Depois de muito estudo alunos apresentam resultado de seu trabalho em Mostra Cultural

08/07/2011

Adriana Júlia dos Reis Souza, de 29 anos, é moradora da cidade de Ipatinga e há dois anos decidiu voltar a estudar. A ideia inicial era apenas retomar os estudos, já que no município de Caratinga, na regional Vale do Aço, ela não tinha essa oportunidade. Mas quando chegou à escola perto de sua casa para fazer sua inscrição foi apresentada a ela a possibilidade de fazer, também, um curso profissionalizante.  Como estava começando a trabalhar com a venda de cosméticos, a estudante não desperdiçou a chance. Durante um ano e meio ela assistiu a aulas do curso de Gestão em Pequenas Empresas – PEP EJA e com o passar do tempo pode perceber um crescimento nas vendas. “No início eu não sabia nada e era muito tímida. O curso me ensinou a abordar o cliente e a importância de se conhecer a necessidade de cada pessoa para que assim possamos apresentar produtos que atendam as suas necessidades”.

Além de Adriana, mais de 20 estudantes da Escola Estadual Selim José de Salles, que também fizeram o curso profissionalizante irão apresentar na noite de hoje o que aprenderam no curso. Para a ‘1ª Mostra Cultural Empreendedores de Sucesso’ os alunos foram divididos em grupos e cada um ficou responsável por um tema que foi estudado durante o curso. Empresas de Sucesso, Finanças, Franquias, Gestão de Qualidade e Marketing e Responsabilidade Social são assuntos que serão trabalhados nos stands da turma.  Segundo o orientador de aprendizagem do curso José Alves Drumond, como um dos objetivos do curso é desenvolver nos alunos a capacidade de atuação nos processos administrativos, em conjunto com eles, foi decidido o tema da Mostra e as atividades a serem desenvolvidas.

E.E. Selim José de Salles

Durante a Mostra, empresas da região que contribuíram para o desenvolvimento educacional dos estudantes também terão stands no evento. “São empresas onde os alunos puderam fazer trabalhos escolares e alcançar um desenvolvimento educacional”, afirma a diretora da escola, Maria Aparecida Ferreira. Alunos do ensino médio e universidades também terão seus espaços garantidos. Os temas que eles irão abordar estão relacionados às profissões. “Eles terão a oportunidade de falar, por exemplo, sobre o que o profissional de cada curso faz”, conclui a diretora.

A Mostra acontece nesta sexta-feira às 19 horas, na própria escola. No evento Adriana vai ter a oportunidade de vencer a timidez mais uma vez e apresentar para a família e amigos o resultado de anos de estudo. “O curso só acrescentou coisas positivas na minha vida. Até penso em abrir meu próprio negócio no futuro”, afirma.

 

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 18:17

Vários caminhos que podem levar ao aprendizado

Seja às sete horas da manhã, ou uma da tarde. Não importa o horário é a leitura que marca o início das aulas na Escola Estadual Necésio Tavares, no bairro Alto Vera Cruz, em Belo Horizonte. A imersão no universo da fantasia começa pelas salas de aula que têm nomes de histórias que habitam a imaginação das 498 crianças que lá estudam nos anos iniciais do ensino fundamental. Ao passar pelas 12 salas é possível encontrar a turma do Sítio, da Pequena Sereia e da Mônica, por exemplo. Dentro destes espaços é com o ‘Baú da Leitura’ que as aulas começam. Com vários tipos de textos como encartes de lojas, embalagens de produtos, bulas de remédios e pequenas histórias, que variam de acordo com o nível de ensino da criança, os alunos fazem a leitura e compartilham com toda a turma.

O ‘Baú da Leitura’ é utilizado pela escola como uma forma de trabalhar o Programa de Intervenção Pedagógica (PIP) com os alunos. “O PIP partiu de um momento em que a escola estava com muita dificuldade para descobrir a defasagem de alunos. Ele veio como um instrumento a mais para o professor. O programa é a mola mestra, mas tem suas ramificações, que são os trabalhos que buscamos fazer aqui na escola”, explica a diretora, Marly do Carmo Soares Barreto de Melo.

Momento de contação de histórias faz a alegria entre os alunos do 1º ano. Foto: Hudson Menezes

Para os pequenos que estão na fase da alfabetização, a escola adota o ‘Bichonário’. Ao introduzir as letras do alfabeto, os professores buscam exemplos nos animais, como o elefante para ensinar a letra ‘E’ e a joaninha para ensinar o ‘J’. Já a ‘Contação de Histórias’ é utilizada pelos professores para trabalhar a oralidade como os alunos. Na atividade, o estudante é convidado a contar uma historia para os colegas de sala. Quem não se lembra das clássicas perguntas da Chapeuzinho Vermelho ao Lobo Mau: “’Para que esses olhas tão grandes?’ ‘É para te ver melhor.’ ‘Para que essas orelhas tão grandes?’ ‘É para te ouvir melhor’”, lembra a pequena Kézia Gabriele da Silva, em um dos momentos de contação realizados na turma do 1º ano.

“Nesta parte, a gente trabalha com eles os cinco sentidos, o que representa a interdisciplinaridade das ciências com a historinha. Um aprendizado adquirido de forma mais prazerosa e lúdica”, explica a professora Aparecida Pimenta Braga.

