professora está falando”.

Dança 1

A E.E. Dona Augusta Nogueira oferece apenas o ensino fundamental para seus estudantes e como a paixão dos jovens pela dança é muito grande, quando formam eles podem continuar a participar das aulas, como é o caso do estudante do 2º ano do ensino médio, Lúcio dos Santos Ferreira, de 17 anos. “Participo do projeto há nove anos e não pretendo parar. A dança me faz muito bem, pois me ajuda a ter respeito e disciplina com meus colegas e professores”. Durante o tempo que participar do projeto, Lúcio pretende ainda ajudar os professores a ensinar dança para os mais jovens.

Dança 2

Segundo a diretora, Nádia Cristina de Souza, o projeto foi implantado na escola para somar a uma necessidade de estar ofertando aos pais mais segurança e melhorar a qualidade da alfabetização dos alunos. Por estar localizada em uma área de vulnerabilidade social, a escola desenvolve o Projeto Escola Viva, Comunidade Ativa da Secretaria de Estado de Educação (SEE), que consiste em repensar a escola, tornando-a mais aberta à participação da comunidade e mais inclusiva. Além da Educação para Jovens e Adultos (Eja), nos finais de semana, a instituição oferece oficinas para a comunidade e aulas de pré-vestibular para os moradores.  A instituição também participa do Projeto Escola em Tempo Integral, que amplia o tempo de permanência dos estudantes na escola. No contraturno das aulas eles participam de diversas atividades lúdicas. A diretora ressalta ainda a importância da dança para o desenvolvimento pedagógicos dos jovens. “A dança traz equilíbrio e desenvolve a concentração dos alunos. Eles também desenvolvem a disciplina. Todos esses são fatores importantes que ajudam no desenvolvimento do aprendizado”.

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 12:03

Quadrilha composta por alunos de escola estadual viajam pelo Estado mostrando sua arte

04/06/2011

O mês de junho é marcado por fogueiras, comidas típicas, bandeirinhas e muita dança. E é nesse clima que os alunos das escolas estaduais de Minas tiram suas roupas de quadrilha do armário para participar de uma das mais importantes festas típicas do Estado, a festa junina. As escolas se enfeitam, organizam brincadeiras e ensaiam os alunos durante dias, para que eles possam fazer bonito no dia da festa. Para a Escola Estadual Professora Maria Belmira, no bairro Bom Sucesso, em Belo Horizonte, a chegada desse período tem um sabor especial. Com o início do mês de junho também começa a maratona de apresentações da Quadrilha Fogão a Lenha, que é composta por 40 membros, em sua maioria alunos e ex-alunos da instituição. A Quadrilha é uma das mais tradicionais do Estado e ganhou prêmios e participou de viagens ao longo dos anos.

Quadrilha é tradição na Escola Estadual Maria Belmira. Foto: José Carlos Paiva

Quadrilha é tradição na Escola Estadual Maria Belmira. Foto: José Carlos Paiva

O projeto foi criado em 2006, a partir de uma parceria da escola com a Fundação de Artes Corporais Fogão e apoio do projeto Escola Viva, Comunidade Ativa, da Secretaria de Estado de Educação (SEE). Desde então, os jovens vêm acumulando prêmios. Logo no ano de criação o grupo foi vice-campeão do Arraial de Belô Barreiro e nos três anos seguintes ficou em primeiro lugar. Os jovens ensaiam ao longo de todo o ano e, nos meses entre maio e junho, fazem, em média, 200 apresentações em todo o Estado e até fora de Minas Gerais. Neste sábado (04-06), por exemplo, os estudantes vão participar da abertura do Festival Globo Minas de quadrilha junina, que acontece em Uberlândia. Depois eles vão fazer apresentações pelo interior do Estado e voltam para Belo Horizonte para participar do Arraial de Belô.

