Várias mãos + vários pés = uma árvore

21/09/2011

Com o uso da imaginação o pensamento vai longe. E abusando da criatividade, as crianças podem até desenhar plantas a partir das mãos e dos pés. Em comemoração ao ‘Dia da Árvore’, os alunos do 1º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Madre Carmelita, em Belo Horizonte, participaram hoje de uma ação pedagógica que estimula a percepção visual e a coordenação motora.

“Utilizamos esse dia para o desenvolvimento de uma atividade lúdica que faz com que os alunos trabalhem alguns sentidos do corpo humano. Nossas crianças desenharam uma árvore utilizando as mãos e os pés”, explica a professora Célia Regina de Azevedo.

Alunos do 1º ano do ensino fundamental desenham uma árvore com o uso das mãos e dos pés. Foto: Arquivo da Escola

Alunos do 1º ano do ensino fundamental desenham uma árvore com o uso das mãos e dos pés. Foto: Arquivo da Escola

 O trabalho foi simples. Com o uso de cartolinas, cola e tinta guache, os alunos deixam a imaginação fluir e com a cor marrom, que foi passada nos pés, eles desenharam o tronco e a raiz da árvore, o verde foi passado nas mãos e com elas as crianças fizeram as folhas. Com os dedos e várias outras tonalidades eles deram o toque colorido das flores. “Não podemos nos esquecer que,  dia 23 de setembro, tem início a primavera”, lembra a professora.

“Fizemos a nossa árvore no pátio e ela ficou muito bonita. Eu gostei muito dessa atividade. A gente tem que cuidar das árvores, porque elas dão sombra, frutos e liberam um ar puro pra gente respirar”, explica Maria Clara Selvio, de sete anos.

Alunos do ensino médio fazem apresentação teatral e fala sobre um mundo sem árvores. Foto: Arquivo da Escola

Alunos do ensino médio fazem apresentação teatral e fala sobre um mundo sem árvores. Foto: Arquivo da Escola

Porém, as atividades voltadas para a data não pararam por aí. Os alunos do ensino médio fizeram uma apresentação teatral para os pequenos. A peça mostrava o depoimento de vários idosos em um mundo futurista. Eles falavam da saudade da época em que viviam em um planeta com árvores. “Eu achei o teatro um pouco triste. Tinham várias árvores cortadas no chão, mas eu não faço isso. Lá em casa eu ajudo a cuidar das plantas todos os sábados e domingos”, conta Daniel de Jesus Vaz, de seis anos.

Em 'Dia da Árvore' alunos reforçam a conscientização ambiental. Foto: Arquivo da Escola

Em ‘Dia da Árvore’ alunos reforçam a conscientização ambiental. Foto: Arquivo da Escola

Meio ambiente em pauta

Na Escola Estadual Madre Carmelita, os alunos do ensino médio também mostram a preocupação com meio ambiente e acompanham as discussões sobre o tema. “Temos acompanhado as discussões referentes ao novo código florestal que já passou por votação na Câmara dos Deputados e agora está no Senado”, explica a professora de Geografia, Andrea Regina Mello Fonseca.

Nas aulas de Geografia, a preservação ambiental é sempre um tema que permeia as discussões em sala. “Em todos os assuntos que trabalho com os alunos procuro discutir a questão da sustentabilidade. Eles precisam pensar os reflexos de suas ações no mundo”, avalia a professora de Geografia.

 

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 13:47

Três dias de Folclore, em Araguari

20/09/2011

A ciência das tradições e usos populares ganhou uma atenção especial no Conservatório Estadual de Música e Centro Interescolar de Artes Raul Belém, em Araguari, no Triângulo Mineiro. A escola que tradicionalmente oferece aos seus estudantes aulas de educação musical e de diferentes instrumentos está promovendo o projeto “Três dias de Folclore”.  Desde a última segunda-feira (19-09), o Conservatório abriu suas portas para que a comunidade da cidade possa participar de oficinas e assistir a diversas apresentações musicais que têm como foco promover a cultura mineira.  O evento termina nesta quarta-feira (21-09).

Segundo o professor de música, Júlio Monteiro, o projeto que está em sua segunda edição pretende alertar as pessoas sobre a importância de se preservar a cultura. “Nós tentamos fazer um trabalho voltado para os costumes para que as pessoas possam ver o valor do folclore enquanto cidadania”.  Ainda segundo o professor, além da participação de toda a comunidade o Conservatório está recebendo inscrições de escolas que querem levar seus alunos para participarem das oficinas. 

