Escolas fazem a alegria da comunidade nas férias

21/07/2011

As férias escolares dos alunos da rede estadual de ensino tiveram início na última segunda-feira (18-07) e engana-se quem pensa que neste período todas as escolas ficam fechadas aguardando o retorno dos estudantes.  Na Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Ubá há bons exemplos de escolas que abrem suas portas para que a comunidade escolar possa desenvolver diferentes atividades em seu espaço. A Escola Estadual Doutor Levindo Coelho, em Ubá, aproveita o recesso para ampliar o tempo das atividades que já acontecem durante o período letivo. Por meio de uma parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), por exemplo, as aulas de Hip Hop que, normalmente, duram uma hora por dia, são desenvolvidas por um tempo maior e os cerca de 60 estudantes dos anos finais do ensino fundamental têm a oportunidade de aprender um pouco mais sobre o gênero.

Alunos participam de aulas de Hip Hop na Escola Estadual Doutor Levindo Coelho, em Ubá. Foto - Du Amaro Fotografias

Alunos participam de aulas de Hip Hop na Escola Estadual Doutor Levindo Coelho, em Ubá. Foto - Du Amaro Fotografias

No bairro Vila Casal, onde a escola está localizada, não são apenas os jovens que dançam no espaço da escola. Na instituição é desenvolvido um projeto da Prefeitura de Ubá, que leva os diversos tipos de dança para a melhor idade. As atividades duram cerca de duas horas e, além de dançar, os idosos aprendem a importância do alongamento.

Além da dança, as práticas esportivas são frequentes na instituição. Os alunos têm aulas de capoeira e utilizam o espaço para jogar futsal, handball, vôlei, entre outros. Segundo o estudante do 8º ano, Lucas Gonçalves, de 16 anos, é um presente para a comunidade a escola ficar aberta durante as férias. “No bairro não temos muita opção. Se não fosse a escola ficaríamos na rua”. Lucas é um dos estudantes que participam das oficinas de futsal.

O diretor da escola, Janderson Perpétuo, ressalta a importância da escola para a comunidade. “Tudo o que a escola propõe a comunidade escolar abraça. Ao abrir as escolas nos finais de semana e durante as férias, nós estimulamos a comunidade a valorizar o espaço”. Durante o recesso escolar a biblioteca da escola também fica aberta todas as manhãs para que os estudantes possam fazer pesquisas e ler livros.

Escola Estadual Professor David Procópio

Quadra poliesportiva da Escola Estadual Professor David Procópio. Foto: Arquivo da Escola

Outra escola da SRE de Ubá que está abrindo suas portas para a comunidade é a Escola Estadual Professor David Procópio, no município de Ervália. A instituição é utilizada como sede da 7º Copa Ervália de Futsal. Oito equipes formadas por moradores da cidade e alunos do ensino médio da escola participam da competição. Os jogos acontecem de segunda à sexta-feira, sempre durante a noite. E o horário não desanima os torcedores. Segundo o diretor da escola, Edson de Souza Fontes, as arquibancadas da quadra ficam lotadas. “Por dia, cerca de 300 pessoas assistem aos jogos. Eles ficam muito empolgados e torcem mesmo. A média de publico chega a dobrar quando é dia de jogo decisivo”.

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 19:08

Uma noite destinada à cultura

16/07/2011

Os poemas de Carlos Drummond de Andrade, sempre encantaram Danielle Gonçalves Rodrigues de 17 anos. “Gosto muito do Poema de Sete Faces, pois é inovador, admiro a impetulância dele“, destaca. Porém, nos últimos dois meses, não só Drummond, mas outros artistas que fizeram parte do Modernismo no Brasil (primeira metade do século XX) se tornaram figuras presentes na rotina de Danielle e dos, aproximadamente, mil alunos da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves, no município de Belo Oriente, na Região do Vale do Aço. Para a culminância do projeto ‘Modernismo – Revolução Artística’, os alunos realizaram pesquisas sobre vida e obra de artistas da literatura, da pintura e da música que fizeram parte deste movimento que resolveu expressar na arte a cultura do Brasil. O resultado do trabalho pode ser conferido no ‘III Sarau Literário’ que é aberto a toda a comunidade e será realizado hoje (15/07), na própria escola a partir das 18 horas.

Sarau Literário vai trabalhar o Modernismo no Brasil. Foto: Arquivo da Escola

Os presentes vão conferir declamações de poemas, pout pourri de músicas da época, cantigas de roda, repentes, além de stands, nos quais os alunos vão explicar sobre a história e apresentar a releitura de obras de artistas da literatura, como Cecília Meireles, Manuel Bandeira e Graciliano Ramo; da pintura, em que se destacam Tarsila do Amaral e Cândido Portinari e na Música, como Heitor Villa Lobos. Todo o trabalho foi feito pelos alunos dos ensinos fundamental, médio e estudantes da Educação de Jovens e Adultos, na modalidade ensino médio.

“O tema Modernismo é muito trabalhado com os alunos do ensino médio nas aulas de Artes e Literatura. O momento significa uma ruptura artística. Até então, o Brasil só copiava o que existia na vanguarda européia. Resolveram falar do Brasil na arte. Com este projeto conseguimos fazer com que os alunos percebessem a importância da arte”, explica a vice-diretora, Gislene da Silva Lucas Souza.

