Escola é referência em reciclagem no município de Alvinópolis

28/09/2011

O distrito de Fonseca, no município de Alvinópolis, no Centro-leste de Minas, conta com uma população estimada de cinco mil habitantes. Para conscientizar esses moradores sobre a importância da reciclagem, a Escola Estadual Antônio Carlos, desenvolve, em parceria com a prefeitura, o projeto ‘Caçamba! Quem te viu? Quem te vê?’. Com a iniciativa, os moradores são convidados a separar todo o lixo que puder ser reciclável e colocá-lo em uma caçamba que ficam em frente à escola. O material é encaminhado para uma cooperativa que faz a reciclagem. O encerramento do projeto é hoje (28/09), com a realização de uma palestra na própria escola.

Cacamba que fica em frente a escola é utilizada para reciclagem. Foto: Arquivo da Escola

Cacamba que fica em frente a escola é utilizada para reciclagem. Foto: Arquivo da Escola

 “O proprietário colocou a caçamba em frente à escola e não explicou o porquê desta iniciativa. Então nossa escola procurou saber e quando viu que se tratava de uma ação com benefícios para o meio ambiente resolveu apoiar a ideia”, lembra a diretora, Cleusa Caldeira Tavares.

 Então teve o início o trabalho que começou com a conscientização dos cerca de 600 alunos dos ensinos fundamental e médio. Os estudantes foram orientados a separar o lixo em casa, limpá-lo e trazê-lo para a escola. “Conversei com meus pais e expliquei a eles que não pode ser lixo orgânico e nem higiênico usado. O material também deve estar seco para facilitar a separação dos profissionais na hora da reciclagem”, comenta a estudante do 9º ano do ensino fundamental, Alessandra Almeida Taciano Costa, de 13 anos. Durante as ações, os alunos aprenderam a identificar os diversos tipos de lixo.

No dia da gincana foi recolhido de lixo o equivalente a duas caçambas cheias. Foto: Arquivo da Escola

No dia da gincana foi recolhido de lixo o equivalente a duas caçambas cheias. Foto: Arquivo da Escola

 Para mostrar que os estudantes apoiaram mesmo a iniciativa, a escola organizou uma gincana. Entre as tarefas que foram realizadas pelas equipes estava a de trazer para a escola todo o lixo encontrado no quintal da residência de cada aluno. A turma que trouxesse o maior número de materiais ganharia a tarefa. “Apenas no dia da gincana a escola conseguiu encher duas caçambas e ainda sobrou lixo”, conta a diretora.

 A iniciativa também contou com o apoio dos comerciantes da região. “Eles agora guardam os papelões em que armazenam os produtos e trazem para a caçamba”, explica a estudante.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 14:13

Preservação se aprende na escola

27/09/2011

Para os alunos da Escola Estadual José Bonifácio, em Poço Fundo, não é raro ouvir pássaros cantarem ou sentir uma brisa fresca durante a explicação da professora de Matemática ou bem no meio da matéria de História. Pelo menos uma vez por semana, os estudantes da escola da Superintendência Regional de Varginha têm uma aula ao ar livre, sob a copa de uma Sibipiruna de 40 anos de idade. A árvore, que tem mais de 20 metros de altura, serve de teto para a sala ecológica da escola, que proporciona aos alunos um ambiente mais agradável para as aulas.

20-09-11 - Sala Ecológica da Escola Estadual José Bonifácio

Sala ecológica dá aos estudantes uma oportunidade de aprender ao ar livre. Foto: Arquivo da escola

“Há alguns anos sentimos a necessidade de ampliar a escola e construir outra sala, mas os alunos protestaram e não quiseram derrubar a Sibipiruna. Um ex-aluno nosso sugeriu que fosse construída sob a árvore uma sala ecológica. Hoje, uma vez por semana, cada turma vem fazer uma aula nessa sala ao ar livre”, explica a diretora da escola, Rita de Cássia.