O 'Baú da Leitura' apresenta textos que variam de acordo com o ano de escolaridade da criança. Foto: Hudson Menezes 

Mas para quem pensa que a Matemática fica esquecida, está enganado. Com encartes de supermercados, os alunos aprendem noções básicas de matemática financeira. “Nós comparamos o preço dos produtos, verificamos se é mais vantagem comprar em um determinado lugar, ou outro, se é melhor comprar a prazo, ou à vista”, explica a professora do 4º ano, Delma Cristina Couto Silva.  Outros recursos que servem de apoio aos professores estão relacionados à utilização de material concreto. Para trabalhar as unidades, dezenas e centenas, são utilizadas tampinhas de garrafa pet. Cada cor representa um elemento do sistema de numeração decimal.

Na edição mais recente do Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa 2010), realizado com alunos do 3º ano do ensino fundamental na área da leitura, a escola teve desempenho superior à média do estado. Enquanto na Necésio Tavares, o índice da proficiência foi de 647,1, a média do estado foi de 589,8.

Educação ambiental e participação da família

Na escola, o meio ambiente também é assunto nas salas de aula. Como a instituição não dispõe de um espaço para fazer um jardim, uma saída encontrada foi o plantio em vasos de mudas que enfeitam toda a escola. A atividade foi feita na Semana do Meio Ambiente. Os cuidados necessários para evitar a proliferação da Dengue também foram discutidos com os alunos no período.

O trabalho bem sucedido da Escola Estadual Necésio Tavares também busca envolver a participação dos pais. “Eles precisam se sentir valorizados na escola de seus filhos. Sempre que realizamos reuniões buscamos fazer uma acolhida, ler uma mensagem, servir um lanche. Se o pai não pode vir no dia marcado, nós tentamos agendar um outro horário para que ele converse com o professor de seu filho. Um momento para o atendimento deste pai pode ser o horário utilizado pelo professor para planejar sua aula. O importante é que ele sinta que sua presença tem valor para a escola”, explica a supervisora, Márcia Aparecida da Silva Oliveira.

Salas enfeitadas ajudam no universo lúdico criado na EE Necésio Tavares. Foto: Hudson Menezes

Parecerias que agregam conhecimento

Ao extrapolar os muros da escola, os educadores também buscam atividades que visem complementar a formação cidadã dos alunos. Um exemplo é a participação no ‘Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd)’, da Polícia Militar de Minas Gerais. O Proerd busca prevenir o uso indevido de drogas e combater a violência entre os jovens. Desenvolvido na escola há cinco anos, o projeto conta com uma aula semanal de 50 minutos, por turma, dada por um policial. Ao término do curso os alunos são diplomados.

Os pequenos também recebem orientações de primeiros socorros e de como evitar acidentes por meio de uma parceria com o Hospital Sara Kubitscheck. No âmbito da educação no trânsito, a escola realiza um trabalho de conscientização com a BHTrans. Ao visitar a Transitolândia, os estudantes aprendem o significado da placas e importância de pedestres e motoristas conscientes.

 

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 12:15

Do conto ao livro: a trajetória de um pequeno leitor

07/07/2011

Foi na Escola Estadual Duque de Caxias, localizada no bairro Santa Helena, em Belo Horizonte, que Felipe Antônio dos Santos Silva, de 8 anos, descobriu a maneira mais rápida e fácil de conhecer outros mundos. Por meio da leitura, o estudante do 3º ano do ensino fundamental é capaz, por exemplo, de conhecer a Floresta Amazônica ou fazer uma viagem à lua. Durante sua viagem ao mundo das fantasias ele pode levar uma colcha feita com pequenos fragmentos da história de vida dos seus colegas do 5º ano e uma almofada pedagógica decorada com trechos de poesias. Enquanto estiver ‘longe de casa’, Felipe só não pode esquecer-se de escovar os dentes, dica dada por seu amigo ‘Jacaré com dor de dente’. A colcha, as almofadas e o amigo jacaré fazem parte de alguns dos projetos de leitura que são desenvolvidos por todas as turmas da escola.

Quando estava no 1º ano do ensino fundamental, Felipe participava do “Hora do Conto” e levava para casa os bonequinhos Joãozinho e Mariazinha. Em casa, toda a família interagia com os bonecos e escutava a história do livrinho que o estudante levava. Felipe tinha uma semana para elaborar uma forma criativa de contar para seus colegas os trechos que mais gostou da história.  Já seus pais tinham que retratar em um caderno como foi a estada de Joãozinho e Mariazinha em sua casa. Foi no 1º ano também que Felipe ficou conhecendo o Jacaré. “As professoras têm um avental com um desenho enorme de jacaré. Nele tem alguns bonequinhos, como a escova de dente e o fio dental que são utilizadas para incentivar a escovação”, afirma a diretora da instituição, Maria Eliza Mendes de Almeida Resende.

Escola Estadual Duque de Caxias

Todas as turmas têm trabalhos voltados para a leitura. Foto: Geanine Nogueira /ACS SEE

No 2º ano, com a “Sacolinha de Leitura” o estudante teve a oportunidade de levar para casa um bichinho de pelúcia e ler para seus pais o livro “O gato e o burrinho”.  Na sala de aula ele fez o reconto da história para seus colegas e usou o burrinho para ilustrar a narrativa. Hoje no 3º ano, o estudante lê cada vez mais livros e tudo é registrado no “Diário de Bordo” seja por meio de textos ou de desenhos. Devido ao seu amor pela leitura, o pequeno leitor já chegou a desenhar uma ‘árvore de livros’. “Eu gosto muito de ler, na minha casa leio jornal e livros de Geografia, porque gosto de saber das histórias das cidades e países”. Mesmo sem saber quais histórias o futuro guarda, Felipe já está ansioso para passar de ano. “Quero muito saber quais livros vou poder ler no 4º ano”, afirma. No 4º ano, o estudante terá a oportunidade de conhecer novos gêneros textuais. Neste período a escola trabalha as revistinhas em quadrinhos e por meio do projeto “Contador de Histórias” os alunos são responsáveis por fazer o resumo dos textos.