O trabalho que começou nas disciplinas de Língua Portuguesa e Arte ganhou dimensão em outras áreas do conhecimento. A turma de Danielle Gonçalves ficou responsável por estudar a vida e obra do escritor Carlos Drummond de Andrade. Além das pesquisas em livros e na internet, o trabalho em campo também ajudou na compreensão de um dos expoentes da literatura. “Fizemos uma visita à Itabira, cidade onde nasceu. Em nosso stand vamos apresentar um mural com as fotos que tiramos”, adianta a estudante.

O Sarau Literário está em sua terceira edição. Foto: Arquivo da Escola

Em sua terceira edição o trabalho o Sarau já é visto na escola como uma oportunidade de estimular a leitura entre os alunos e de conhecer outros hábitos culturais. Na primeira edição, no ano de 2009, o tema foi ’ Reencontrando os escritores Mineiros’. Já a segunda destacou ‘A presença da literatura na música popular brasileira’. “Todo ano buscamos resgatar o interesse pela literatura, com uma viagem pelo mundo das histórias e da pesquisa e escrita. Os alunos ficam com ansiedade em saber o tema a ser trabalhado em cada ano e as pessoas da comunidade já esperam o Sarau. Já virou um projeto da escola”, avalia a professora de Língua Portuguesa, Kelly Laurinda Giordani.

Uma noite destinada à cultura
Os poemas de Carlos Drummond de Andrade, sempre encantaram Danielle Gonçalves Rodrigues de 17 anos. “Gosto muito do Poema de Sete Faces, pois é inovador, admiro a impetulância dele“, destaca. Porém, nos últimos dois meses, não só Drummond, mas outros artistas que fizeram parte do Modernismo no Brasil (primeira metade do século XX) se tornaram figuras presentes na rotina de Danielle e dos, aproximadamente, mil alunos da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves, no município de Belo Oriente, na Região do Vale do Aço.  Para a culminância do projeto ‘Modernismo – Revolução Artística’, os alunos realizaram pesquisas sobre vida e obra de artistas da literatura, da pintura e da música que fizeram parte deste movimento que resolveu expressar na arte a cultura do Brasil. O resultado do trabalho pode ser conferido no ‘III Sarau Literário’ que é aberto a toda a comunidade e será realizado hoje (15/07), na própria escola a partir das 18 horas.
Os presentes vão conferir declamações de poemas, pout pourri de músicas da época, cantigas de roda, repentes, além de stands, nos quais os alunos vão explicar sobre a história e apresentar a releitura de obras de artistas da literatura, como Cecília Meireles, Manuel Bandeira e Graciliano Ramo; da pintura, em que se destacam Tarsila do Amaral e Cândido Portinari e na Música, como Heitor Villa Lobos. Todo o trabalho foi feito pelos alunos dos ensinos fundamental, médio e estudantes da Educação de Jovens e Adultos, na modalidade ensino médio.
“O tema Modernismo é muito trabalhado com os alunos do ensino médio nas aulas de Artes e Literatura. O momento significa uma ruptura artística. Até então, o Brasil só copiava o que existia na vanguarda européia. Resolveram falar do Brasil na arte. Com este projeto conseguimos fazer com que os alunos percebessem a importância da arte”, explica a vice-diretora, Gislene da Silva Lucas Souza.
O trabalho que começou nas disciplinas de Língua Portuguesa e Arte ganhou dimensão em outras áreas do conhecimento. A turma de Danielle Gonçalves ficou responsável por estudar a vida e obra do escritor Carlos Drummond de Andrade. Além das pesquisas em livros e na internet, o trabalho em campo também ajudou na compreensão de um dos expoentes da literatura. “Fizemos uma visita à Itabira, cidade onde nasceu. Em nosso stand vamos apresentar um mural com as fotos que tiramos”, adianta a estudante.
Em sua terceira edição o trabalho o Sarau já é visto na escola como uma oportunidade de estimular a leitura entre os alunos e de conhecer outros hábitos culturais. Na primeira edição, no ano de 2009, o tema foi ’ Reencontrando os escritores Mineiros’. Já a segunda destacou ‘A presença da literatura na música popular brasileira’. “Todo ano buscamos resgatar o interesse pela literatura, com uma viagem pelo mundo das histórias e da pesquisa e escrita. Os alunos ficam com ansiedade em saber o tema a ser trabalhado em cada ano  e as pessoas da comunidade já esperam o Sarau. Já virou um projeto da escola”, avalia a professora de Língua Portuguesa, Kelly Laurinda GiordaniOs poemas de Carlos Drummond de Andrade, sempre encantaram Danielle Gonçalves Rodrigues de 17 anos. “Gosto muito do Poema de Sete Faces, pois é inovador, admiro a impetulância dele“, destaca. Porém, nos últimos dois meses, não só Drummond, mas outros artistas que fizeram parte do Modernismo no Brasil (primeira metade do século XX) se tornaram figuras presentes na rotina de Danielle e dos, aproximadamente, mil alunos da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves, no município de Belo Oriente, na Região do Vale do Aço.  Para a culminância do projeto ‘Modernismo – Revolução Artística’, os alunos realizaram pesquisas sobre vida e obra de artistas da literatura, da pintura e da música que fizeram parte deste movimento que resolveu expressar na arte a cultura do Brasil. O resultado do trabalho pode ser conferido no ‘III Sarau Literário’ que é aberto a toda a comunidade e será realizado hoje (15/07), na própria escola a partir das 18 horas.
Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 07:53