Embaixo da Sibipiruna hoje existem mesas e cadeiras, que os alunos usam para estudar. A sala ecológica, contudo, não oferece somente um ambiente alternativo para os estudos, ela serve também de complemento para as matérias. “A nossa equipe de professores planeja a aula relacionando com elementos da sala ecológica. O professor de Ciências pode falar dos hábitos dos pássaros ou fotossíntese, por exemplo. Até em Matemática é possível fazer isso. O professor pode trabalhar com dimensões, medindo o tamanho da árvore, dos canteiros. Trabalha a criatividade dos professores e dos alunos”, completa Rita de Cássia.

ECO - Plantio de mudas

Estudantes trabalham no cultivo de plantas na escola. Foto: Arquivo da Escola

Que o diga Freuda Gonçalves Oliveira, professora dos anos iniciais do ensino fundamental. Para ela, a sala ainda oferece a possibilidade de trabalhar o espírito de equipe dos estudantes. “O espaço nos dá a oportunidade de trabalhar as crianças em grupo, é um espaço onde a comunicação fica muito boa. Quando você está lá embaixo aparecem fatos que vão enriquecer muito a aula. Não fica sendo só tradicional”, explica a professora.

Sala Ambiental

O mote ecológico motivou a criação de outra sala na Escola José Bonifácio. Na escola existe também uma sala ambiental, que é uma estufa na qual os estudantes fazem aulas práticas e conseguem estudar o crescimento das mais diversas plantas. Uma das experiências feitas por estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental foi a germinação de uma semente de feijão.

20-09-11 - Sala Ambiental da Escola Estadual José BonifácioNa sala ambiental os estudantes colocam a mão na massa, ou melhor, na terra. Foto: Arquivo da escola

A professora propôs que eles plantassem a sementinha em diversos ambientes: um sem luz, outro com o solo fraco, outro sem água e ainda aquele com as condições ideais. A partir dessas variações os estudantes observaram qual plantinha cresceu mais e melhor.  “É claro que o feijãozinho que estava no equilíbrio cresceu melhor”, afirma, sem titubear, Ana Paula Ribeiro, de 11 anos.

A jovem estudante, aliás, é um exemplo de consciência ecológica. Ela faz parte da Patrulha Ecológica, programa criado na escola para conscientizar os estudantes a jogarem o lixo no lugar certo. Todos os dias, uma dupla de alunos sai pela escola conversando com os demais estudantes sobre a importância de se manter um ambiente limpo.

ECO - Patrulha ecológica

Patrulha ecológica trabalha para manter a escola limpa. Foto: Arquivo da Escola

“A patrulha ecológica é para falar sobre a natureza e para ensinar os outros a respeitar. A gente usa um uniforme e fala para os outros que é importante colocar o lixo na lixeira”, explica Ana Paula. “A maioria ouve e respeita, mas quando alguém joga no chão mesmo assim, a gente cata e joga no lixo”, completa a menina. As lições ambientais da escola chegaram até a casa da jovem, que cobra da mãe separar bem o lixo e não cobrar alimentos com agrotóxicos.

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 12:40

Conservatório de Montes Claros recebe inscrições para oficinas gratuitas de instrumentos musicais

Interessados em conhecer um pouco da história do clarinete, violino, violoncelo e viola e ainda aprender noções básicas para tocar esses instrumentos, tem a oportunidade de participar de uma oficina gratuita. No próximo sábado (01/10), o Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez, em Montes Claros, vai ser palco dessas oficinas que serão realizadas das 8h às 17 horas. Para participar, o interessado deve enviar um e-mail para: sinfonicamoc@gmail.com informando o nome e o instrumento que gostaria de aprender. Ele também pode comparecer na instrumentoteca do Conservatório que fica na Avenida João Chaves, Nº 438 – Bairro Jardim São Luiz, em Montes Claros. As oficinas são gratuitas e as inscrições vão até o dia 29 de setembro.

“Como o tempo é curto vamos distribuir uma apostila com informações específicas sobre cada instrumento a ser estudado. Os participantes das oficinas vão poder entender um pouco do contexto histórico e da técnica do instrumento escolhido. Vai ser um trabalho que vai aliar teoria e prática”, explica a professora do conservatório, Maria Lúcia Avelar. Podem se inscrever estudantes de música em geral ou leigos. As oficinas serão ofertadas no dia 1º de outubro e os alunos receberão certificado de participação.