E como na escola grande parte dos trabalhos dos estudantes transformam-se em livros, a professora de Matemática pediu para os alunos do 5º ano escreverem textos sobre a importância do meio ambiente. Mas o detalhe do trabalho é que as ilustrações deveriam ser feitas com formas geométricas. Segundo a diretora da instituição, o segredo para o sucesso da escola está no incentivo da leitura a na participação dos pais nos eventos e na vida escolar dos alunos. No mês de outubro a escola irá realizar uma mostra cultural. O tema deste ano é “As Minas são muitas” e a participação dos pais é certa.

Escola Estadual Duque de Caxias

Felipe folheia os livros produzidos pelos colegas. Foto: Marco Evangelista / Secom

A escola…
A E.E. Duque de Caxias atende a 571 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. Na última edição do Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa), os alunos do 3º ano tiveram desempenho superior à média do Estado. Enquanto a escola atingiu o índice de proficiência 700,7, a média do Estado foi de 589,8. Já no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2009, avaliação que mede a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino, a instituição ultrapassou novamente a nota de Minas Gerais, o estado mais bem colocado do país. A pontuação da escola foi 7.5 e a do Estado 5.8.

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 19:18

Educação sai das salas de aula e conquista os ares com estudantes de escola em Itajubá

06/07/2011

Tentar entender o que faz um avião se sustentar no ar sempre foi uma das curiosidades do jovem Marcos Gabriel Carvalho de Oliveira, de 15 anos. “Desde pequeno achava bonito ver um avião voando, depois quis entender como isto podia acontecer”, explica o estudante que cursa o 1º ano do ensino médio na Escola Estadual João XXIII, em Itajubá, no  Região Sul do Estado. Hoje, Marcos tem a oportunidade de encontrar respostas para suas curiosidades. Ele faz parte de um grupo de 46 alunos da Escola Estadual João XXIII que participam do projeto de aeromodelismo ‘Educação nas alturas com os pés no chão’, desenvolvido pela Universidade Federal de Itajubá. Nesta terça-feira (05/07), os alunos fizeram uma visita à fábrica de aviões Elibrás, em Itajubá. Outros grupos de estudantes também terão a oportunidade nos dias nos 12 e 14 de julho, “Nós vamos conhecer um helicóptero, o seu processo de construção e alguns modelos fabricados pela empresa”, adianta o estudante.

Estudantes da EE João XXIII visitam a fábrica de aviões Helibrás. Foto; Arquivo da Escola

A visita à Elibrás faz parte de um cronograma de atividades estabelecido para o projeto. Com o tema aviação, as ações buscam fortalecer o processo educativo dos alunos do 1º ano do ensino médio. Na Física, os estudantes aprendem como uma aeronave consegue voar; na Matemática são feitos os cálculos dos deslocamentos das aeronaves; com a Geografia são trabalhamos os conceitos de latitude e longitude. Na História, os alunos aprendem, em uma linha do tempo, a história da aviação que vai do 14 Bis às aeronaves atuais.

A relação com as disciplinas estudadas na escola não para por aí. Os compostos químicos utilizados na construção das aeronaves são estudados na Química, assim como o estudo de Inglês se faz importante, por ser a língua técnica utilizada na aviação.  “Geralmente os alunos estudam essas disciplinas sem uma aplicação. Nós partimos do problema, o avião voando, por exemplo, para o conteúdo tentando entender esse processo. Vamos resgatando esses conteúdos aplicados à educação”, argumenta o coordenador do projeto na Universidade Federal de Itajubá, Luiz Lenarth Gabriel Vermaas. Para a realização das atividades, os alunos se organizam em dois grupos que possuem duas horas semanais de aula. As atividades são realizadas no contraturno do ensino regular.

Pais e alunos assistem a palestra sobre aeromodelismo. Foto: Arquivo Pessoal

Outra interessada nos estudos da aviação, a estudante Ana Caroline Consentino Batista observou que as aulas nos ensino médio ficaram mais atrativas.  “Eu aprendi sobre as forças que fazem o avião voar, além das aplicações de conceitos da Física. Também sei um pouco do Inglês utilizado para passar as orientações na aviação e sobre os fenômenos relacionados à mecânica do avião. Nas aulas do projeto utilizamos os simuladores de vôos no computador”, detalha.

“Na semana passada fizemos uma avaliação com os pais e alunos, na qual destacamos os pontos positivos e negativos das atividades do projeto. Observei que há uma aceitação muito grande deles. É no 1º ano do ensino médio que alunos têm o primeiro contato com as disciplinas de Física e Química. O projeto auxilia muito na parte prática do ensino dessas disciplinas”, avalia a coordenadora do projeto na escola, Ediléia Ribeiro Santiago.