Mineiro de onze anos é ouro em competição nacional de informática

14/07/2011

O gosto pela informática começou quando João Vitor Alonso dos Santos, de 11 anos, ganhou o primeiro computador, comprado pelos pais. A atração, que no início estava atrelada aos jogos, expandiu para as curiosidades do universo da computação. “Ele é muito curioso e descobre coisas que a gente não sabe. Para aproveitar essa vocação, nós o colocamos em um curso de informática básica”, explica a mãe, Simone Alonso do Carmo Santos. A aptidão na área e o interesse pela Matemática ajudaram o estudante da Escola Estadual Nossa Senhora da Penha, em Passos, no Sul do Estado, a se destacar no que mais gosta.  O mineiro foi o único estudante de escola pública a conquistar uma medalha de ouro na XIII Olimpíada Brasileira de Informática (OBI), em 2011. Em todo o país foram 18 medalhistas nesta categoria. Como prêmio, o pequeno participa esta semana de um curso de Programação na Universidade de São Paulo (USP), no campus de São Carlos. “Eu estou aprendendo a linguagem da programação. Pela manhã, as atividades são aulas teóricas e a tarde tenho aulas praticas, na qual uso o computador”, conta João Vitor.

Os alunos classificados com a medalha de ouro na competição têm a oportunidade de aprender conceitos básicos de Programação. “Eles aprendem a fazer mover objetos na tela do computador, a resolver problemas matemáticos na máquina. É uma linguagem fácil que pode se utilizada com as crianças. Existem hoje na Programação, linguagens que são bem mais visuais e contribuem para trabalhar com as crianças, senso de direção, repetição e questões que envolvam condições para a realização de determinada coisa”, explica o delegado regional da competição, Gualberto Rabay. 

João Vitor é o único representante de escola pública entre os medalhistas de ouro. Foto: Arquivo Pessoal 

Para ser um destaque, o estudante teve que ser esforçar muito. A OBI, que busca despertar entre os alunos o interesse pela informática, é realizada em duas etapas e, em todas elas, o estudante fez provas de raciocínio lógico.  “A escola foi muito importante, pois possibilitou a mim e a outros alunos a realização da prova, e também nos incentivou a fazê-la”, lembra o aluno.

A diretora da escola, Jaqueline Martins Melo, avalia que projetos como a OBI são de grande importância para o trabalho realizado na instituição. De acordo com ela, foi feita uma ampla divulgação interna para que os estudantes participassem da competição. “Sempre fazemos isso. A gente diversifica as atividades da escola para que as aulas fiquem mais atrativas. Também é uma forma de incentivar os alunos. Uma oportunidade para que eles possam mostrar os talentos individuais”, avalia Jaqueline Martins Melo.

O trabalho de divulgação em Passos, conta com a participação da coordenação regional da competição que atual junto às escolas estaduais para disseminar a ideia entre os alunos. “Para estimular a participação dos alunos, nós, com o apoio das escolas, realizamos uma palestra de 10 a 15 minutos para todos os possíveis candidatos. Vamos de escola a escola. O resultado disto é que Passos é a cidade que tem o maior número de inscrições de Minas Gerais, na edição de 2011. Foram 600 inscrições”, avalia o delegado regional da competição, Gualberto Rabay. Entre ouro, prata e bronze, Minas Gerais conquistou 12 medalhas na edição de 2011.

Olimpíada Brasileira de Informática (OBI)

Realizada nos molde de outras olimpíadas científicas, a competição é organizada pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Dividida em duas modalidades, a competição atende na Iniciação, os estudantes que cursam do 6º ano do ensino fundamental ao 1º ano do ensino médio. Já na modalidade Programação, as provas são destinadas aos alunos dos 2º e 3º ano do ensino médio e 1º período de graduação. Na primeira modalidade, as provas são feitas no papel. Na segunda, os estudantes utilizam o computador, pois é necessário um conhecimento mínimo de programação. Na competição, os alunos são premiados nas categorias: ouro, prata e bronze.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 16:21

Projeto desenvolve o interesse pela leitura em alunos da rede estadual

12/07/2011

As obras de aventura são as que mais atraem a atenção de Delgyanny Estelita Rodrigues, de 10 anos. “A gente fica com vontade de ler mais e mais o livro, até o final, para saber o que vai acontecer”, confessa a estudante que cursa o 5º ano do ensino fundamental na Escola Estadual Sarah Kubitschek, no Bairro da Graça, em Belo Horizonte. Mas as outras histórias também são bem vindas. Os suspenses e os temas da atualidade encontram espaço no quarto da pequena, escolhido por ela como cenário ideal para seus momentos de leitura. “Além de ser mais confortável, eu gosto de ler sozinha, porque assim fico mais concentrada”, completa. Toda esta dedicação ao universo literário teve o reconhecimento da escola e do Instituto Gil Nogueira, que em parceria, realizam o projeto ‘Ler é viver’. A ação que busca estimular a leitura entre os alunos dos iniciais do ensino fundamental realiza até esta quarta-feira (13/07), a premiação dos estudantes das escolas estaduais participantes do projeto que mais leram no primeiro semestre de 2011.

Delgyanny foi premiada na categoria diamante, pois juntamente com o colega de escola, Yuri Ferreira Resende, foram os alunos que mais leram livros no primeiro semestre letivo na escola em que estudam. Quem vê tanto empenho não acredita que até o ano passado, o ato de ler não fazia parte das atividades preferidas da estudante. “Meu pai ama quando leio, pois antes ele pedia e eu não gostava”, confessa Delgyanny.