Interessados podem participar de oficinas gratuitas no Conservatório de Montes Claros. Foto; Arquivo do Conservatório

Interessados podem participar de oficinas gratuitas no Conservatório de Montes Claros. Foto; Arquivo do Conservatório

A iniciativa da oficina faz parte do projeto ’10 anos da Orquestra Sinfônica de Montes Claros’. As oficinas serão ministradas pelos professores do Conservatório e integrantes da Orquestra. O trabalho feito em parceria com o Conservatório tem patrocínio do Banco do Nordeste e Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDS).

Segundo a professora do Conservatório, que também é a coordenadora do projeto: “Ações como estas são da maior importância para nossa região, uma vez que oferece aos nossos estudantes a oportunidade de aprender gratuitamente sobre os instrumentos sinfônicos”, lembra Maria Lúcia Avelar.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 12:40

Com cartazes escola celebra ações em prol do meio ambiente

26/09/2011

 “Eu aprendi que a árvore Maria Mijona ganhou esse nome porque quando alguém arranca um galho ou uma folha dela sai muita seiva”. Essa foi uma das coisas que o estudante do 7º ano da Escola Estadual Padre José Epifânio Gonçalves, no município de Barra longa, Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Ponte Nova, Sávio Carolino Coelho Xavier, de 12 anos, aprendeu durante uma visita pela sua cidade. O passeio fez parte de uma ação promovida para comemorar o Dia da Árvore, que foi celebrado no dia 21 de setembro.  Assim como Sávio, estudantes de duas turmas do 7º ano conheceram diferentes árvores da cidade e cada um tirou uma foto ao lado de uma árvore sobre a qual gostaria de pesquisar.

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Cada estudante teve a oportunidade de escolher a planta sobre a qual gostaria de pesquisar. Foto: Arquivo Escola

 Após o passeio chegou a hora de colocar a ‘mão na massa’, os estudantes pesquisaram sobre as árvores escolhidas e montaram cartazes que enfeitaram os corredores da escola. No cartaz, os alunos deveriam responder as seguintes questões: nome popular e nome científico da árvore, onde foi encontrada, características, época de floração e de frutificação. Além disso, todos os cartazes deveriam conter a foto do aluno e uma folha, que foi recolhida durante o passeio.

 Para pesquisar sobre a árvore escolhida os estudantes utilizaram livros, a internet e o conhecimento popular. “Muitas coisas sobre a minha árvore eu aprendi conversando com os moradores da cidade. Descobri muita coisa e agora posso até ensinar para as outras pessoas”, ressalta Sávio. O aluno do 7º ano aprovou a ideia de sair da sala de aula para pesquisar. “É mais legal aprender assim. O aluno gosta de sair da sala de aula, porque fica em contato com o que está estudando”, conclui.

Escola Estadual Padre José Epifânio Gonçalves

 Estudantes passeiam pela cidade para conhecer a flora local. Foto: Arquivo Escola

Segundo a professora de Ciências, Maria Lúcia da Silva Pinto, o objetivo do trabalho era construir nos alunos um olhar critico sobre as árvores existentes na nossa região. “A nossa cidade tem muitas árvores e com o projeto ‘Árvores da nossa região’ eu queria despertar neles outro olhar para as árvores e complementar o conteúdo que eles estão estudando”.

 Para os alunos do 6º ano da Escola Estadual Padre José Epifânio Gonçalves, o Dia da Árvore também não passou em branco. Utilizando o texto de uma revista que dava 10 dicas de como preservar as árvores da floresta tropical, os estudantes também montaram cartazes para enfeitar a escola.

 

Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 17:49

Jovens celebridades

Os estudantes da Escola Estadual Diogo de Vasconcelos, no bairro das Indústrias, tiveram um dia de artistas. Além de declamar poesias escritas por eles mesmos para toda a comunidade escolar, os estudantes autografaram embalagens de pão que carregam além dos pãezinhos, poemas escritos por eles. As apresentações e a manhã de autógrafos aconteceram no último sábado (23-09) e marcou a entrega das embalagens de pão que carregam os textos dos estudantes da escola às padarias da região.