Folclore 2

Comunidade assiste a apresentações de bandas tradicionais de Minas. Foto: Arquivo Escola

Durante os ‘Três dias de Folclore’ os visitantes e alunos têm a oportunidade de participar de oficinas de cestaria, de entalha, de origami e de percussão. As oficinas são ministradas por professores do Conservatório e por artistas convidados.  Também é possível participar da oficina de ‘Cordel Encantado’, ministrada por professores e alunos de Percepção Musical. Durante a oficina os participantes aprendem tudo sobre a literatura de cordel e escrevem seus próprios textos. No último dia do evento os trabalhos confeccionados em todas as oficinas serão expostos.

Folclore

Participantes aprendem a fazer origamis em oficina. Foto: Arquivo Escola

De acordo com a professora de Percepção Musical, Maria Augusta de Almeida, a oficina de ‘Cordel Encantado’ acontece com auxilio de vídeos e de livros. “Fizemos na sala onde a oficinas acontece, uma exposição de livros de literatura de cordel. Além disso, durante a aula eu mostro um vídeo explicando o que é um cordel e seu contexto histórico. No final da oficina eles trabalham com o tema música e cada participante escreve um cordel, sempre seguindo as regras desse tipo de literatura”.  A oficina foi inspirada na novela Cordel Encantado.

DSC02934

Com o auxílio de vídeos, comunidade aprende sobre a literatura de cordel. Foto: Arquivo Escola

Como não poderia deixar de ser em todos os três dias do evento estão acontecendo apresentações musicais de grupos do Conservatório e de artistas tradicionais da região.

Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 18:08

Minas nas Olimpíadas Escolares

19/09/2011

Alunos-atletas de diferentes escolas da rede estadual de ensino de Minas representaram o Estado na mais importante festa do esporte escolar do Brasil, as Olimpíadas Escolares. Durante nove dias, os estudantes participaram de diferentes competições e, além de medalhas, trouxeram para casa exemplos de superação, cidadania, respeito e amizade. A competição aconteceu entre os dias 09 e 18 de setembro e teve como palco a cidade de João Pessoa, na Paraíba.

Os estudantes mineiros se destacaram em competições importantes nos campos, quadras, piscinas e pistas. Foram medalhas de ouro, prata e bronze, conquistadas nas modalidades de Futsal feminino, Judô feminino, Atletismo feminino e Natação feminino. Entre os estudantes que foram destaque nas Olimpíadas está a aluna do 9º do ensino fundamental da Escola Estadual Chico Resende, em Lagoa da Prata, Alexandra Maria Pimenta da Silva. A estudante, que conquistou medalha de ouro no lançamento de dardo e medalha de prata no arremesso de peso, atribui seu sucesso ao seu esforço. “No ano passado participei das Olimpíadas, mas fiquei em 6º lugar. Para este ano me dediquei mais. Meus treinos aconteciam praticamente todos os dias, no contraturno das aulas”, afirma. 

olimpiadas Escolares

Estudante conquistou duas medalhas na competição. Foto:  Olimpíadas Escolares

 Agora Alexandra se prepara para participar de uma competição internacional. “Como ganhei medalha de ouro nas Olimpíadas, fui convidada para representar o Brasil no sul-americano, na Colômbia”, ressalta. Para se destacar em mais essa competição, a estudantes intensificou os treinos e até modificou sua alimentação. “Estou tendo que melhorar minha alimentação para poder representar bem meu país na competição. Os treinos também estão mais puxados”, conclui.

Não foi apenas no Atletismo que escolas da rede estadual de ensino ganharam medalhas, na piscina os alunos-atletas também deram um show. A estudante do 9º ano da Escola Estadual Joaquim Saraiva, em Uberlândia, Jéssica Geovanna Borges de Matos, ganhou três medalhas, duas de ouro, no revezamento 4×50 livre e no revezamento 4×50 medley, e uma de bronze nos 100 metros borboleta. Para a estudante que treina todos os dias da semana durante três horas, participar de competições como as Olimpíadas Escolas traz experiência. “Durante a competição pude conhecer atletas de vários estados e isso é muito bom. Agora o meu objetivo é continuar treinando e poder participar de outras competições importantes”.