Meses de maio e junho marcam maratona para os estudantes dançarinos. Foto: José Carlos Paiva/Secom

Meses de maio e junho marcam maratona para os estudantes dançarinos. Foto: José Carlos Paiva/Secom

No dia a dia, a rotina é dentro da escola. Os dançarinos ensaiam no pátio ou na quadra da instituição, sempre no contraturno das aulas. Os ensaios também acontecem nos finais de semana. Para ser destaque na quadrilha os jovens também precisam se destacar na sala de aula. Dos componentes do grupo que ainda estão na escola é exigida frequência e comprometimento. Geralmente as apresentações acontecem nos finais de semana ou durante a noite. Mas quando por algum motivo eles têm que participar de eventos durante o dia, os jovens que estudam ou trabalham não participam do evento. Além disso, segundo a noiva da quadrilha, Thaiany Melgaço, de 19 anos, a rotina de ensaios não influencia no desempenho em sala de aula. “Até hoje participar do grupo só tem me ajudado. Nos encontramos com os amigos e conhecemos já lugares maravilhosos, como São João Del Rei e Copacabana”.

Segundo o presidente da Quadrilha, Rick Chriesther, o grupo foi criado para atender a demanda da comunidade escolar. “Eles queriam montar um grupo, fizemos uma parceria e trabalhamos para que isso acontecesse”. Esta semana a Fogão a Lenha fez uma apresentação na cidade administrativa e encantou aos servidores com as cores dos vestidos das dançarinas e com a qualidade do trabalho desenvolvido. Rick ressalta a importância dessa apresentação para o grupo. “A Secretaria sempre nos apoiou e é muito bom estar aqui mostrando o nosso trabalho, já que esse é o local onde são tomadas todas as decisões importantes para o Estado”.

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 12:48

Esporte melhora hábitos e leva estudantes a competição internacional

03/06/2011

As estudantes, Eduarda Francisca Resende, 12 anos, e Desidéria Campos Martins ,14 anos, aguardam ansiosas uma tarefa que não é para ser feita dentro da sala de aula. As duas alunas da Escola Estadual José Maria Lobato, em Oliveira, Região Central do Estado, vão participar do 11º Campeonato Panamericano de Judô, a ser realizado entre os dias 10 e 12 de junho de 2011, em Divinópolis. “Eu gosto de viajar, estar em campeonatos. Estou feliz em participar da competição e espero trazer medalhas”, torce Eduarda Francisca que compete na modalidade infanto juvenil. Apesar da pouca idade, a estudante já possui cinco medalhas em competições como os Jogos Escolares de Minas Gerais e o Campeonato Mineiro de Judô. Mas a garota não é o único prodígio nas técnicas da modalidade esportiva.

Desidéria Campos Martins Teixeira de Oliveira também vai estar no campeonato. A adolescente de 14 anos já participou de outras competições. O bom desempenho está nas medalhas conquistas. Entre ouro, prata e bronze são oito medalhas. Mas a primeira vez em uma competição internacional faz Desidéria Campos se dedicar a uma preparação reforçada. “Tenho me preparado muito. Treino na escola e na academia em que o meu professor trabalha”, explica Desidéria Campos que competir na modalidade pré juvenil.

Treinamento de judô envolve os alunos que participam do projeto 'Escola de Tempo integral'. Foto: Arquivo da Escola

O aluno David Vitório Santos Salete, 12 anos, vai ter a oportunidade de chegar à fase final da competição. Ele participa de uma seletiva com outros jovens atletas do país na modalidade infanto juvenil. “Estou confiante na classificação para a fase internacional”, acredita o estudante. Caso se classifique, a escola José Maria Lobato terá três representantes na fase final da competição que é organizada pela União Panamericana de Judô.

Preparação que começa na escola


Mas além de contribuir para a formação de novos atletas, a prática esportiva tem mudado os hábitos dos alunos em sala de aula. Dentro do projeto ‘Judô na Escola de Tempo Integral, cerca de 40 estudantes, como Eduarda, Desidéria e David, têm a oportunidade de ter aulas de judô, desde 2009. “Como sou professor de Educação Física e também dou aulas de judô fiz a proposta de trabalhar o esporte com os alunos do projeto”, explica Panaotis Panoutsos.