Ao todo, 40 alunos da escola tiveram seus textos publicados nos saquinhos de pão. A escola está entre as instituições que participaram do projeto ‘Pão e Poesia”, que é uma forma de doar arte para as pessoas de uma forma democrática. Para escrever os poemas, os estudantes participaram de oficinas de dramatização e tiveram a oportunidade de aprender como fazer rimas e o que é uma estrofe. “ Eu participei das aulas para aprender a escrever poesia. Durante as oficinas tínhamos que ler nossos textos na frente de nossos colegas. Além disso, os professores davam um tema e nós tínhamos que escrever uma poesia com ele”, ressalta o estudante do 4º ano, Max Mauro de Sousa Andrade, de 9 anos.

Pão e Poesia

Alunos apresentam seus poemas aos pais. Foto: Arquivo Escola

Entre os poemas de Max que estão estampados nas embalagens de pão está o poema sobre um aluno nota 10 e outro sobre ser guerreiro e ser verdadeiro. Durante o evento deste sábado, o estudante declamou a poesia sobre a importância de lutar por seus ideais e fez um rap com o texto aluno nota 10. O estudante que convidou toda a família para participar da entrega dos saquinhos pretende continuar espalhando alegria. “Agora que aprendi, vou continuar escrevendo poesias. Isso porque aprendi que poesia faz alegria e eu quero levar alegria para todo mundo”, afirma Max.

Durante o evento, alunos e visitantes tiveram acesso aos textos produzidos pelos estudantes de 10 escolas que participaram da terceira edição do projeto ‘Pão e Poesia’.

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Estudantes autografam seus poemas. Foto: Arquivo Escola

 Projetos de incentivo à leitura

Entre os projetos desenvolvidos na Escola Estadual Diogo de Vasconcelos está o projeto ‘Café com Prosa’, no qual os alunos desenvolveram textos de diferentes gêneros e depois os apresentaram para a comunidade escolar, no evento é servido café aos visitantes.

Outro projeto desenvolvido na instituição é o ‘Vai e Vem’, no qual os alunos pegam livros na biblioteca e respondem questões sobre os textos lidos. Segundo a professora do 4º ano, Joselita Duarte Lopes, durante suas aulas, além de ler os textos, os estudantes criam suas próprias histórias. “Após a leitura dos clássicos infantis, os estudantes criaram suas próprias histórias. Os textos que já foram escritos eu reuni e montem um livro que ficará exposto na biblioteca da escola”.   

Escola Estadual Margarida Brochado

O último sábado (23-09) também foi dia de festa na Escola Estadual Margarida Brochado, no Barreiro, a escola que também participou do projeto Pão e Poesia fez um saral de poesia. Foram expostos textos escritos pelos alunos da escola e por autores consagrados. Além disso, os estudantes fizeram apresentações de música e de literatura de cordel. A comunidade escolar foi convidada a participar do evento.

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Exposição intinerante do Pão e Poesia apresenta textos escritos por estudantes de escolas mineiras. Foto: Arquivo Escola

 Pão e Poesia

O Projeto ‘Pão e Poesia’ foi criado por uma pessoa que se denomina um ‘esparramador de poemas’. Segundo Diovani Mendonça a ideia de criar o Projeto nasceu de uma conversa entre amigos. A principio seriam impressas nos saquinhos de pão apenas os poemas de Diovani, mas devido a magnitude do projeto nas primeiras edições os embrulhos traziam textos de autores de todos os estados brasileiros e alguns até internacionais.  Hoje o projeto contempla textos escritos por estudantes mineiros.

O ‘Pão e Poesia’ iniciou no mês de setembro sua 3ª edição e desde que foi criado já foram distribuídas cerca de 700 mil embalagens. Antes de criar seus próprios poemas, os estudantes participaram de oficinas de sensibilização poética oferecidas por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. Em 2010, as oficinas foram apresentadas para mais de 400 alunos de 10 escolas localizadas próximas à V&M do Brasil, patrocinadora do projeto.

Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 17:39

Estudantes participam de lançamento de cd

Nas últimas semanas os alunos que integram a banda de percussão da Escola Estadual Nossa Senhora do Belo Ramos, em Belo Horizonte, estão tendo dias agitados. Os estudantes se preparam para se apresentarem no lançamento do cd ‘O Novo do Mais Antigo’, do cantor Nil Lus. Além das aulas de percussão que acontecem duas vezes por semana, os alunos participaram de mais de cinco ensaios para que tudo saia perfeito no dia do show. A apresentação acontece nesta segunda-feira (26-09), no Grande Teatro Sesc Palladium, às 21 horas.

 Segundo a diretora da escola, Rosely Tavares Alves Pardini, depois de ensaiar muito para apresentação, agora os estudantes estão se arrumando para o grande momento. “As meninas vieram se arrumar na escola. Estamos fazendo cabelo rastafári nelas. Já os meninos irão usar bonés”.

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Estudantes irão se apresentar em lançamento de cd. Foto: Arquivo Escola

 Durante o evento, a banda de percussão que é formada por alunos que participam do Programa Educacional de Atenção ao Jovem (Peas) irão se apresentar com Nil Lus e com o Coral Infantil da Escola Municipal Amintas de Barros. Entre os 15 alunos que participam da festa está a estudante do 1º ano do ensino médio, Maria Simone Araújo. Ela participa da banda há dois anos e mesmo estando acostumada a fazer apresentações externas se diz ansiosa. “Estou um pouco nervosa, mas muito lisonjeada por participar de um evento tão bacana”.

 Aulas de Percussão na E.E. Nossa Senhora do Belo Ramos

Cerca de 30 estudantes participam das oficinas de percussão na escola. São alunos dos ensinos fundamental e médio, que participam do Peas.

Show de lançamento do cd ‘O Novo do Mais Antigo’

O cantor, músico, poeta e escritor Nil Lus é mineiro, mas mora na Europa. O cd apresentado nesta segunda-feira é inédito no Brasil. O repertório apresenta uma síntese da trajetória do cantor.

Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 17:07

Contato entre gerações

23/09/2011

Os estudantes da Escola Estadual Padre Anchieta, de Coqueiral, não se limitam a resolver questões de Matemática, Português ou Física. Nesta sexta-feira eles deram uma verdadeira lição de solidariedade. Em comemoração a Semana do Idoso (19 a 23-09), um grupo de 30 jovens levou donativos, bom humor e alegria a um asilo da cidade. Vestidos com roupas coloridas, os jovens conquistaram os moradores do Asilo Divino Espírito Santo com um bom papo, apresentações culturais e música.

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Estudantes fizeram apresentações culturais no Asilo. Foto: Arquivo da Escola

Integrantes do projeto Peas Juventude, da Secretaria de Estado de Educação, esses jovens atuaram a semana em ações de respeito ao idoso. Promoveram, inclusive, uma campanha de arrecadação de alimentos e conseguiram cerca de 500 quilos de mantimentos para o asilo. Segundo a coordenadora do projeto, Leila Alvarenga, a visita foi muito bem-vinda. “Através da música, dança e brincadeiras, os alunos proporcionaram distração a  idosos e funcionários do asilo, recebendo em troca sorrisos e olhares carinhosos”.

No asilo, vivem 32 dois idosos. Entre eles, o senhor Abelar Pereira, de 69 anos. Aposentado, Abelar foi música por mais de cinco décadas e hoje relembrou os bons tempos ao lado dos estudantes. “Foi uma visita muito bonita, o pessoal é muito educado. Nos trataram muito bem e tocaram violão. Eu gostei e até cantei, de música caipira a umas música do ‘Rock in Rio’, eu gosto de cantar as músicas da rapaziada”, contou.