Demoiselle será recriado pelos alunos da EE João XXIII durante o projeto. Foto: Arquivo Pessoal

Com programação prevista até novembro de 2011, os alunos ainda vão ter a oportunidade de construir um aeromodelo, o Demoiselle, que foi o segundo avião criado por Santos Dumont. “Os alunos vão montar e poder voar com esse aeromodelo”, adianta Luiz Lenarth.  Uma visita ao Museu da TAM, também está prevista para o segundo semestre. As atividades do projeto estão previstas até o mês de novembro.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 12:10

Escola do Triângulo completa 100 e é homenageada pela Câmara Municipal de Uberlândia

20/06/2011

A cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, está em festa. É que a escola mais antiga do município está comemorando 100 anos. Criada em 20 de junho de 1911, a Escola Estadual Bueno Brandão foi construída para comemorar um acordo de paz firmado entre os dois grupos políticos da cidade e hoje atende a mais de 1300 alunos. Além de fazer parte da história de Uberlândia, a instituição que oferece ensino fundamental e médio, Educação para Jovens e Adultos (EJA) e o Programa de Educação Profissional para Jovens e Adultos (PEP EJA), vai ajudar a contar a trajetória do município. É que será reinaugurado, em julho deste ano, o museu da instituição. O acervo ficará exposto na entrada da escola e segundo o diretor, Vladimir Rodrigues Queiroz, na exposição os visitantes irão encontrar carteiras utilizadas no século passado e o primeiro Jornal Minas Gerais. “Temos também uma coleção de jornais que datam de 1908 a 1920, que narram fatos históricos da cidade. No Museu também será possível encontrar diplomas dos primeiros alunos e fotos antigas da cidade e da escola”.

A história da escola começa em um cenário de disputas políticas. No período da Republica Velha havia em Uberlândia dois grupos políticos rivais: um era ligado ao Partido Republicano Mineiro e o outro ao Partido Municipal.  No dia 5 de maio de 1911, o então governante do Estado, Júlio Bueno Brandão, esteve em Uberlândia e reuniu-se com os dois grupos e conseguiu fazer com que eles firmassem um acordo de paz e para celebrar esse acordo Bueno Brandão prometeu construir um grupo escolar na cidade. No dia 20 de junho daquele ano foi assinado o Decreto de Criação Nr 3200. No início a escola atendia apenas a alunos da 1ª a 4ª séries. Em, 1935, a instituição foi a primeira escola de Uberlândia a oferecer o ensino noturno.  Já em 1973, o então governador de Minas Gerais e ex-aluno da Escola Estadual Bueno Brandão, Rondon Pacheco, fez a extensão de séries e a escola começou atender alunos da 8ª série. Desde fevereiro de 1991, a instituição oferece o ensino médio e a partir de 2002 começou a atender a alunos portadores de necessidades especiais.

Pela comemoração dos seus 100 anos a escola recebe, hoje, em sessão solene, no Plenário “Homero Santos” da Câmara Municipal de Uberlândia o Diploma de Honra ao Mérito. Já aos diretores, vice-diretores e ex-diretores será oferecida a Moção de Aplauso, que é um diploma que simboliza o reconhecimento da comunidade . Já na escola as comemorações começaram no dia 5 de maio, data em que a cidade comemora o acordo de paz. Neste dia os estudantes fizeram uma passeata ao redor da escola para simbolizar um abraço ao complexo escolar. A passeata foi acompanhada por muita festa e música. Os alunos cantaram o famoso “Parabéns a você” para a escola. Fato que para a estudante do 1º ano do ensino médio, Lorena Camilo, de 15 anos, foi um dos mais marcantes da comemoração do centenário. “O que eu mais gostei foi de participar do abraço à escola. É muito interessante estudar em um local que tem tanto valor cultural para a cidade”.

Escola de Uberlândia completa 100 anos nesta segunda-feira

Escola de Uberlândia completa 100 anos nesta segunda-feira

Durante toda esta semana os estudantes irão participar de uma Mostra de Talentos. “No evento, os alunos têm a oportunidade de mostrar o que eles sabem fazer, como cantar e dança”, afirma Vladimir Rodrigues, que antes de ser diretor da escola foi estudante da instituição e também professor. “Meus pais e filhos estudaram nessa escola. Hoje não trabalho pelo salário, mas sim por amor”, afirma. Entre os projetos desenvolvidos pela instituição está o Programa de Aprofundamento de Estudos, que oferece aos estudantes do ensino médio a chance de estudar as disciplinas que irão cair no vestibular. A escola também trabalha o Programa de Intervenção Pedagógica (PIP). O Programa propõe aos professores utilizar os resultados das avaliações de desempenho, como o Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa) e o Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Prroeb) e as avaliações internas, que são realizadas pelas próprias escolas, para propor melhorias no currículo e alavancar o desenvolvimento dos estudantes.

Ao longo destes 100 anos, a instituição também procurou sempre incentivar os alunos a participarem de competições estaduais. Em 2010, o time futsal masculino da escola foi campeão mineiro dos Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG). Alunos da escola também já foram condecorados com a medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 19:03

Laboratórios de Informática de escolas mineiras funcionam como extensão das atividades em sala

A última reforma já faz mais de dez anos, mas quem passa pelo Laboratório de Informática da Escola Estadual José Bonifácio, em São Vicente de Minas – Zona da Mata, observa um laboratório que, além de bem equipado, com 22 computadores e uma lousa eletrônica, também apresenta um bom estado de conservação. Os cuidados com as máquinas e o próprio espaço, utilizado para aulas e pesquisas, é feito pelos funcionários das escolas e os quase 1100 alunos dos anos finais do ensino fundamental, ensino médio e estudantes da Educação de Jovens e Adultos. “Todo início de ano letivo, na recepção dos alunos, a escola apresenta as regras de convivência a serem seguidas pelos alunos, entre elas está o cuidado com o laboratório”, explica a vice-diretora da escola, Kelly Lislie Júlio.