Delgyanny é um dos destaques na leitura da EE Sarah Kubitschek, em Belo Horizonte. Foto: Arquivo Instituto Gil Nogueira

Ainda no universo da leitura, a EE Sarah Kubitschek ainda tem muitos outros destaques. Dos 210 alunos que a escola possui nos anos iniciais do ensino fundamental, cerca de 120 estudantes foram premiados no projeto, ou seja, são crianças que leram no mínimo cinco livros no primeiro semestre deste ano. “Além do projeto, a escola busca alternativas para o trabalho de leitura com os alunos. Todos os dias, os alunos têm um momento na sala para recontar as histórias que leem, além de fazerem ilustrações e resumos das histórias. Os professores trabalham direcionados à leitura. Investimos porque ela é importante”, explica a supervisora da escola.

Formando leitores

O ‘Ler é escrever’ é realizado semestralmente. As escolas participantes recebem do Instituto Gil Nogueira um kit composto por 40 livros literários que são trabalhados pelos professores em sala de aula. Ao termino do semestre, há uma premiação para os estudantes que conseguiram ler o maior número de livros. Em ordem decrescente de livros lidos, os estudantes são classificados nas categorias: Diamante, Ouro, Prata e Bronze e em cada uma delas recebem prêmios que variam de estojo escolar a aparelho de som.

Estudantes da rede estadual participam de projeto de leitura em parceria com Instituto Gil Nogueira. Foto: Arquivo Instituto Gil Nogueira

As ações não se restringem aos educadores das escolas. Profissionais do Instituo Gil Nogueira também acompanham e participam do trabalho prático, ao contar histórias para os alunos. Junto aos professores fazem uma avaliação do projeto. “A leitura e a interpretação são a base de tudo. A medida que o projeto avança, nós percebemos que os alunos leem mais. O resultado aparece muito nos quarto e quinto ano. Tentamos desenvolver neles um hábito mesmo”, avalia a coordenadora do projeto ‘Ler é viver’, Tânia Lima coordenadora do projeto.

Apesar de 40 livros lidos no primeiro semestre de 2011, apenas no projeto, Delgyanny ainda tem metas mais desafiadoras, ela quer bater o próprio recorde. “No próximo semestre vou ler 50 livros, se Deus quiser”, desafia. O primeiro passo foi dado neste final de semana, quando viajou com a família para Montes Claros. “Pedi a professora uns cinco, ou seis livros para ler durante a viagem”.

Escolas participantes – O projeto ‘Ler é viver’ existe desde 2007. O trabalho que começou com o atendimento de 661 alunos, hoje atende a 3.185 crianças, que apenas no ano de 2010 já leram 30.642 livros. Entre as instituições participantes do projeto estão as escolas estaduais: Geraldina Soares, Sarah Kubitschek, Olímpia Resende, Nossa Senhora Aparecida, Pedro Dutra, Engenheiro Silvio Fonseca, Mário Gonçalves Matos, Dulce Pinto, Carlos Goes, Marechal Deodoro, Manuel Casasanta e Sagrada Família. A premiação da última será nesta quarta-feira, às 15h30, na própria escola.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 14:16

Depois de muito estudo alunos apresentam resultado de seu trabalho em Mostra Cultural

08/07/2011

Adriana Júlia dos Reis Souza, de 29 anos, é moradora da cidade de Ipatinga e há dois anos decidiu voltar a estudar. A ideia inicial era apenas retomar os estudos, já que no município de Caratinga, na regional Vale do Aço, ela não tinha essa oportunidade. Mas quando chegou à escola perto de sua casa para fazer sua inscrição foi apresentada a ela a possibilidade de fazer, também, um curso profissionalizante.  Como estava começando a trabalhar com a venda de cosméticos, a estudante não desperdiçou a chance. Durante um ano e meio ela assistiu a aulas do curso de Gestão em Pequenas Empresas – PEP EJA e com o passar do tempo pode perceber um crescimento nas vendas. “No início eu não sabia nada e era muito tímida. O curso me ensinou a abordar o cliente e a importância de se conhecer a necessidade de cada pessoa para que assim possamos apresentar produtos que atendam as suas necessidades”.

Além de Adriana, mais de 20 estudantes da Escola Estadual Selim José de Salles, que também fizeram o curso profissionalizante irão apresentar na noite de hoje o que aprenderam no curso. Para a ‘1ª Mostra Cultural Empreendedores de Sucesso’ os alunos foram divididos em grupos e cada um ficou responsável por um tema que foi estudado durante o curso. Empresas de Sucesso, Finanças, Franquias, Gestão de Qualidade e Marketing e Responsabilidade Social são assuntos que serão trabalhados nos stands da turma.  Segundo o orientador de aprendizagem do curso José Alves Drumond, como um dos objetivos do curso é desenvolver nos alunos a capacidade de atuação nos processos administrativos, em conjunto com eles, foi decidido o tema da Mostra e as atividades a serem desenvolvidas.

E.E. Selim José de Salles

Durante a Mostra, empresas da região que contribuíram para o desenvolvimento educacional dos estudantes também terão stands no evento. “São empresas onde os alunos puderam fazer trabalhos escolares e alcançar um desenvolvimento educacional”, afirma a diretora da escola, Maria Aparecida Ferreira. Alunos do ensino médio e universidades também terão seus espaços garantidos. Os temas que eles irão abordar estão relacionados às profissões. “Eles terão a oportunidade de falar, por exemplo, sobre o que o profissional de cada curso faz”, conclui a diretora.

A Mostra acontece nesta sexta-feira às 19 horas, na própria escola. No evento Adriana vai ter a oportunidade de vencer a timidez mais uma vez e apresentar para a família e amigos o resultado de anos de estudo. “O curso só acrescentou coisas positivas na minha vida. Até penso em abrir meu próprio negócio no futuro”, afirma.