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Estudantes arrecadaram cerca de 500 Kg de alimentos. Foto: Arquivo da escola

Para os jovens que participaram da visita a experiência também foi agradável.  Que o diga Dênis Pereira, que ficou orgulhoso em agradar os moradores do asilo. “A alegria estampada nos rostos de cada um é a nossa maior vitória, já que nosso intuito é levar muito amor ao próximo”, explicou.

Já para Alice Ferreira, do 9º ano, além da satisfação, ela leva da experiência boas lições. “A gente cantou, fizemos apresentações e almoçamos juntos. O bom de conviver com pessoas mais maduras é aprender coisas novas. Eles têm uma experiência que nós não temos, então dá pra tirar boas lições”, conclui.

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 20:28

De estudantes a defensores da preservação na Serra do Cipó

Flora e fauna exuberantes e belas cachoeiras são alguns dos atrativos que tornam a Serra do Cipó um lugar único.  O local que abriga o Parque Nacional da Serra do Cipó e recebe cerca de 18 mil turistas por ano ganhará a partir do dia 24 de setembro mais um grupo de pessoas qualificadas e habilitadas para contribuir com a preservação cultural e ambiental da região. São  32 estudantes que iniciaram em agosto de 2009 o Curso Técnico em Meio Ambiente com ênfase em turismo e que se formam neste sábado (24-09). Será a primeira turma de formandos do curso.

O objetivo do curso é qualificar profissionais em nível técnico para a gestão ambiental, com competência para exercer funções de diagnóstico, vigilância, preservação ambiental; planejamento, organização e execução de diversas atividades. O curso é oferecido pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) e funciona na Escola Estadual Dona Francisca Josina, localizada no município de Santana do Riacho, na Serra do Cipó.

Segundo a coordenadora, Jaqueline Serafim do Nascimento, o curso foi criado para atender a uma necessidade da região. “Antes nós não tínhamos nenhum curso técnico na região. Os cursos que eram oferecidos serviam para suprir a demanda das pousadas, qualificando, apenas, profissionais para trabalharem como garçons, camareiras, entre outros”. Para ingressar no curso, que é gratuito, os candidatos passam por uma seleção, que pode ser uma entrevista ou uma prova, na qual os professores tentam conhecer melhor o objetivo do aluno com o curso e o que ele pensa sobre o lugar onde vive. Em 2010, a escola abriu mais uma turma com 42 alunos e em fevereiro de 2011 a quarta turma com 48 alunos. A implantação do Curso Técnico em Meio Ambiente na escola, tornou- se referência regional, atendendo aos municípios de Jaboticatubas, Morro do Pilar, Conceição do Mato Dentro e Santa Luzia.

 23-09-11 - Alunos do curso técnico em trabalho de campo na região da Lapinha

Durante o curso os estudantes participaram de diferentes visitas tecnicas. Foto: Arquivo Escola

Por funcionar em uma região com um grande potencial turístico e biodiversidade, para fazer os trabalhos de campo os estudantes nem precisavam sair do município. Para realizar o trabalho de ‘Diagnóstico Geoambiental do Córrego Soberbo’, por exemplo, os estudantes percorreram pontos entre a nascente do Ribeirão Soberbo e sua foz no rio Cipó.  Visitas técnicas e outras atividades foram realizadas no Parque Nacional da Serra do Cipó.

Além de aproveitar todas as possibilidades que a Serra do Cipó oferece para enriquecer cada vez mais o curso, com o conhecimento adquirido, os estudantes do técnico promoviam intervenções na própria escola. “Nós já acompanhamos visitas dos alunos da escola no Parque Nacional da Serra do Cipó e já oferecemos oficinas de conscientização na escola”, ressalta a coordenadora do curso. A E.E. Dona Francisca Josina também oferece o ensino fundamental e médio para mais de 600 alunos.