Nas paredes estão orientações como: ‘Não é permitido alimentar neste local’ e ‘Não é permito rabiscar as paredes’. Porém, além dos recados, o técnico do laboratório passa as instruções de uso dos computadores para os alunos, quando vão ao local.  Com tantas medidas de preservação, a escola, além de ter um laboratório bem cuidado, também foi selecionada pelo ‘Escola de Minas’, como uma das escolas estaduais que atuam na preservação da rede física, neste caso, o Laboratório de Informática, que teve sua última reforma em 06/02/1999.

EE José Bonifácio 1

Além das aulas e pesquisas, o espaço é utilizado para as atividades do ‘Escola de Tempo Integral’ e, até o ano de 2010, era o local de realização dos cursos dos cursos de informática do projeto ‘Formação inicial para o Trabalho’, da Secretaria de Estado de Educação.

A estudante do 3º ano do ensino médio, Karine Guimarães Dias, de 17 anos, acredita que o espaço, além de atrativo, serve de auxílio para os alunos que não tem acesso à internet. “Muitas vezes, nós usamos o laboratório para complementar os estudos da sala de aula e para fazer as atividades que os professores passam. É um ótimo lugar, principalmente para os alunos que não têm computador em casa”, explica a estudante.

A conservação também é uma meta presente na Escola Estadual Euzébio Cabral, em Governador Valadares – Região do Vale do Aço. Com cerca de 500 alunos dos anos iniciais do ensino fundamental, a escola é a única do bairro São Pedro e por isso buscou otimizar o seu espaço físico, como uma sala multiuso em que funciona o laboratório de informática, a sala de movimento (trabalho corporal) e a sala de vídeo. Com tamanha importância, o espaço que teve sua última reforma em 2007, também é um dos destaques do ‘Escola de Minas’, ao ser considerado um exemplo de conservação do espaço.

EE Euzébio Cabral

“Aqui nossos alunos já sabem da importância de preservar o espaço. Eles ajudam a decorar a escola com enfeites, inclusive o Laboratório de Informática, por isso sabem da importância de cuidar”, lembra a diretora, Elizeth Vial Neves.

Como uma extensão da sala de aula, o Laboratório de Informática também serve como reforço para o aprendizado dos alunos. “De quinze, em quinze dias, cada turma visita o laboratório. Eu procuro trabalhar com os alunos atividades que reforçam o trabalho dos professores na sala de aula. Utilizo jogos para aprimorar esses ensinamentos”, explica a professora do laboratório, Euzena Gobera de Almeida.

São 24 computadores que servem de apoio para o trabalho dos professores em sala. Por meio dos jogos virtuais, estudantes do ciclo da alfabetização fazem atividades que estimulam os princípios básicos de cada disciplina. “Eu brinco de joguinho de Matemática, de contar dinheirinho, de Português”, lista a pequena Elisa Gomes da Silva, estudante de sete anos que cursa o 2º ano do ensino fundamental.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 15:14

Estudantes são-joanenses desbravam caminhos do conhecimento em projeto desenvolvido na Serra São José

17/06/2011

Os estudantes da Escola Estadual Doutor Garcia de Lima vão botar o pé na estrada em busca de conhecimento. Nesta sexta-feira, 150 alunos do 1º ano do ensino médio da escola vão caminhar pela Serra São José, entre as cidades de São João del-Rei e Tiradentes, e pelo caminho, além do ar puro, eles estarão em contato com os estudos. Durante a atividade chamada de Enduro Escolar, os jovens vão percorrer cerca de sete quilômetros, nos quais vão aprender sobre a importância do patrimônio histórico e ambiental da região em que vivem, além de relembrar o que vêm estudando ao longo do ano nas disciplinas da escola regular, como História, Matemática, Geografia, entre outras.

Os jovens serão divididos em 30 equipes, cada uma delas competindo para chegar no tempo certo e com o máximo de pontos na bagagem. Ao longo do caminho, cada uma das equipes tem que parar em 10 pontos da Serra e em cada um desses pontos os integrantes devem responder a perguntas sobre as disciplinas. “É um enduro de regularidade, quem chegar no tempo certo e com o maior número de perguntas respondidas, ganha”, explica a professora de História, Rosana Cipriani Giarola, organizadora do Enduro.

Professores de nove disciplinas participam do enduro e vão aproveitar o trajeto para explicar, na prática, o conteúdo que tentam passar em sala de aula. Na disciplina Biologia, por exemplo, os jovens vão identificar as interferências humanas no ambiente e a adaptação dos seres vivos no local. Já em Matemática, os estudantes vão pode usar a semelhança de triângulos para calcular distâncias, como a altura da Serra. O mesmo se repete em Geografia, Filosofia, Língua Portuguesa, História, Artes e Educação Física. A aula da professora de Física, Kely Cruz, só terá início na viagem de volta. A programação prevê que a turma volte para São João del-Rei de Maria Fumaça e é aí que a professora vai aplicar o conteúdo de sala de aula. “Primeiramente, vamos trabalhar a cinemática, que é a trajetória do movimento: o movimento retilíneo, o cálculo da velocidade, do tempo e do espaço percorrido. Depois vamos trabalhar como funciona uma máquina térmica, a vapor, um motor a explosão. É um momento bacana, pois envolve mais os alunos. Eles conseguem aplicar o que a gente demonstra em sala de aula”, explica.