Delegação mineira nos jogos

Delegação de Minas nas Olimpíadas Escolares 2011. Foto: Marcus Cicarini

Mais medalhas…

O sucesso de Minas no tatame ficou por conta da estudante da Escola Estadual Nilo Peçanha, na cidade de Itamonte, Isabela Romanelli. A atleta conquistou medalha de bronze no Judô. Já na quadra, a equipe de Futsal feminino da Escola Estadual Pedro Lessa, em São Miguel do Anta, faturou medalha de bronze.

 Judo certa

Atleta da rede estadual de ensino de Minas Gerais conquista medalha de bronze no Judô. Foto: Marcus Cicarini

Olimpíadas Escolares

As Olimpíadas Escolares de 2011 foram disputadas por 26 delegações, sendo 24 estados brasileiros, mais uma equipe do Distrito Federal e outra da cidade sede, João Pessoa. As modalidades em disputa foram atletismo, badminton, basquete, ciclismo, futsal, ginástica rítmica, handebol, judô, natação, tênis de mesa, vôlei e xadrez. Nas suas fases estaduais, classificatórias para o evento nacional, as Olimpíadas Escolares reuniram mais de dois milhões de atletas de 40 mil escolas de 3.600 municípios brasileiros.

Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 18:35

Hortas ajudam a tornar o aprendizado mais lúdico em escolas do Estado

16/09/2011

Couve, alface e cebolinha são algumas das verduras que podem ser encontradas na horta da Escola Estadual Professor Wilson de Melo Guimarães, em Pará de Minas, na região central do Estado.  Os alimentos que são utilizados para tornar a merenda mais saudável e o aprendizado mais lúdico, são cultivados no espaço da própria escola e contam com um cuidado especial. Além de ser regada todos os dias, para ficar cada vez mais bonita é utilizado na horta adubo vegetal a base de restos de alimentos. “Aqui na escola temos uma regra. Todos têm que separar o lixo molhado do lixo seco. Utilizamos o lixo molhado, que é composto por restos de comida, para fazer a compostagem”, ressalta o diretor da escola, Maurício Abreu e Silva.

E.E. Professor Wilson

Estudantes aprendem sobre o processo de compostagem durante as aulas. Foto: Arquivo Escola

A compostagem é um processo de reciclagem da matéria orgânica que propicia um destino útil para os resíduos orgânicos, melhorando assim a estrutura dos solos. Na compostagem feita pela escola, eles utilizam esterco, restos de alimentos, grama, entre outros.  Além de servir de adubo para a horta, a compostagem é utilizada também como tema durante as aulas, é o que explica a professora de Ciências do ensino fundamental, Mara Fernanda Lopes. “Na aula de Ciências eu trabalho com eles a ação de fungos e bactérias presentes no processo de compostagem. Além disso, como o processo de decomposição é lento, os estudantes trabalham com a compostagem durante todo o ano”.

O estudante do 9º ano da E.E. Professor Wilson de Melo Guimarães, de 14 anos, Marlei Silva Viana, aprovou a ideia de trabalhar a decomposição dos alimentos na sala de aula e ter a oportunidade de ver como realmente acontece na prática. “Eu acho mais interessante, porque a gente lê e não sabe como a decomposição acontece. Tudo que eu aprendi falei com o meu pai, porque ele também mexe com horta”.

 

horta4

Horta ajuda os estudantes a aprenderem sobre a importência de uma alimentação saudável. Foto: Arquivo Escola

Tanto a horta quanto o processo de compostagem começaram de forma tímida, em 2007, para a feira de ciências. A ideia deu tão certo que hoje a escola conta com cerca de 500 pés alface, 40 pés couve, além de pés de cebolinha e de salsa. Além de ajudar no aprendizado dos estudantes, as verduras também ajudam a tornar a merenda mais saborosa. “Na merenda da escola sempre tem verduras da horta. Esses alimentos ajudam a tornar a merenda cada vez mais saudável”, afirma a cantineira da escola Isabel Cristina Góis. 

Em Uberaba, horta também ajuda no aprendizado

Na Escola Estadual São Benedito, em Uberaba, a ideia de criar uma horta na escola começou este ano. Na instituição, são os alunos são os responsáveis por regar e cuidar para que o espaço esteja cada vez mais bonito. “Os alunos do Projeto Escola de Tempo Integral já fizeram um pouco de tudo. Já prepararam o terreno, já plantaram e são os responsáveis por regar a horta”, ressalta o diretor, Henrique de oliveira Moreira.