Meu trabalho, minha realidade

Como o trabalho de conclusão do curso, os estudantes elaboraram, individualmente, um projeto de intervenção para o local onde vivem. A ideia era que cada estudante observasse os principais problemas da região onde moram e criassem projetos com problematizações e propostas de intervenção, que buscassem sanar diversas questões de interesse local e regional. Entre as intervenções criadas está o projeto ‘Ecoturismo para a 3º idade, visitação ao Parque Nacional da Serra do Cipó’. Idealizado pela estudante Edwiges Maria Cruz Araújo, de 67 anos, o projeto tem por objetivo promover atividades turísticas dentro do parque voltadas para o público da 3º idade. “Comecei a procurar os idosos da Serra e percebi que muitos dos turistas da 3º idade ficam ‘presos’ nas pousadas. No meu trabalho, proponho trilhas que são de fácil acesso e até mesmo a um luau em noite de lua cheia e oficinas”, afirma.

23-09-11 - Alunos do curso técnico em trabalho de campo na região da Lapinha 2

Maioria dos trabalhos de campo foram realizados na Serra do Cipó. Foto: Arquivo Escola

Por apresentar uma proposta que contemplou um público pouco visado pela administração do parque, Edwiges foi convidada a trabalhar como voluntária no local. Uma vez por mês, a estudante é responsável por levar o público da 3º idade a conhecer as dependências do parque e a caminhar por duas trilhas, traçadas, especialmente, para atender os idosos.

Edwiges entrou no curso ‘sem querer’. A ideia inicial era que o filho fizesse o técnico, mas como ele não quis, ela resolveu participar da seleção e passou. O verdadeiro interesse pelo curso só surgiu depois de assistir à aula inaugural. Agora, depois de dois anos como aluna, ela ressalta o que mudou em sua vida. “O curso só me fez crescer e não só no que é relacionado a meio ambiente e turismo. No início, por exemplo, eu não sabia nada de informática e tive que aprender para fazer o meu trabalho final”.

Os projetos de intervenção foram avaliados por uma banca examinadora com conhecimento específico de acordo com área temática de cada projeto. A maioria dos avaliadores eram docentes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Parceria com a UFMG

Por ser um curso pioneiro na instituição e devido ao caráter especial do local onde a Escola Estadual Dona Francisca Josina está localizada, para a implantação do curso a direção contou com uma consultoria de professores da UFMG. “Os docentes ajudaram a montar o material didático do curso e foram parceiros em diversos momentos. Deram algumas palestras para os estudantes e foram convidados para participar das bancas examinadoras”, afirma a diretora da escola, Josefina Maria de Freitas.

Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 18:07

Mesmo sem sinal, trânsito é legal

Em uma pequena cidade do interior do Estado onde não existe nenhum semáforo nas ruas a educação no trânsito é levada muito a sério. Estudantes da Escola Estadual Catulo Cearense, no município de Virgem da Lapa, dedicam uma semana ao estudo das regras gerais de trânsito. “O projeto é uma aula em rede. Todas as turmas estudam sobre o tema. A ação acontece desde 2000, sempre na semana em que se comemora a ‘Semana Nacional do Trânsito’”, ressalta a diretora Fátima Queiroz.  A culminância do projeto acontece nesta sexta-feira (23-09), quando é montada na escola a Transitolândia.

A pequena ‘cidade’ é montada no pátio da escola. Ela é composta por ruas, casas e igrejas, além de toda a sinalização que é possível encontrar em uma ‘cidade de verdade’.  A ação é realizada em parceria com a Polícia Militar da cidade. Antes de ter a chance de transitar pela ‘cidade’, os alunos recebem orientações sobre segurança no trânsito. “Reunimos os estudantes no galpão da escola e eles têm a oportunidade de tirar dúvidas e de conversar com os policiais”, afirma a diretora.

Alunos participam de projeto sobre educação no trânsito na EE Catulo Cearense. Foto: Arquivo da Escola

Alunos participam de projeto sobre educação no trânsito na EE Catulo Cearense. Foto: Arquivo da Escola

Para passear pela Transitolândia, os estudantes levam para a escola carrinhos e bicicletas e os que não levam objetos passeiam pela ‘cidadezinha’ a pé, mas sempre obedecendo às sinalizações.  Mas por que estudar sobre as regras de trânsito se na cidade não existem semáforos? Fátima Queiroz responde: “Na cidade não temos semáforos, mas a escola deve preparar os alunos para o futuro. Além de fotos e vídeos, já usamos brincadeiras lúdicas para falar com os estudantes sobre os semáforos, vestimos um aluno com uma roupa vermelha, outro com roupa amarela e um terceiro com roupa verde. Quando o amarelo estava de pé simbolizava que os motoristas deveriam ter atenção, enquanto isso os alunos vestidos de verde e de vermelho ficavam abaixados”.