 

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 18:17

Vários caminhos que podem levar ao aprendizado

Seja às sete horas da manhã, ou uma da tarde. Não importa o horário é a leitura que marca o início das aulas na Escola Estadual Necésio Tavares, no bairro Alto Vera Cruz, em Belo Horizonte. A imersão no universo da fantasia começa pelas salas de aula que têm nomes de histórias que habitam a imaginação das 498 crianças que lá estudam nos anos iniciais do ensino fundamental. Ao passar pelas 12 salas é possível encontrar a turma do Sítio, da Pequena Sereia e da Mônica, por exemplo. Dentro destes espaços é com o ‘Baú da Leitura’ que as aulas começam. Com vários tipos de textos como encartes de lojas, embalagens de produtos, bulas de remédios e pequenas histórias, que variam de acordo com o nível de ensino da criança, os alunos fazem a leitura e compartilham com toda a turma.

O ‘Baú da Leitura’ é utilizado pela escola como uma forma de trabalhar o Programa de Intervenção Pedagógica (PIP) com os alunos. “O PIP partiu de um momento em que a escola estava com muita dificuldade para descobrir a defasagem de alunos. Ele veio como um instrumento a mais para o professor. O programa é a mola mestra, mas tem suas ramificações, que são os trabalhos que buscamos fazer aqui na escola”, explica a diretora, Marly do Carmo Soares Barreto de Melo.

Momento de contação de histórias faz a alegria entre os alunos do 1º ano. Foto: Hudson Menezes

Para os pequenos que estão na fase da alfabetização, a escola adota o ‘Bichonário’. Ao introduzir as letras do alfabeto, os professores buscam exemplos nos animais, como o elefante para ensinar a letra ‘E’ e a joaninha para ensinar o ‘J’. Já a ‘Contação de Histórias’ é utilizada pelos professores para trabalhar a oralidade como os alunos. Na atividade, o estudante é convidado a contar uma historia para os colegas de sala. Quem não se lembra das clássicas perguntas da Chapeuzinho Vermelho ao Lobo Mau: “’Para que esses olhas tão grandes?’ ‘É para te ver melhor.’ ‘Para que essas orelhas tão grandes?’ ‘É para te ouvir melhor’”, lembra a pequena Kézia Gabriele da Silva, em um dos momentos de contação realizados na turma do 1º ano.

“Nesta parte, a gente trabalha com eles os cinco sentidos, o que representa a interdisciplinaridade das ciências com a historinha. Um aprendizado adquirido de forma mais prazerosa e lúdica”, explica a professora Aparecida Pimenta Braga.

O 'Baú da Leitura' apresenta textos que variam de acordo com o ano de escolaridade da criança. Foto: Hudson Menezes 

Mas para quem pensa que a Matemática fica esquecida, está enganado. Com encartes de supermercados, os alunos aprendem noções básicas de matemática financeira. “Nós comparamos o preço dos produtos, verificamos se é mais vantagem comprar em um determinado lugar, ou outro, se é melhor comprar a prazo, ou à vista”, explica a professora do 4º ano, Delma Cristina Couto Silva.  Outros recursos que servem de apoio aos professores estão relacionados à utilização de material concreto. Para trabalhar as unidades, dezenas e centenas, são utilizadas tampinhas de garrafa pet. Cada cor representa um elemento do sistema de numeração decimal.

Na edição mais recente do Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa 2010), realizado com alunos do 3º ano do ensino fundamental na área da leitura, a escola teve desempenho superior à média do estado. Enquanto na Necésio Tavares, o índice da proficiência foi de 647,1, a média do estado foi de 589,8.

Educação ambiental e participação da família

Na escola, o meio ambiente também é assunto nas salas de aula. Como a instituição não dispõe de um espaço para fazer um jardim, uma saída encontrada foi o plantio em vasos de mudas que enfeitam toda a escola. A atividade foi feita na Semana do Meio Ambiente. Os cuidados necessários para evitar a proliferação da Dengue também foram discutidos com os alunos no período.

O trabalho bem sucedido da Escola Estadual Necésio Tavares também busca envolver a participação dos pais. “Eles precisam se sentir valorizados na escola de seus filhos. Sempre que realizamos reuniões buscamos fazer uma acolhida, ler uma mensagem, servir um lanche. Se o pai não pode vir no dia marcado, nós tentamos agendar um outro horário para que ele converse com o professor de seu filho. Um momento para o atendimento deste pai pode ser o horário utilizado pelo professor para planejar sua aula. O importante é que ele sinta que sua presença tem valor para a escola”, explica a supervisora, Márcia Aparecida da Silva Oliveira.

Salas enfeitadas ajudam no universo lúdico criado na EE Necésio Tavares. Foto: Hudson Menezes

Parecerias que agregam conhecimento

Ao extrapolar os muros da escola, os educadores também buscam atividades que visem complementar a formação cidadã dos alunos. Um exemplo é a participação no ‘Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd)’, da Polícia Militar de Minas Gerais. O Proerd busca prevenir o uso indevido de drogas e combater a violência entre os jovens. Desenvolvido na escola há cinco anos, o projeto conta com uma aula semanal de 50 minutos, por turma, dada por um policial. Ao término do curso os alunos são diplomados.

Os pequenos também recebem orientações de primeiros socorros e de como evitar acidentes por meio de uma parceria com o Hospital Sara Kubitscheck. No âmbito da educação no trânsito, a escola realiza um trabalho de conscientização com a BHTrans. Ao visitar a Transitolândia, os estudantes aprendem o significado da placas e importância de pedestres e motoristas conscientes.

