Escolas mineiras comemoram a independência do Brasil

08/09/2011

No dia de ontem, o Brasil comemorou mais um aniversário de sua Independência. A data símbolo do patriotismo nacional foi celebrada também pelos estudantes das escolas mineiras, entre elas as escolas estaduais

 

EE Professora Francisca Rodrigues participa de desfile com tema 'Igualdade' Foto: Arquivo da Escola

A Escola Estadual Professora Francisca Pereira Rodrigues, no município de Piraúba – Zona da Mata, mostrou seu patriotismo em um desfile que teve como tema a ‘Igualdade’. Entre os participantes estavam cerca de 50 alunos e professores que participam do Programa Educacional de Atenção ao Jovem (Peas Juventude).  A comemoração que ocorreu no próprio município contou com a participação de, aproximadamente, 120 alunos. “Procuramos mostrar como a igualdade deve ser trabalhada a partir da escola. Dentro do tema, o nosso desfile mostrou as igualdades: jurídica, de direito, racial e social”, explica a diretora, Andressa Demolinari Neiva.

A Fanfarra da EE Dona Matarazzo, em Lavras, foi um dos destaques do desfile na cidade. Foto: Arquivo da Escola

Na Escola Estadual Dora Matarazzo, no município de Lavras – Campos das Vertentes, o patriotismo também não foi deixado de lado. Ao som dos bumbos, surdos, taróis, caixas e cornetas, a Fanfarra Dora Matarazzo, apresentou o resultado de mais de dois meses de ensaio.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 13:44

Jovens estudantes mineiros garantem a trilha do desfile de 7 de setembro

06/09/2011

O desfile do dia 7 de setembro em Belo Horizonte não acaba enquanto eles não passam. A Avenida Afonso Pena permanece lotada, aguardando o tradicional mar de estudantes que enfeitam a passarela com as cores vermelha e branca. Como acontece todos os anos, são os alunos que integram a fanfarra do Instituto de Educação de Minas Gerais (Iemg) que levam emoção para as centenas de pessoas que acompanham ansiosamente a festa que simboliza o patriotismo do povo brasileiro. E para completar a importância do momento, a fanfarra da maior escola, em número de alunos, da capital mineira completa este ano 30 anos.

A aluna do 1º ano do ensino médio, Ellen Rochido, 17 anos, entrou para a fanfarra este ano. A estudante que toca a Lira ressalta a emoção de participar pela primeira vez do desfile de 7 de setembro. “Será uma grande honra e eu estou muito feliz por poder participar de um evento tão importante. Além disso, este ano é muito importante para a fanfarra, comemoramos 30 anos”.  Ellen afirma ainda que a Fanfarra só trouxe benefícios para sua vida. “Eu tenho me empenhado mais nas aulas e a música levanta o astral”.

fotoFanfarra comemora 30 anos em 2011. Foto: Arquivo

O grupo que recebeu o nome de Fanfarra Levindo Eduardo Coelho (Felc), em função do grande apoio recebido pelo primeiro secretário da Educação e Saúde Pública de Minas Gerais, entre os anos de 1930 e 1931.  A fanfarra, no entanto, é conhecido por onde passa como Fanfarra do Iemg. Criada em 1981, a  fanfarra é composta por alunos e ex-alunos da escola. Atualmente, cerca de 120 componentes levam alegria e emoção para diferentes regiões do Estado. Segundo a integrante da diretoria da fanfarra, Luanna Santos, para integrar o grupo é necessário que os estudantes tenham aptidão. “Nós sempre abrimos as inscrições no início do ano. Os alunos fazem testes nos próprios instrumentos para saber em qual eles se saem melhor. Geralmente, os componentes mais novos ficam na bateria, com o prato, a caixa ou o repique, por exemplo”. O grupo é composto por estudantes dos ensinos fundamental e médio. Para integrar a fanfarra do Iemg é necessário ainda dedicação e disciplina. Os ensaios acontecem de segunda a sexta-feira, de 12 às 13 horas.

A fanfarra faz apresentações durante todo o ano e para manter o tradicional vermelho e branco dos uniformes, o grupo conta com o apoio das mães dos alunos. “Elas são voluntárias e ajudam na manutenção dos uniformes”, afirma Luanna. Os estudantes se apresentam em diversas cidades que comemoram a independência do Brasil e em festas promovidas por outras escolas. Além disso, o repertório do grupo é bem eclético. Os estudantes tocam desde músicas populares aos clássicos infantis.

Comemoração do aniversário

A fanfarra do Iemg comemora em 2011, 30 anos de existência. As festividades começam no dia 7 de setembro, quando, após o desfile, integrantes e ex-integrantes da fanfarra se reunirão no Instituto de Educação. Já em dezembro a escola retoma as festividades e comemora o aniversário de 105 da instituição e de 30 anos da fanfarra.