Transitolândia auxilia aos alunos a terem atenção no trânsito. Foto: Arquivo da Escola

Transitolândia auxilia aos alunos a terem atenção no trânsito. Foto: Arquivo da Escola

 Na sala de aula, com o auxílio de textos, cruzadinhas e caça palavras, os estudantes se empenham para conhecer um pouco mais sobre as regras de trânsito. “Os alunos adoram pesquisar. Nas minhas aulas tenho o costume de trazer as placas e eles buscam informações sobre o que elas significam”, afirma a professora do 5º ano do ensino fundamental, Imaculada Siqueira.

O estudante do 5º ano da escola, Vítor Campos, de 11 anos, aprovou a ideia da escola de ensinar educação no trânsito. “É muito bom aprender assim. Já descobrir que quando encontrar um semáforo o amarelo significa atenção”.

 

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 15:39

Escola cada vez mais verde

22/09/2011

A Escola Estadual Arthur Junqueira de Almeida, em Ituiutaba, na Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Ituiutaba está mais alegre e bonita desde o último dia 21 de setembro, data em que se comemora o Dia da Árvore. Para celebrar a data, estudantes e professores plantaram na escola mudas de Ipês Amarelo e Roxo e de uma árvore chamada Moringa.

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Estudantes aproveitaram o Dia da Árvore para plantar mudas. Foto: Arquivo da Escola

A celebração contou com a participação de toda a comunidade escolar e sabendo da importância ambiental do plantio de árvores a escola doou aos visitantes mudas de Moringa.  “A Moringa é uma árvore que, além de ser muito bonita, ajuda a purificar água. Devido a sua importância para o meio ambiente, uma das ações foi a doação de mudas dessa planta”, ressalta a supervisora da escola, Adirce Maria dos Santos.

Além das atividades para comemorar o Dia da Árvore, a escola desenvolve ao longo do ano projetos pedagógicos que estimulam o aprendizado dos alunos e a preservação do meio ambiente. Há cerca de 20 anos foi plantada na escola uma árvore chamada Tamboril e ela existe até hoje, os alunos estudam a planta durante as aulas.  “Desde o mês de junho, os estudantes estão acompanhando o desenvolvimento da árvore. Eles já puderam ver o amadurecimento dos frutos e a queda deles”, afirma Adirce. Os estudantes ainda recolheram as sementes da árvore e as plantaram. Quando começar o período chuvoso as mudas serão plantadas na beira dos rios da cidade

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Tamburil dá sombra para os alunos da escola. Foto: Arquivo da Escola

Quem planta, colhe

Plantio de horta, para garantir uma alimentação mais saudável para os estudantes, e de plantas medicinais, para ajudar no aprendizado dos alunos, são algumas das outras ações realizadas pela escola para ajudar na preservação do meio ambiente.  Estão plantadas na escola, ao todo, 22 espécies de plantas medicinais. As plantas foram estudadas durante as aulas e a professora de ciências decidiu plantá-las na instituição. A culminância do projeto foi um chá da tarde. Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer o gosto do chá de Erva Cidreira, de Boldo, entre outros.

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Mudas também foram doadas para os visitantes. Foto: Arquivo da Escola

A estudante do 7º ano, Joyce Aparecida de Paulo, de 12 anos, participou do plantio das plantas medicinais e afirma que aprendeu muito durante a aula prática. “Fomos nós que plantamos as mudas e foi muito bom. Além disso, aprendemos muitas coisas sobre o poder das plantas medicinais e aprendi a fazer chá de Erva Cidreira e de Santa Maria”, ressalta a estudante.

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 12:48

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