 

E.E. São Benedito

Em escola de Uberaba, estudantes dão início ao plantio de mudas. Foto: Arquivo Escola 

O espaço também é utilizado para o desenvolvimento de trabalhos interdisciplinares. “Este ano, a professora de Ensino Religioso já desenvolveu um trabalho sobre plantas medicinais. Para finalizar o trabalho, os alunos plantaram Boldo e Erva Cidreira”, conclui o diretor.

Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 18:36

Escola de São João del-Rei utiliza o ‘momento da leitura’ como estratégia de ensino para os estudantes

15/09/2011

Grande colaboradora para o conhecimento do mundo, a leitura ganha todas as semanas um espaço especial na Escola Estadual João dos Santos, em São João del-Rei – Região do Campo das Vertentes. No ‘Momento da Leitura’, os estudantes param as atividades que estão realizando e fazem a interpretação de textos que ‘dialogam’ com a disciplina da aula realizada. “Teve um dia que o momento da leitura foi realizado na aula de Educação Física e o texto falava sobre sedentarismo. Da outra vez foi na aula de Biologia e o texto falava sobre o câncer”, comenta a estudante do 2º ano do ensino fundamental, Karen Santos Lima.

Na E E João dos Santos, os alunos participam de projeto de leitura. Foto: Arquivo da Escola

 O ‘Momento da Leitura’ é desenvolvido com alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e ensino médio, ocorre em esquema de rodízio, para que os professores não tenham seu planejamento pedagógico alterado. A aula de 50 minutos é dividida em duas partes, a da leitura que ocorre nos primeiros 30 minutos e a da interpretação e discussão do texto, nos 20 minutos restantes. “Os textos são repassados pela coordenação pedagógica. Nossas fontes estão no Centro de Referência Virtual do Professor (CRV), nas revistas, jornais e livros”, explica a supervisora Cléria Mara da Silva.

A supervisora ainda destaca que o ‘Momento da Leitura’ incentiva o aluno no desenvolvimento da oralidade. “Tem professores que após uma leitura de texto preferem desenvolver com os alunos uma atividade escrita, mas nesse primeiro momento o nosso fico esta na atividade oral, quando os alunos e professores fazem uma interpretação em conjunto”, completa.

Os assuntos dos textos são organizados de acordo com as disciplinas. Foto: arquivo da Escola

 O trabalho que está em sua terceira semana, também tem a função de prepará-los para exames e vestibulares. “Em minhas aulas procuro trabalhar o inglês de forma instrumental. Utilizo textos informativos, científicos, biografias e receitas, pois o Enem tem cobrado muito isso. É algo bem eclético”, conta a professora de Inglês, Maria Cristina Vaz de Melo Haddad de Lima.

Karen, personagem do início da matéria, reforça a ideia de que o projeto além de incentivar os alunos à leitura possibilita aos estudantes um acesso a informação que não teriam apenas nas aulas convencionais. “É interessante, pois dentro da aula de uma determinada disciplina falamos sobre assuntos que vão além do que é ensinado na escola. Assim, agente aprende mais”, avalia a estudante.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 13:34

Em escola do município de Berilo o conteúdo de Matemática é trabalhado de forma interdisciplinar

14/09/2011

Matemática. A matéria que procura dar aos estudantes a dimensão de quantidades, medidas e espaços mostra a sua aplicação prática em projeto interdisciplinar realizado na Escola Estadual Nossa Senhora Aparecida, no município de Berilo – Região do Jequitinhonha. Com o objetivo de estimular o interesse dos alunos pela área das exatas, a cada bimestre, a escola realiza uma gincana que elege a Matemática como tema central. Nesta quinta-feira (15/09), a escola fará uma Mostra dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos dentro do projeto. Na sexta (16/09), tem o encerramento do trabalho, com a realização de tarefas.

A ‘Gincana da Matemática’, é uma das estratégias utilizadas pela escola em seu projeto pedagógico para desenvolver a capacidade de raciocínio dos alunos do 6º ao 9º anos do ensino fundamental. Para a realização do trabalho, os estudantes são divididos em duas equipes: Radicais X Potência. “Cada gincana que desenvolvemos aborda um tema da disciplina. Na ‘Matemática divertida e curiosa’, gincana deste bimestre, os alunos prepararam trabalhos relacionados às figuras geometrias e aos ‘grandes matemáticos’”, explica a professora da disciplina Edione Teixeira de Oliveira. Ela também é a coordenadora do projeto.