 

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 12:15

Do conto ao livro: a trajetória de um pequeno leitor

07/07/2011

Foi na Escola Estadual Duque de Caxias, localizada no bairro Santa Helena, em Belo Horizonte, que Felipe Antônio dos Santos Silva, de 8 anos, descobriu a maneira mais rápida e fácil de conhecer outros mundos. Por meio da leitura, o estudante do 3º ano do ensino fundamental é capaz, por exemplo, de conhecer a Floresta Amazônica ou fazer uma viagem à lua. Durante sua viagem ao mundo das fantasias ele pode levar uma colcha feita com pequenos fragmentos da história de vida dos seus colegas do 5º ano e uma almofada pedagógica decorada com trechos de poesias. Enquanto estiver ‘longe de casa’, Felipe só não pode esquecer-se de escovar os dentes, dica dada por seu amigo ‘Jacaré com dor de dente’. A colcha, as almofadas e o amigo jacaré fazem parte de alguns dos projetos de leitura que são desenvolvidos por todas as turmas da escola.

Quando estava no 1º ano do ensino fundamental, Felipe participava do “Hora do Conto” e levava para casa os bonequinhos Joãozinho e Mariazinha. Em casa, toda a família interagia com os bonecos e escutava a história do livrinho que o estudante levava. Felipe tinha uma semana para elaborar uma forma criativa de contar para seus colegas os trechos que mais gostou da história.  Já seus pais tinham que retratar em um caderno como foi a estada de Joãozinho e Mariazinha em sua casa. Foi no 1º ano também que Felipe ficou conhecendo o Jacaré. “As professoras têm um avental com um desenho enorme de jacaré. Nele tem alguns bonequinhos, como a escova de dente e o fio dental que são utilizadas para incentivar a escovação”, afirma a diretora da instituição, Maria Eliza Mendes de Almeida Resende.

Escola Estadual Duque de Caxias

Todas as turmas têm trabalhos voltados para a leitura. Foto: Geanine Nogueira /ACS SEE

No 2º ano, com a “Sacolinha de Leitura” o estudante teve a oportunidade de levar para casa um bichinho de pelúcia e ler para seus pais o livro “O gato e o burrinho”.  Na sala de aula ele fez o reconto da história para seus colegas e usou o burrinho para ilustrar a narrativa. Hoje no 3º ano, o estudante lê cada vez mais livros e tudo é registrado no “Diário de Bordo” seja por meio de textos ou de desenhos. Devido ao seu amor pela leitura, o pequeno leitor já chegou a desenhar uma ‘árvore de livros’. “Eu gosto muito de ler, na minha casa leio jornal e livros de Geografia, porque gosto de saber das histórias das cidades e países”. Mesmo sem saber quais histórias o futuro guarda, Felipe já está ansioso para passar de ano. “Quero muito saber quais livros vou poder ler no 4º ano”, afirma. No 4º ano, o estudante terá a oportunidade de conhecer novos gêneros textuais. Neste período a escola trabalha as revistinhas em quadrinhos e por meio do projeto “Contador de Histórias” os alunos são responsáveis por fazer o resumo dos textos.

E como na escola grande parte dos trabalhos dos estudantes transformam-se em livros, a professora de Matemática pediu para os alunos do 5º ano escreverem textos sobre a importância do meio ambiente. Mas o detalhe do trabalho é que as ilustrações deveriam ser feitas com formas geométricas. Segundo a diretora da instituição, o segredo para o sucesso da escola está no incentivo da leitura a na participação dos pais nos eventos e na vida escolar dos alunos. No mês de outubro a escola irá realizar uma mostra cultural. O tema deste ano é “As Minas são muitas” e a participação dos pais é certa.

Escola Estadual Duque de Caxias

Felipe folheia os livros produzidos pelos colegas. Foto: Marco Evangelista / Secom

A escola…
A E.E. Duque de Caxias atende a 571 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. Na última edição do Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa), os alunos do 3º ano tiveram desempenho superior à média do Estado. Enquanto a escola atingiu o índice de proficiência 700,7, a média do Estado foi de 589,8. Já no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2009, avaliação que mede a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino, a instituição ultrapassou novamente a nota de Minas Gerais, o estado mais bem colocado do país. A pontuação da escola foi 7.5 e a do Estado 5.8.

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 19:18

Educação sai das salas de aula e conquista os ares com estudantes de escola em Itajubá

06/07/2011

Tentar entender o que faz um avião se sustentar no ar sempre foi uma das curiosidades do jovem Marcos Gabriel Carvalho de Oliveira, de 15 anos. “Desde pequeno achava bonito ver um avião voando, depois quis entender como isto podia acontecer”, explica o estudante que cursa o 1º ano do ensino médio na Escola Estadual João XXIII, em Itajubá, no  Região Sul do Estado. Hoje, Marcos tem a oportunidade de encontrar respostas para suas curiosidades. Ele faz parte de um grupo de 46 alunos da Escola Estadual João XXIII que participam do projeto de aeromodelismo ‘Educação nas alturas com os pés no chão’, desenvolvido pela Universidade Federal de Itajubá. Nesta terça-feira (05/07), os alunos fizeram uma visita à fábrica de aviões Elibrás, em Itajubá. Outros grupos de estudantes também terão a oportunidade nos dias nos 12 e 14 de julho, “Nós vamos conhecer um helicóptero, o seu processo de construção e alguns modelos fabricados pela empresa”, adianta o estudante.