Primeiro Enduro Escolar realizado na escola aconteceu no ano passado. Foto: Arquivo da Escola

Primeiro Enduro Escolar realizado na escola aconteceu no ano passado. Foto: Arquivo da Escola

O conteúdo abordado durante o Enduro também poderá ser aplicado no dia a dia dos estudantes. A conscientização sobre a importância do patrimônio histórico e ambiental de São João del-Rei e Tiradentes é uma das “aulas” que os jovens terão ao ar livre. Professores e alunos vão analisar o conjunto arquitetônico das cidades. Além disso, cada equipe vai plantar uma muda de árvores nativas na reserva ambiental da Serra São José. “A gente tem que criar um sentimento de pertencimento em relação ao patrimônio. Não adianta ensinar em sala de aula e eles não sentirem que esse patrimônio é importante”, explica a professora Rosana.

Preparo

Os estudantes do 1º ano estão se preparando física e intelectualmente para o desafio, como é o caso de Paulo de Medeiros, de 15 anos. Animado para o projeto, Paulo destaca que além de responder bem as perguntas, ele e os colegas devem ficar de olho na preservação do meio-ambiente. “Um dos objetivos é recolher o lixo do trajeto, pois isso vai contar como ponto para as equipes. Na minha turma formaram-se três ou quatro equipes de cinco alunos. Acho que vai ser muito legal, pois é uma oportunidade de aprender mais sobre patrimônio histórico e ambiental e testar aquilo que a gente já sabe”, conta.

O Enduro Escolar já foi realizado no ano passado pelos alunos da escola e Wagner Antônio Dilali participou. Hoje com 17 anos, aluno do 3º ano do ensino médio, Wagner conta o que aprendeu durante o passeio. “Foi uma boa ação da escola, pois ajudou os alunos sobre o meio ambiente. Enquanto estamos na prática, nós observamos as coisas que aprendemos dentro de sala, além da matéria da escola, aprendemos lições de vida. Isso deixa o aluno mais preparado, ele fica com um pensamento melhor”, analisa.

Estudantes aprendem sobre patrimônio histórico e ambiental. Foto: Arquivo da Escola

Estudantes aprendem sobre patrimônio histórico e ambiental. Foto: Arquivo da Escola

Peas – Juventude

O Enduro Escolar na Escola Estadual Doutor Garcia de Lima é desenvolvido dentro do Programa Educacional de Atenção ao Jovem, da Secretaria de Estado de Educação. Criado para despertar a noção de protagonismo juvenil, o Peas atua em três vertentes: sexualidade e afetividade; adolescência e cidadania; mundo do trabalho e perspectiva de vida. Segundo Rosana Cipriani, trabalhar o enduro dentro do Peas é também uma forma de despertar o interesse dos jovens para as ações ligadas às atividades comerciais da região. “Muitos dos pais desses alunos trabalham com artesanato e esse passeio serve também para sensibilizar os estudantes para a importância do nosso patrimônio ambiental e cultural para o desenvolvimento da região”, explica.

Em 2010, o projeto foi desenvolvido na escola por meio da Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur). No projeto Enduro Escola, a Setur promove a recreação esportiva, turismo e educação ambiental e busca a sensibilização de adolescentes através da prática do trekking ecológico. Este ano, a escola se apropriou da ideia e deu continuidade ao projeto por meio do Peas.

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 12:07

Cursos do Formação Inicial para o Trabalho são desenvolvidos em escolas que se destacaram no Escolas de Minas

16/06/2011

Além de utilizar o laboratório de informática para fazer pesquisas, os estudantes da Escola Estadual Presidente Dutra, em Belo Horizonte, são também responsáveis por auxiliar os professores durante as aulas que acontecem no laboratório. São ao todo, seis alunos do ensino médio, que distribuídos nos três turnos de funcionamento da instituição ajudam seus colegas a localizarem os sites que os professores indicam e a fazerem pesquisas. Os monitores recebem bolsas para atuar na instituição que é uma das integrantes do Projeto Jovem de Futuro, que uma iniciativa do Instituto Unibanco em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE).  Além de dominar a informática, para se tornar um dos responsáveis pelo laboratório, os estudantes têm que ter comportamento exemplar. “Eles têm que ser frequentes nas aulas e tirar boas notas”, afirma a diretora da escola, Sandra Riul.

O estudante do 1º ano do ensino médio, Caio Augusto Dias Medeiros, de 14 anos, é um dos monitores do laboratório de informática da instituição que foi destaque no Escolas de Minas, segundo ele ser um dos responsáveis por um espaço tão importante na escola é uma grande honra. “É muito bom orientar os trabalhos dos meus colegas no laboratório, os alunos respeitam muito o meu trabalho e até ajudam”. Segundo o jovem monitor, a atividade mais bacana que ele já orientou foi realizada durante a aula de artes. “A professora pediu para os estudantes pesquisarem sobre os modelos de cartões e depois pediu para eles fizessem um e eu e meu colega os ajudamos”. O laboratório da escola é composto por 21 computadores e é um espaço utilizado pelos professores como alternativa à sala de aula. É lá que os estudantes fazem pesquisas sobre os temas que estão sendo discutidos nas disciplinas.