Gincana da Matemática é realizada na EE Nossa Senhora Aparecida. Foto: Arquivo da Escola

Gincana da Matemática é realizada na EE Nossa Senhora Aparecida. Foto: Arquivo da Escola

Porém, as tarefas a serem desenvolvidas pelas equipes não são trabalhadas apenas dentro das aulas de Matemática. “Nas aulas de História, os alunos fizeram uma pesquisa sobre ilusão de óptica. Já em Língua Portuguesa, eles pesquisaram a história dos ‘grandes matemáticos’. Nas aulas de Arte, os alunos aprenderam a fazer desenhos a partir de mosaicos. O resultado desse trabalho pode ser conferido na quinta-feira (15/09), em uma exposição que será organizada na escola com o resultado dos trabalhos desenvolvidos nas oficinas que fazem parte da gincana”, completa a coordenadora do projeto.

Na sexta-feira (16/09) serão realizadas apresentações de algumas tarefas que feitas pelos estudantes desde o início do mês. Entre as provas estão dois desfiles: um sobre as figuras geometrias, que os alunos vestirão a caráter, e outro sobre os ‘grandes matemáticos’. Nesse dia, as equipes também vão realizar outras tarefas a serem propostas pela comissão da gincana. “O projeto é levado muito a sério. Os alunos se envolvem nas tarefas e nós fazemos a premiação com troféu e medalhas’, comenta a diretora da escola, Alaíde Assis Amaral.

Mosáico foi desenvolvido pelos alunos nas aulas de Arte. Foto: Arquivo da Escola

Mosáico foi desenvolvido pelos alunos nas aulas de Arte. Foto: Arquivo da Escola

“São dias que a gente aprende muita coisa. Eu sempre gostei de Matemática, mas a gincana me deixa mais interessada”, explica a estudante do 8º ano, Milene Amaral Fernandes. Ela ainda destaca que dentre as oficinas que participou, a que mais gostou foi a de tangram, na qual aprendeu a fazer uma espécie de quebra cabeça chinês a partir das peças que têm a forma de figuras geométricas. “Além de confeccionar as peças, nós aprendemos um mito sobre o tangran. Um senhor estava andando com um espelho que quebrou em sete partes. Com elas o senhor conseguia formar várias coisas. As sete peças do espelho correspondem ao número de peças do tangram”, lembra a estudante.

Projetos

A Escola Estadual Nossa Senhora Aparecida atende a 152 alunos do 1º ao 9º anos do ensino fundamental. Ainda na área de projetos, a instituição desenvolve outras ações interdisciplinares com os alunos. Na área da leitura, tem o ‘Viajando no mundo da leitura e da escrita’ que estimula a percepção e criatividade dos alunos por meio dos livros. No ‘Projeto História e Cultura da África’, os estudantes fazem uma pesquisa sobre as tradições, destacando as danças, comida e vestiário. A valorização do meio ambiente está no ‘Projeto Reutilizarte’. Em oficinas, os alunos desenvolvem oficinas para a formação de consciência ecológica e valores cidadãos. Entre os produtos confeccionados estão: boneca de palha, reciclagem de papel e enfeites com garrafas pet.

Nas aulas de Geografia, o destque ficou com a oficina de Tangram. Foto: Arquivo da Escola

Nas aulas de Geografia, o destque ficou com a oficina de Tangram. Foto: Arquivo da Escola

Avaliações

A iniciativa de estimular o interesse pelo aprender entre os alunos vem trazendo bons resultados para a escola no Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (Simave). No Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa), realizado em 2010, os alunos da escola conquistaram uma proficiência média de 674,5 pontos, enquanto a média estadual foi de 589,8 pontos.

Os bons resultados também estão presentes no Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Proeb), realizado em 2010. Entre os alunos do 5º ano do ensino fundamental, as proficiências médias em Língua Portuguesa e Matemática, foram, respectivamente, 251,0 e 255,6 pontos, enquanto na rede estadual foram de 217,1 e 235,1, respectivamente.