Estudantes da EE João XXIII visitam a fábrica de aviões Helibrás. Foto; Arquivo da Escola

A visita à Elibrás faz parte de um cronograma de atividades estabelecido para o projeto. Com o tema aviação, as ações buscam fortalecer o processo educativo dos alunos do 1º ano do ensino médio. Na Física, os estudantes aprendem como uma aeronave consegue voar; na Matemática são feitos os cálculos dos deslocamentos das aeronaves; com a Geografia são trabalhamos os conceitos de latitude e longitude. Na História, os alunos aprendem, em uma linha do tempo, a história da aviação que vai do 14 Bis às aeronaves atuais.

A relação com as disciplinas estudadas na escola não para por aí. Os compostos químicos utilizados na construção das aeronaves são estudados na Química, assim como o estudo de Inglês se faz importante, por ser a língua técnica utilizada na aviação.  “Geralmente os alunos estudam essas disciplinas sem uma aplicação. Nós partimos do problema, o avião voando, por exemplo, para o conteúdo tentando entender esse processo. Vamos resgatando esses conteúdos aplicados à educação”, argumenta o coordenador do projeto na Universidade Federal de Itajubá, Luiz Lenarth Gabriel Vermaas. Para a realização das atividades, os alunos se organizam em dois grupos que possuem duas horas semanais de aula. As atividades são realizadas no contraturno do ensino regular.

Pais e alunos assistem a palestra sobre aeromodelismo. Foto: Arquivo Pessoal

Outra interessada nos estudos da aviação, a estudante Ana Caroline Consentino Batista observou que as aulas nos ensino médio ficaram mais atrativas.  “Eu aprendi sobre as forças que fazem o avião voar, além das aplicações de conceitos da Física. Também sei um pouco do Inglês utilizado para passar as orientações na aviação e sobre os fenômenos relacionados à mecânica do avião. Nas aulas do projeto utilizamos os simuladores de vôos no computador”, detalha.

“Na semana passada fizemos uma avaliação com os pais e alunos, na qual destacamos os pontos positivos e negativos das atividades do projeto. Observei que há uma aceitação muito grande deles. É no 1º ano do ensino médio que alunos têm o primeiro contato com as disciplinas de Física e Química. O projeto auxilia muito na parte prática do ensino dessas disciplinas”, avalia a coordenadora do projeto na escola, Ediléia Ribeiro Santiago.

Demoiselle será recriado pelos alunos da EE João XXIII durante o projeto. Foto: Arquivo Pessoal

Com programação prevista até novembro de 2011, os alunos ainda vão ter a oportunidade de construir um aeromodelo, o Demoiselle, que foi o segundo avião criado por Santos Dumont. “Os alunos vão montar e poder voar com esse aeromodelo”, adianta Luiz Lenarth.  Uma visita ao Museu da TAM, também está prevista para o segundo semestre. As atividades do projeto estão previstas até o mês de novembro.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 12:10

Escola do Triângulo completa 100 e é homenageada pela Câmara Municipal de Uberlândia

20/06/2011

A cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, está em festa. É que a escola mais antiga do município está comemorando 100 anos. Criada em 20 de junho de 1911, a Escola Estadual Bueno Brandão foi construída para comemorar um acordo de paz firmado entre os dois grupos políticos da cidade e hoje atende a mais de 1300 alunos. Além de fazer parte da história de Uberlândia, a instituição que oferece ensino fundamental e médio, Educação para Jovens e Adultos (EJA) e o Programa de Educação Profissional para Jovens e Adultos (PEP EJA), vai ajudar a contar a trajetória do município. É que será reinaugurado, em julho deste ano, o museu da instituição. O acervo ficará exposto na entrada da escola e segundo o diretor, Vladimir Rodrigues Queiroz, na exposição os visitantes irão encontrar carteiras utilizadas no século passado e o primeiro Jornal Minas Gerais. “Temos também uma coleção de jornais que datam de 1908 a 1920, que narram fatos históricos da cidade. No Museu também será possível encontrar diplomas dos primeiros alunos e fotos antigas da cidade e da escola”.

A história da escola começa em um cenário de disputas políticas. No período da Republica Velha havia em Uberlândia dois grupos políticos rivais: um era ligado ao Partido Republicano Mineiro e o outro ao Partido Municipal.  No dia 5 de maio de 1911, o então governante do Estado, Júlio Bueno Brandão, esteve em Uberlândia e reuniu-se com os dois grupos e conseguiu fazer com que eles firmassem um acordo de paz e para celebrar esse acordo Bueno Brandão prometeu construir um grupo escolar na cidade. No dia 20 de junho daquele ano foi assinado o Decreto de Criação Nr 3200. No início a escola atendia apenas a alunos da 1ª a 4ª séries. Em, 1935, a instituição foi a primeira escola de Uberlândia a oferecer o ensino noturno.  Já em 1973, o então governador de Minas Gerais e ex-aluno da Escola Estadual Bueno Brandão, Rondon Pacheco, fez a extensão de séries e a escola começou atender alunos da 8ª série. Desde fevereiro de 1991, a instituição oferece o ensino médio e a partir de 2002 começou a atender a alunos portadores de necessidades especiais.

Pela comemoração dos seus 100 anos a escola recebe, hoje, em sessão solene, no Plenário “Homero Santos” da Câmara Municipal de Uberlândia o Diploma de Honra ao Mérito. Já aos diretores, vice-diretores e ex-diretores será oferecida a Moção de Aplauso, que é um diploma que simboliza o reconhecimento da comunidade . Já na escola as comemorações começaram no dia 5 de maio, data em que a cidade comemora o acordo de paz. Neste dia os estudantes fizeram uma passeata ao redor da escola para simbolizar um abraço ao complexo escolar. A passeata foi acompanhada por muita festa e música. Os alunos cantaram o famoso “Parabéns a você” para a escola. Fato que para a estudante do 1º ano do ensino médio, Lorena Camilo, de 15 anos, foi um dos mais marcantes da comemoração do centenário. “O que eu mais gostei foi de participar do abraço à escola. É muito interessante estudar em um local que tem tanto valor cultural para a cidade”.