A instituição também tem um laboratório de informática específico para as aulas dos cursos do Projeto de Formação Inicial para o Trabalho (FIT). A escola oferece o curso de Montagem e Manutenção de Computadores. O local é composto por 15 computadores que são constantemente montados e desmontados pelos estudantes durante as aulas. As peças de computadores que são utilizadas durante as aulas também ficam guardadas no laboratório.

Laboratório de Informática da Escola Estadual Presidente Dutra é destaque na 2º etapa do Escolas de Minas

Laboratório de Informática da Escola Estadual Presidente Dutra é destaque na 2º etapa do Escolas de Minas

Outra instituição destaque no Escolas de  Minas foi a Escola Estadual São Vicente de Paulo, em Curvelo, instituição também oferece o FIT para seus alunos. Os 18 computadores são utilizados para oferecer o curso de Construção de Website, que segundo a estudante do 3º ano do ensino médio, Liliane de Jesus Vertelho, de 17 anos, pode ser uma porta para o mercado de trabalho. “Resolvi fazer o curso porque já estou formando e pretendo arrumar um emprego na área”. A estudante que não tem computador em casa também utiliza as máquinas para fazer as pesquisas escolares.

Os computadores da instituição também são utilizados para a confecção de um Jornal Mural. Os estudantes do ensino médio se dividem em grupos e a cada semana uma equipe é responsável pela produção dos textos. A publicação é composta por assuntos que estão em evidência na mídia. Esporte, educação e lazer são alguns dos assuntos constantes no jornal.  Segundo Liliane, são os próprios alunos que escolhem os assuntos e que escrevem os textos. Mas todos passam pela revisão da professora de Língua Portuguesa.

Estudantes confeccionam Jornal Mural na Escola Estadual São Vicente de Paulo, em Curvelo.

Estudantes confeccionam Jornal Mural na Escola Estadual São Vicente de Paulo, em Curvelo.

Segundo a supervisora da escola, Juliana Alves Barbosa, o laboratório também é utilizado pelos alunos do Projeto Escola em Tempo Integral e para manter a conservação do espaço a escola tem uma pequena regrinha. “O último a usar deve desligar o computador e deixar tudo em seu devido lugar”.

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 18:13

Escolas do Triângulo Mineiro se destacam na 2ª etapa do Escolas de Minas

15/06/2011

Em Quintinos, distrito do município de Carmo do Paranaíba, no Triângulo Mineiro, os estudantes da Escola Estadual Antônio Atanásio passeiam pelo mundo. O distrito tem apenas 2,2 mil habitantes, mas por meio da internet os jovens conseguem saber sobre tudo que se passa no planeta. Na sala de informática da escola, selecionada na 2ª etapa do Escolas de Minas, o tráfego de alunos é intenso, todos interessados em aprofundar os conhecimentos. “O laboratório é muito utilizado na escola, seja para aulas de informática ou em alguma disciplina regular, na qual o professor quer trabalhar com pesquisa”, conta Istela Pereira Barcelos, professora responsável pelo espaço.

Uma das atividades que fazem mais sucesso no laboratório são os cursos do Formação Inicial para o Trabalho (FIT), oferecidos pela Secretaria de Estado de Educação (SEE). Na escola, existem seis cursos, oferecidos para estudantes do 9º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Os alunos podem aprender desde formatar um trabalho no editor de texto, até criar uma página na internet. Os cursos são realizados semestralmente, sempre no contraturno das aulas. Tatiane Maria do Carmo Santos, de 16 anos, é estudante do 2º ano do ensino médio e já passou por todos os cursos do FIT. Experiência que a tornou mais interessada por informática. “Eu aprendi muita coisa. Eu não sabia nada. Depois que eu fiz os cursos eu comprei um computador na minha casa e faço muitos trabalhos, projetos. O que eu mais gostei foi de aprender a fazer sites”, afirma.

Cursos de Formação Inicial para o Trabalho são oferecidos no laboratório da EE Antônio Atanásio. Foto: Arquivo da Escola

Cursos de Formação Inicial para o Trabalho são oferecidos no laboratório da EE Antônio Atanásio. Foto: Arquivo da Escola

A escola atende hoje a 432 estudantes e todos eles têm acesso à sala de informática. Professores das disciplinas tradicionais costumam utilizar os recursos da sala para ajudar nas pesquisas para a aula. “Nos dias de hoje, dominar recursos de informática é importante na formação do próprio cidadão. A escola está oferecendo uma base a esses alunos e isso já é muito importante”, destaca Istela. Com um laboratório tão movimentado, a professa garante que a conservação do laboratório se trabalha no dia a dia. “Os alunos têm consciência de como é importante conservar o espaço. Os professores trabalham muito isso e nós nunca tivemos problemas”, completa.

Em outra cidade do Triângulo, outro destaque do Escolas de Minas. Na Escola Estadual Santo Antônio, município de Itapagipe, o laboratório de informática é referência para estudantes e professores. Com 20 máquinas, o espaço é utilizado durante as aulas dos professores e n os projetos da escola. “É comum que os alunos do projeto Escola de Tempo Integral utilizem o laboratório nas aulas do contraturno”, conta a diretora da escola, Magda Jabur Barbosa.