Projeto ressalta a cultura africana. Foto: Arquivo da Escola

Projeto ressalta a cultura africana. Foto: Arquivo da Escola

No último ano do ensino fundamental, os alunos também ficaram acima da média estadual. Em Língua Portuguesa, a média do estado foi de 255,7 e a da escola, 310,7 pontos. Em Matemática, a média da rede estadual foi de 268,9 e a da escola 314,3.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 14:23

Experiência vivenciada no maior laboratório de física de partículas do mundo é repassada aos alunos de escola estadual de Viçosa

13/09/2011

Para muitos professores de Física conhecer o mais importante laboratório de física de partículas do mundo é um sonho. Imagine então passar uma semana visitando laboratórios e conhecendo o funcionamento dos equipamentos do Centro Europeu de Pesquisa Nucleares (Cern), na cidade de Genebra, na Suíça. Foi essa experiência que a professora de Física da Escola Estadual Dr. Raimundo Alves Torres, na cidade de Viçosa, Regina Fátima Silveira Ferreira, vivenciou. “Conhecer o Cern foi uma experiência maravilhosa. É difícil falar o que eu mais gostei, foi tudo diferente”, afirma a docente.

Agora, o objetivo da professora é ser embaixadora do incentivo à pesquisa em sua cidade. Nesta segunda-feira (12-09), assim que retornou à escola, Regina já mostrou para seus alunos fotos da viagem e contou como foi a experiência. A ideia agora é expandir o conteúdo da visita para os demais estudantes da escola. A docente ainda pretende adaptar algumas experiências para ministrar para os alunos. “Nós fizemos experimentos que podem ser adaptados e que podem ser aproveitado na sala de aula, como um em que se pode visualizar a partículas. Além disso, as aulas que recebemos foram sobre Física moderna, que é o conteúdo ministrado no ensino médio”.

 

cern 012

Professora de escola escola estadual de Viçosa conhece o maior laboratório dede física de partículas do mundo. Foto: Arquivo Pessoal

O intercâmbio com o Cern selecionou 20 professores de 13 estados brasileiros, entre eles, três mineiros. Regina foi a única professora selecionada da rede estadual de Minas. Além dos brasileiros, participam do intercâmbio docentes portugueses, asiáticos e  africanos. Por serem todos, países que falam a língua portuguesa, durante a estadia no Cern, os docentes tiveram aulas no idioma e tiveram a oportunidade de trocar experiência.  

O intercâmbio acontece todos os anos e, no Brasil, conta com a coordenação da Sociedade Brasileira de Física (SBF). Originalmente voltado para professores de Portugal, em 2009 ele foi expandido para atender a todos os países lusófonos, ou seja, países que falam a Língua Portuguesa.

 cern 015

Educadora participou de visitas a laboratórios e conheceu o funcionamento dos equipamentos do Centro Europeu de Pesquisa Nucleares (Cern). Foto: Arquivo Pessoal

Seleção

O programa seleciona professores licenciados em Física ou que tenham licenciatura com habilitação em Física. É necessário estar em atividade de docência, em sala de aula, em turmas do ensino médio.  Além disso, os professores devem atuar na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, em escolas de Ensino Médio das diversas redes estaduais, em escolas municipais ou privadas. Entre os critérios utilizados na seleção esteve a participação em projetos de formação de professores, a participação como professor credenciado na Olimpíada Brasileira de Física, entre outros.

Centro Europeu de Pesquisa Nucleares (Cern)

O Centro fica perto da fronteira entre a Suíça e a França, nas proximidades de Genebra. É ele que abriga o Large Hadron Collider (LHC), maior acelerador de partículas do mundo, destinado a recriar, em suas colisões, condições similares às que existiram nos primeiros instantes de vida do Universo.

 

Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 17:55

Solidariedade em dobro

12/09/2011

As quartas-feiras são dias especiais para alunos do 9º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Armando Santos, em Araxá. São nesses dias da semana que cerca de 10 estudantes levam alegria para mais de 40 idosos de um asilo da cidade. Os alunos participam do ‘Projeto Idosos Seremos um Dia’ e por meio de música, brincadeiras e muita descontração, as tardes dos idosos ganham um pouco mais de cor. O estudante do 9º ano, Matteus Ribeiro Araújo, participa do projeto desde o início deste ano e para ele não há nada de mais prazeroso que levar alegria para as pessoas que estão na melhor idade. “Algumas vezes eu me visto de palhaço. O projeto é muito bom, porque leva um pouco de alegria para eles”.