Escola de Uberlândia completa 100 anos nesta segunda-feira

Escola de Uberlândia completa 100 anos nesta segunda-feira

Durante toda esta semana os estudantes irão participar de uma Mostra de Talentos. “No evento, os alunos têm a oportunidade de mostrar o que eles sabem fazer, como cantar e dança”, afirma Vladimir Rodrigues, que antes de ser diretor da escola foi estudante da instituição e também professor. “Meus pais e filhos estudaram nessa escola. Hoje não trabalho pelo salário, mas sim por amor”, afirma. Entre os projetos desenvolvidos pela instituição está o Programa de Aprofundamento de Estudos, que oferece aos estudantes do ensino médio a chance de estudar as disciplinas que irão cair no vestibular. A escola também trabalha o Programa de Intervenção Pedagógica (PIP). O Programa propõe aos professores utilizar os resultados das avaliações de desempenho, como o Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa) e o Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Prroeb) e as avaliações internas, que são realizadas pelas próprias escolas, para propor melhorias no currículo e alavancar o desenvolvimento dos estudantes.

Ao longo destes 100 anos, a instituição também procurou sempre incentivar os alunos a participarem de competições estaduais. Em 2010, o time futsal masculino da escola foi campeão mineiro dos Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG). Alunos da escola também já foram condecorados com a medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 19:03

Laboratórios de Informática de escolas mineiras funcionam como extensão das atividades em sala

A última reforma já faz mais de dez anos, mas quem passa pelo Laboratório de Informática da Escola Estadual José Bonifácio, em São Vicente de Minas – Zona da Mata, observa um laboratório que, além de bem equipado, com 22 computadores e uma lousa eletrônica, também apresenta um bom estado de conservação. Os cuidados com as máquinas e o próprio espaço, utilizado para aulas e pesquisas, é feito pelos funcionários das escolas e os quase 1100 alunos dos anos finais do ensino fundamental, ensino médio e estudantes da Educação de Jovens e Adultos. “Todo início de ano letivo, na recepção dos alunos, a escola apresenta as regras de convivência a serem seguidas pelos alunos, entre elas está o cuidado com o laboratório”, explica a vice-diretora da escola, Kelly Lislie Júlio.

Nas paredes estão orientações como: ‘Não é permitido alimentar neste local’ e ‘Não é permito rabiscar as paredes’. Porém, além dos recados, o técnico do laboratório passa as instruções de uso dos computadores para os alunos, quando vão ao local.  Com tantas medidas de preservação, a escola, além de ter um laboratório bem cuidado, também foi selecionada pelo ‘Escola de Minas’, como uma das escolas estaduais que atuam na preservação da rede física, neste caso, o Laboratório de Informática, que teve sua última reforma em 06/02/1999.

EE José Bonifácio 1

Além das aulas e pesquisas, o espaço é utilizado para as atividades do ‘Escola de Tempo Integral’ e, até o ano de 2010, era o local de realização dos cursos dos cursos de informática do projeto ‘Formação inicial para o Trabalho’, da Secretaria de Estado de Educação.

A estudante do 3º ano do ensino médio, Karine Guimarães Dias, de 17 anos, acredita que o espaço, além de atrativo, serve de auxílio para os alunos que não tem acesso à internet. “Muitas vezes, nós usamos o laboratório para complementar os estudos da sala de aula e para fazer as atividades que os professores passam. É um ótimo lugar, principalmente para os alunos que não têm computador em casa”, explica a estudante.

A conservação também é uma meta presente na Escola Estadual Euzébio Cabral, em Governador Valadares – Região do Vale do Aço. Com cerca de 500 alunos dos anos iniciais do ensino fundamental, a escola é a única do bairro São Pedro e por isso buscou otimizar o seu espaço físico, como uma sala multiuso em que funciona o laboratório de informática, a sala de movimento (trabalho corporal) e a sala de vídeo. Com tamanha importância, o espaço que teve sua última reforma em 2007, também é um dos destaques do ‘Escola de Minas’, ao ser considerado um exemplo de conservação do espaço.

EE Euzébio Cabral

“Aqui nossos alunos já sabem da importância de preservar o espaço. Eles ajudam a decorar a escola com enfeites, inclusive o Laboratório de Informática, por isso sabem da importância de cuidar”, lembra a diretora, Elizeth Vial Neves.

Como uma extensão da sala de aula, o Laboratório de Informática também serve como reforço para o aprendizado dos alunos. “De quinze, em quinze dias, cada turma visita o laboratório. Eu procuro trabalhar com os alunos atividades que reforçam o trabalho dos professores na sala de aula. Utilizo jogos para aprimorar esses ensinamentos”, explica a professora do laboratório, Euzena Gobera de Almeida.

São 24 computadores que servem de apoio para o trabalho dos professores em sala. Por meio dos jogos virtuais, estudantes do ciclo da alfabetização fazem atividades que estimulam os princípios básicos de cada disciplina. “Eu brinco de joguinho de Matemática, de contar dinheirinho, de Português”, lista a pequena Elisa Gomes da Silva, estudante de sete anos que cursa o 2º ano do ensino fundamental.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 15:14

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