As aulas ocorrem no contraturno e são realizadas duas vezes por semana. Com dois anos de projeto, os estudantes aprendem muito mais que a técnica da atividade esportiva. “Com o judô, os meninos ficam mais disciplinados. É uma prática que exige respeito ao próximo, aos superiores, além de responsabilidade e honestidade que fazem parte da filosofia desse esporte”, acrescenta o professor. As aulas ocorrem na quadra poliesportiva da escola que conta com uma área de, aproximadamente, 22.500 metros quadrados.

Cerca de 40 alunos fazem judô na Escola Estadual José Maria Lobato. Foto: Arquivo da Escola

Com a participação dos alunos na competição internacional, o projeto desperta o interesse de outros alunos. A expectativa agora é a de ampliar o número de estudantes atendidos nas aulas de judô. “Vamos buscar isso com a Secretaria, que sempre nos apóia, além das parcerias que procuramos fazer. Trabalhamos com as empresas do entorno da escola e a Promotoria da Infância e da Juventude também nos ajuda nessa iniciativa”, explica a diretora, Ana Maria Avelar Caldeira Brant.

Tempo Integral

Além das aulas de judô, os 40 estudantes que participam do ‘Escola de Tempo Integral’ desenvolvem atividades de reforço e trabalhos de pesquisa com o objetivo de melhorar o desempenho nas salas de aula. A escola que conta com 1.170 alunos dos anos finais do ensino fundamental, ensino médio e com distorção idade série do Programa Acelerar para Vencer, também integra o projeto ‘Escola Viva, Comunidade Ativa’ da Secretaria da Secretaria de Estado de Educação.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 12:09

Para além de gesto que se transforma em música

29/05/2011

Aquele que com um simples gesto consegue reger um grupo e dar harmonia aos instrumentos que levam trilhas aos ouvidos dos apreciadores. Durante a 3 Mostra dos Conservatórios Estaduais de Músicas, realizada em São João del-Rei o trabalho dos maestros pode ser acompanhado de perto pelo público participante. No Conservatório Estadual de Música Padre José Maria Xavier, dois desses profissionais da arte se encarregam de levar a música para as ruas da histórica cidade mineira que foi sede do evento. Porém, além da regência, eles também atuam como formadores de novos artistas da música.

Um deles é Paulo Rodrigues de Miranda Filho, ou melhor, Paulo Miranda, regente do grupo de seresta Viva a Voz. O Maestro de 49 anos cresceu cercado pela música. Quando criança acompanhava a irmã que fazia aulas no Conservatório de São João del-Rei e com um pai que tocava violão, a sua aproximação com a música parecia inevitável. “Como meu pai já tocava violão eu pensei em ser diferente e fui fazer aulas de violino”. A paixão pelo instrumento o segue até hoje e quando não está na regência é o violino o seu companheiro nas apresentações. “Além de ser um instrumento de fácil transporte, ele é melódico, um dos mais bonitos que eu conheço”, entre o músico.

Paulo selecionada

O piano também está entre os amores de Paulo Miranda. O imponente e elegante instrumento amplia as possibilidades de arte do músico, algo que todo artista busca. “Ele tem uma grande capacidade de sons, tanto do grave, do médio e do agudo. É um instrumento que você pode usar tanto na harmonia, quanto na melodia”, explica. Em sua casa, uma gama de instrumentos pode ser encontrada. A paixão pela música se revela na presença dos familiares violão, violino, piano e até pandeiro em sua casa. Tão importantes quanto a geladeira e o fogão. “Meus filhos sempre tocam e me têm como exemplo, pois sou um estudioso da música”, revela.