Para tornar as tardes dos idosos mais alegres, os estudantes levam papel para que eles possam desenhar e imagens para serem coloridas. Músicas são utilizadas para que eles possam cantar e brincadeiras para descontrair o ambiente. As visitas acontecem durante o período da tarde, no contraturno das aulas, e duram em média quatros horas. O projeto é desenvolvido na escola há cerca de seis anos.

Para a coordenadora do ‘Idosos Seremos um Dia’, Agda Mariza Pinto, o objetivo maior da iniciativa é despertar o sentimento de solidariedade nos alunos. “Sempre passamos nas turmas apresentando o projeto. Em todas as visitas tiramos fotos e mostramos nas salas de aula no intuito de despertar nos estudantes o interesse pelo projeto. Já que os alunos serão idosos um dia é importante despertar neles o sentimento de respeito e valorização”.

Estudantes deixam a tarde de idosos mais divertida em asilo de Araxá. Foto: Arquivo Escola

Estudantes deixam a tarde de idosos mais divertida em asilo de Araxá. Foto: Arquivo Escola

Para o estudante Matteus, além de despertar nos alunos o sentimento de solidariedade, o projeto possibilita a troca de experiências. “Nós temos a oportunidade de sentar e conversar com eles. Eles contam as histórias da vida deles e a maioria delas são tristes. Tenho colegas que chegam a chorar”. No final do ano, a escola participa de uma campanha para arrecadar donativos para o asilo. Além dos alunos, muitos pais também participam da iniciativa.

Outra instituição que leva alegria para os moradores de Araxá é a Escola Estadual Professor Luiz Antônio Corrêa de Oliveira. O ‘Grupo Polialegria’ tem o objetivo de  tornar o aluno o protagonista de seu aprendizado, utilizando o voluntariado para aprimorar seus talentos e conhecimentos, levando a terapia do riso a todos os ambientes de convivência.

O Grupo é composto por cerca de 10 alunos, que se vestem de palhaços e fazem apresentações na escola onde estudam, em asilos e creches da cidade. Para a estudante do 3º ano do ensino médio, Laura Amâncio Rezende, as visitas servem para trazer novos valores para os jovens. “O trabalho me trouxe valores maravilhosos, depois disso eu sou outra. Aprendi valores como disciplina, respeito e a aceitar as diferenças. Coisas que para nós são pequenas, para eles se tornam grande”.

Vestidos de palhaço, estudantes divertem crianças de creche de Araxá. Foto: Arquivo Escola

Vestidos de palhaço, estudantes divertem crianças de creche em Araxá. Foto: Arquivo Escola

Segundo a coordenadora do projeto, Melina de Paulo, o projeto existe há pouco mais de três anos. “A ideia inicial era criar um grupo de teatro. Em conjunto, professores e alunos, decidiram visitar creches e asilos tendo como inspiração o trabalho feito pelos Doutores da Alegria”. Como preparação, os alunos participaram de oficinas com profissionais especializados na área para aprender um pouco mais sobre postura e linguagem corporal.

As apresentações do Grupo não têm uma rotina. Elas acontecem geralmente em datas comemorativas, como Dia das Crianças e na Semana do Idoso. Por meio de parceria com a prefeitura municipal, a escola participa ainda de campanhas. Além disso, no ano passado, os alunos trabalharam com materiais recicláveis em um evento da escola. Eles construíram brinquedos e presentearam as crianças de uma creche do município.

Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 17:39

Alunos de escola em Juiz de Fora despertam a imaginação ao criarem histórias a partir de livros com imagens

09/09/2011

Era uma vez… Assim começam muitas histórias infantis. Porém, o desenrolar dos contos que costumam prender à atenção da criançada não precisa ser o mesmo. Na Escola Estadual Mercedes Nery Machado, em Juiz de Fora – Zona da Mata, os alunos do 5º ano do ensino fundamental são convidados a deixar a imaginação fluir e a partir das mesmas imagens, contidas em um livro, criarem diferentes histórias.

“Queria desenvolver algo que aguçasse a imaginação dos meus alunos. Pensei em pedir que eles construíssem suas histórias a partir de um livro de imagens que sugere uma paixão entre dois lápis. Foram criadas várias histórias”, explica a professora Soraia Vidal de Souza Alvim. Para desenvolver o trabalho, a professora escolheu o livro ‘História de Amor’, da escritora Regina Coeli Rennó.