Laboratório de informática da EE Santo Antônio tem capacidade para 40 alunos. Foto: Arquivo da Escola

Laboratório de informática da EE Santo Antônio tem capacidade para 40 alunos. Foto: Arquivo da Escola

Outro projeto que utiliza bastante o laboratório da escola é o Acelerar para Vencer (PAV). Segundo a professora de Matemática, Márcia Alves de Souza, que leciona para os alunos do PAV, alguns deles são estudantes com necessidades especiais e os recursos de informática ajudam no desenvolvimento. “Alguns dos meus alunos têm dificuldades de coordenação motora e eu costumo usar jogos educativos no computador para ajudar no desenvolvimento. Os recursos da informática torna o aprendizado mais fácil e mais eficiente”, explica Márcia.

Na escola que atende a 620 estudantes do 6º ao 9º anos, a conservação do laboratório de informática é reflexo do espaço. Segundo a diretora, a participação da família na escola ajuda na manutenção do espaço. “Nos esforçamos na conscientização, chamamos a família na escola e conversamos bastante. A escola está muito bem cuidada, sempre recebemos elogios”.

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 12:57

Comemorações da Semana do Meio Ambiente unem alunos de escolas públicas do município de Antônio Carlos

10/06/2011

Durante toda esta semana as escolas municipais e estaduais do município de Antônio Carlos, na região central do Estado, promoveram ações conjuntas para celebrar a semana do meio ambiente. Os alunos estudaram textos que ressaltava a importância da preservação ambiental, visitaram uma nascente e participaram de palestras educativas. Todas as ações foram coordenadas pelos estudantes e professores da Escola Estadual Junto ao Centro de Educação Lima Duarte (Celd), que participam do Programa Educacional de Atenção ao Jovem (Peas). São cerca de 50 jovens protagonistas do Peas, que foram os responsáveis por elaborar o roteiro de atividades a serem desenvolvidas na semana e por coordenar as equipes que participaram da gincana e da passeada que aconteceram nesta sexta-feira.

A primeira atividade da semana foi o Turismo Ecológico. Os guias foram os jovens protagonistas e os visitantes, alunos da E.E. Prof. Cisipho Campos, da cidade de Bias fortes. Depois de conhecerem as dependências da E.E. Junto ao Celd, os visitantes fizeram uma caminhada que teve duração de uma hora e meia pela mata que fica próxima à escola para conhecer a nascente. Durante o trajeto um professor de biologia, foi explicando quais áreas eram consideradas degradadas, importância da preservação da nascente, a flora e a fauna do lugar e sobre o processo de reconstituição natural que as próprias plantas fazem. Segundo a coordenadora do Peas, Renata Mendes Hanatani, após o passeio os estudantes fizeram um relatório e se mostraram encantados com o que aprenderam. “Eles estão muito contentes com o resultado do trabalho, não apenas pela visita da outra escola, mas pelo que eles puderam ver e aprender”.

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Outra atividade resultante do Turismo Ecológico foi o relato que os jovens fizeram sobre a importância do meio ambiente para estudantes do 4º e 5º anos do ensino fundamental da Escola Municipal Adelaide Andrada. O estudante da E.E Junto ao Celd, Pedro Hugo Alves Talin, de 14 anos, foi um dos protagonistas do relato e ressaltou a importância da visita. “Muitas pessoas não sabem que as nascentes são responsáveis por formar belos rios. No passeio percebemos que os grandes rios nascem de lugares simples”. Os alunos da Educação para Jovens e Adultos (EJA) também participaram de uma palestra sobre conscientização ambiental realizada por um técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater).

Para fechar a Semana do Meio Ambiente com chave de ouro os alunos de quatro escolas do município realizaram uma passeata e participaram da Gincana Recreativa Cultural. “Participaram duas escolas municipais e duas estaduais. Cada uma saiu de um ponto da cidade e todos se encontraram na praça central do município. Tudo para atrair a atenção de toda a comunidade”.  Os estudantes lavaram cartazes, faixas e organizaram gritos de guerra para agitar a torcida de pais e amigos e acompanhavam a festa. “Ver meus pais e amigos no evento foi muito importante, porque além de torcer conseguimos conscientizar as pessoas. Eles puderam entender o que nós queríamos passar, então mesmo quem não presta atenção ao meio ambiente no dia-a-dia teve a oportunidade de saber que pequenas ações podem ter grande influência no futuro. Além disso, no final da passeata nós recolhemos os cartazes e objetos que produzimos para não deixar a cidade suja”, afirma Pedro.

Antes mesmo da gincana acontecer os estudantes tiveram que se organizarem para cumprir tarefas pré-estabelecidas. Eles tiveram que confeccionar faixas e cartazes com o tema SOS Meio Ambiente, coletaram garrafas Pet para serem recicladas em um projeto que está sendo desenvolvido pela Apae de Barbacena, montaram uma lixeira para depositar lixo eletrônico e arrecadaram agasalhos que serão doados à famílias carentes da comunidade. As equipes campeãs receberam medalhas e troféus. A coordenadora do Peas, Renata Mendes Hanatani, avaliou como positiva a execução do projeto e ressaltou a importância da ação. “O que os nossos jovens estão recebendo hoje é diferente da educação que eu recebi. Espero poder estar fazendo com que eles tenham mais consciência que a minha geração. Estou plantando uma sementinha boa que poderá dar frutos positivos no futuro”.

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 13:10

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