Com uma participação atuante no Conservatório, desde 1988, o Maestro já foi diretor do Conservatório Estadual de Música Padre José Maria Xavier, por quase dez anos (1998-2007). Atualmente é professor de percepção musical no mesmo lugar, além de dar aulas na Escola de Música Vila Lobos, no Rio de Janeiro. A titulação de Maestro foi conquistada com uma formação na Universidade Federal do Rio de Janeiro, o aperfeiçoamento na área de musicalização infantil veio em terras européias.

Paulo Miranda também tem um grupo com o qual se apresenta regularmente. Ele traz a musicalidade brasileira do início do século XX. “Tocamos músicas das décadas de 1920, 1930, de Compositores como Cartola, Noel Rosa, Pixinguinha. É um trabalho paralelo, mas que eu trago toda a experiência, para, pedagogicamente, trabalhar com os meus alunos”, justifica o também professor de percepção musical. Na função, ele trabalha a teoria musical e a percepção do aluno para saber se ele se ele está afinado, mais agudo ou grave, a questão do ritmo e da harmonia.

Paulo e Tiago escolhida

O outro maestro é Tiago Henrique de Sousa. Ele nasceu em Prados, Minas Gerais, e toda a sua formação básica em banda e orquestra foi na cidade natal. São João del-Rei foi o passo seguinte, quando buscou aprimorar, aquilo que ele disse ser a única coisa que sabe fazer: música. “Eu queria ser músico e viver de música. Foi aí que vim para São João del-Rei e comecei a estudar no Conservatório, em 1998”, lembra Tiago Henrique.

Foi nesse período que Tiago e Paulo se conheceram. O então, diretor do Conservatório, percebeu as habilidades do jovem e pediu a ele que estudasse música e fosse trabalhar como professor no Conservatório de São João del-Rei. Em 2003, Tiago começou a estudar música na Universidade Federal de Minas Gerais. No mesmo ano começou a trabalhar como professor na cidade dos sinos. O caminho da arte continuava a ser trilhado. “O que eu mais gosto são as aulas da banda sinfônica. É um grupo que eu criei”, diz orgulho.

Tiago selecionada

Nas aulas da banda, composta por adolescentes, um elemento é fundamental para que os encontros ocorram com produtividade. “O bom humor é a principal receita para lidar com esse grupo de adolescentes. Trabalhamos com uma aula de banda e não um ensaio. Não é simplesmente tocar um repertório. É preciso entender como tocar e prepará-lo e é com bom humor que fazemos isso”, avalia.

Um verdadeiro professor Maestro não precisa saber reger apenas a variedade de instrumentos que ajudam a compor uma banda, mas também a diversidade dos componentes no quesito habilidade. “Eu sei exatamente o que cobra de cada um. Sei até onde cada um pode ir, mas deixo claro que o tempo todo eu quero mais deles. Agora é impressionante esse processo. Um menino que não estava bem na banda, muito iniciante, no final do ano está tocando de igual para igual com os colegas”, conta o Maestro.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 19:30

Instituto de Educação de Minas Gerais e Museu da Escola – um mesmo cenário para várias histórias

19/05/2011

Quem frequenta as salas de aulas e as demais dependências do Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG) tem um privilégio que é para poucos, o ter um museu dentro da escola. O público estimado em mais de cinco mil pessoas entre alunos, professores e funcionários pode frequentar o Museu da Escola de Minas Gerais, que funciona no segundo andar do prédio, com visitação gratuita. A oportunidade de viajar pela história da educação sem precisar ir longe, faz do Museu um complemento valioso para as atividades trabalhadas em sala de aula.

“O Museu da Escola é um espaço extremamente vivo e é onde o aluno pode entender o que é uma fonte histórica, qual é o material que o historiador utiliza para escrever a história do passado. Então, ele serve para ensinar ao aluno que os fatos históricos são estudados a luz de objetos, referencias e vestígios de um passado que não tem como voltar mais. Você só estuda o passado através desses objetos”, explica Ronaldo Campos. O professor de História trabalha com alunos do 6º ano do ensino fundamental e todos os anos procura levar os estudantes para uma visitação ao Museu.