Projeto leva alunos a despertar a imaginação. Foto; Arquivo da Escola

O projeto que está em sua reta final foi desenvolvido durante um mês com os alunos, na biblioteca da escola. Dividido em quatro etapas, a atividade busca despertar nos estudantes a criatividade e a capacidade de criarem textos; conhecer as diversas fases do processo de montagem de um livro, além de desenvolver o hábito e o gosto pela leitura e a escrita.

“Na minha história eu disse que o lápis azul e o rosa eram namorados, mas chegou o lápis amarelo e o azul ficou gostando dele. Então, o lápis rosa ficou muito triste, entrou no barco e foi embora. Não teve jeito, o namoro acabou mesmo”, resume o estudante Wanderson Borges Porcílio de Assis, 12 anos.

Já a aluna Mariane Pironi Santos teve um pensamento mais otimista e acredita que os dois lápis tenham ficado juntos no final da história. Acho que a personagem lápis rosa foi para a casa da mãe dela. O lápis azul percebeu que o amor é maior que uma cor e por isso foi atrás dela para pedir desculpas. Eles ficaram juntos e o mar reconheceu o amor dos dois, por isso que no final da história o mar fica nas cores rosa e azul”, imagina a estudante.

Para a estudante Raissa Pereira Souza, de 11 anos, o projeto possibilitou aos alunos a oportunidade de criar histórias a partir da visão de cada um. “Eu achei muito bom. Nós imaginamos as histórias e contamos como a gente queria que fosse”, comenta a estudante.

As várias releituras da obra feita pelos estudantes se transformaram em livros que ficam disponíveis, na biblioteca, para a consulta dos alunos. “Assim, os outros alunos vão poder conhecer o resultado do nosso projeto que é fruto da imaginação de vários estudantes”, avalia a professora.

Bom desempenho no Programa de Avaliação da Educação Básica

 Com um projeto pedagógico que desperta o envolvimento dos alunos, a escola já encontra motivos para continuar investindo em ideias desse tipo. No Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Proeb), a escola possui médias de desempenho superiores à do estado.

O programa que avalia os alunos nas áreas de Língua Portuguesa e Matemática mostrou que, na última edição, em 2010, os alunos da Escola Estadual Mercedes Nery Machado tiveram uma proficiência média de 223,6 pontos em Língua Portuguesa, enquanto a média dos alunos da rede estadual foi de 217,1. No campo das exatas, o bom desempenho se repete. Enquanto a média da rede estadual foi de 235,1, a média dos alunos da escola foi de 245,0 pontos em Matemática.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 14:56

Escolas mineiras comemoram a independência do Brasil

08/09/2011

No dia de ontem, o Brasil comemorou mais um aniversário de sua Independência. A data símbolo do patriotismo nacional foi celebrada também pelos estudantes das escolas mineiras, entre elas as escolas estaduais

 

EE Professora Francisca Rodrigues participa de desfile com tema 'Igualdade' Foto: Arquivo da Escola

A Escola Estadual Professora Francisca Pereira Rodrigues, no município de Piraúba – Zona da Mata, mostrou seu patriotismo em um desfile que teve como tema a ‘Igualdade’. Entre os participantes estavam cerca de 50 alunos e professores que participam do Programa Educacional de Atenção ao Jovem (Peas Juventude).  A comemoração que ocorreu no próprio município contou com a participação de, aproximadamente, 120 alunos. “Procuramos mostrar como a igualdade deve ser trabalhada a partir da escola. Dentro do tema, o nosso desfile mostrou as igualdades: jurídica, de direito, racial e social”, explica a diretora, Andressa Demolinari Neiva.

A Fanfarra da EE Dona Matarazzo, em Lavras, foi um dos destaques do desfile na cidade. Foto: Arquivo da Escola

Na Escola Estadual Dora Matarazzo, no município de Lavras – Campos das Vertentes, o patriotismo também não foi deixado de lado. Ao som dos bumbos, surdos, taróis, caixas e cornetas, a Fanfarra Dora Matarazzo, apresentou o resultado de mais de dois meses de ensaio.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 13:44

SEE|
Rod. Pref. Amrico Gianetti, s/n - B.: Serra Verde - BH/MG - Prdio Minas /11 Andar - CEP 31630-900 - Tel.: (31) 3916-7000
Todos os direitos reservados - Aspectos legais e responsabilidades