Museu IEMG

A ideia adotada por Ronaldo Campos e outros professores do IEMG, também vai ser utilizada pelo professor de Sociologia, Maurício Tavares. “Já fiz uma espécie de laboratório com alguns alunos. Trouxe alguns estudantes para visitar o local, eles gostaram e por isso vou trazer todas as minhas turmas. É um Museu de uma riqueza extraordinária. Sem contar que poupa-nos do trabalho de fazer o deslocamento para a área externa”, avalia o professor.

O Museu da Escola de Minas Gerais funciona em uma grande sala do Instituto. No espaço, os visitantes podem encontrar as quatro fases da educação mineira no período republicano: ‘Escola Tradicional’ ‘Escola Nova’, Escola Pabaee/Tecnicista’ e a ‘Escola Contemporânea’. O acervo conta com objetos que faziam parte das salas de aula do século XIX até os dias atuais. Documentos como histórico de ex alunos e dados escolares, também fazem parte da riqueza que ajuda a contar a história de mais de cem anos de educação.

Visita IEMG

Nicole Oliveira Furtado é estudante do 6º ano do ensino fundamental. A aluna já visitou o Museu várias vezes. A oportunidade de ter um espaço assim tão próximo de sala de aula faz com que a jovem se sinta privilegiada. “Eu já visitei o museu muitas vezes. Sei que muitos estudantes não têm uma oportunidade como eu, por isso me sinto honrada de estudar aqui. Acho muito interessante saber como os alunos antigos viviam o modo de vestir deles”, explica a aluna.

A ida do Museu da Escola de Minas Gerais para o IEMG ocorreu em 2006. Na época, o Instituto completava o seu centenário e o Museu levou sua exposição da ‘Escola Tradicional’ para compor a programação festiva da escola. No mesmo ano, a exposição permaneceu e todo o acervo do Museu, que até então funcionava na Praça da Liberdade, foi transferido para as dependências da escola.

Objetos IEMG

Ações Pedagógicas – De acordo com a diretora da escola, Marília Sarti, a parceria com o Museu tem dado bons frutos. “Temos um relacionamento muito bom com a equipe do Museu. Nossos alunos sempre são convidados a participar das atividades elaboradas por eles. Nesta semana, que é a Semana Nacional dos Museus, nossos estudantes estão participando de algumas atividades. Os alunos dos 8º e 9º anos estão assistindo a vários filmes no Museu”, comenta.

Nesses cinco anos de Instituto de Educação, o Museu procura desenvolver, em parceria com a escola, uma série de ações para o atendimento de alunos e funcionários. Um dos projetos trabalhados foi ‘A ciência no salão de beleza’, que também teve a parceria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O trabalho, desenvolvido em 2009/2010, tinha como objetivo apresentar dicas e curiosidades sobre cabelo, pele e unha.  Na semana das crianças de 2010, o Museu buscou levar o lúdico para a escola. Contadores de histórias foram se apresentar para os alunos. Os estudantes do IEMG também apresentaram algumas peças de teatro na semana de comemoração da data.

Exposição IEMG

Mas as ações não eram direcionadas apenas aos estudantes. “Com o projeto ‘Conhecer para preservar – sujeitos da memória’, buscamos a valorização do papel do servidor do IEMG. Trouxemos palestrantes e uma psicóloga para fazer um trabalho de auto-estima com os funcionários da escola”, explica o coordenador das atividades pedagógicas do Museu da Escola, Luiz Carlos Tomich.

Luiz Carlos Tomich destaca ainda que as ações do Museu em parceria com a escola, buscam a integração dos dois públicos que lidam com a educação. “Com esses trabalhos, os alunos, professores, funcionários da escola e do museu, ficaram mais integrados. São trabalhos envolventes que enriquecem a parte pedagógica e contribuem para essa aproximação”, conclui.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 14:58

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