Postado em: Escola é Manchete — guilhermebrasil @ 18:55

A arte do movimento a favor do aprendizado

05/09/2011

A dança é uma das principais artes da antiguidade e é utilizada pelos alunos da Escola Estadual Ignácio Paes Lemes, na cidade de Uberlândia, no triângulo mineiro, como forma de aprendizado. O grupo TerraCotta, que é formado por sete estudantes da instituição,visa fazer um resgate histórico para que as pessoas negras afro-brasileiras conheçam um pouco mais o Brasil e melhor sua própria história. O grupo que se apresenta nas escolas da cidade e em diferentes festivais de dança traz para sua arte aspectos característicos da cultura Afro. O congado, a capoeira, a religião e ainda manifestações urbanas como o carnaval e o hip hop são culturas artísticas que podem ser identificadas nas coreografias do grupo.

Os estudantes fazem pesquisas sobre a cultura africana e utilizam o conteúdo aprendido para compor suas coreografias. Além disso, por meio de parcerias, os jovens têm aulas de capoeira e de congado. O estudante do 2º ano do ensino médio, Marco Túlio Silva Ribeiro, ressalta que a cultura Afro está muito presente no Brasil e é isso que o grupo tenta transmitir para o público. “O TerraCotta tenta mostrar o que a cultura africana era antigamente e o que nos trouxe. Ao estudar sobre a capoeira, por exemplo, percebemos que antes os colonos a viam como uma dança e na verdade era uma luta utilizada pelos escravos como forma de defesa. Hoje resgatamos essa manifestação cultural na nossa dança”.

Alunos estudam sobre a cultura Afro e fazem apresentações de dança com base no conteúdo aprendido. Fotos: Arquivo

Alunos estudam sobre a cultura Afro e fazem apresentações de dança com base no conteúdo aprendido. Fotos: Arquivo

A participação no grupo despertou em alguns dos jovens a necessidade de voltar a estudar. “Esse trabalho mudou a minha vida, porque voltei a estudar por causa da dança”, afirma o estudante do 1º ano do ensino médio, Erickson Damasceno. Os ensaios do grupo acontecem, praticamente, todos os dias da semana. Sempre no contraturno das aulas.

Uma das características das danças urbanas seguidas pelo grupo é a composição. O TerraCotta é formado apenas por homens. De acordo com o coordenador do projeto, Dickson Duarte, além de expressar sua arte, o objetivo do grupo é conscientizar as pessoas sobre a importância de se estudar a cultura Afro. “Nas apresentações nós sempre procuramos divulgar o nosso trabalho. A ideia é que no próximo ano, os jovens que integram o grupo possam dar aulas de dança nas escolas que assim desejarem”.

Grupo se apresenta em instituições de ensino da região e em  festivais de dança do Brasil. Foto: Arquivo

Grupo se apresenta em instituições de ensino da região e em festivais de dança do Brasil. Foto: Arquivo

Grupo TerraCotta

O projeto do grupo TerraCotta  surgiu em 2009, resultado de uma ação educacional que prevê o resgate e a revalorização de alunos da rede pública de ensino em situação de risco social.

Espetáculos

Entre os espetáculos apresentados pelo grupo TerraCotta está o ‘De Angola ao Gueto: Rotas de Resistência’, apresentação que traz o resultado de pesquisas, inspiradas no trajeto da colonização das Américas,  buscando referências das danças africanas até as manifestações das culturas de periferia como as danças urbanas e as ações sociais de afirmação negra. Já o espetáculo ‘Anjos d’Água’ é uma proposta de diálogos com elementos da cidade e suas paisagens. No espetáculo a água e suas funções na sociedade são sempre questionadas

Conquistas do grupo TerraCotta

O grupo já participou e foi premiado em festivais como: Festival de Dança do Triângulo-Uberlândia, Dança Araxá, Festidança, em São José dos Campos, em São Paulo, entre outros. Além disso, recebeu o Prêmio Destaque Negro, da categoria Dança, outorgado pela Fundação Afrikapoeira – Zumbi dos Palmares, no município de Araguari, e foi selecionado como grupo profissional para a Mostra Latino Americana de Dança – FUNARTE, realizada em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 18:54

Em comemoração aos 85 anos, escola de Belo Horizonte apresenta projeto desenvolvido com alunos

02/09/2011

A Escola Estadual Pedro II, que compõe o cenário do Centro da capital mineira, completa nesta sexta-feira (02/09) 85 anos. Para comemorar a data com alunos, professores e comunidade escolar, foi criada uma programação especial para o dia. Quem passar pela escola hoje vai ter a oportunidade de ver a exposição de fotos montada pelos alunos do ensino médio. “Para montar o trabalho pedi aos alunos que fotografassem os locais que mais gostavam da escola”, conta a professora de Arte e coordenadora da exposição, Célia Francisca Soares.

Fotografia feita por aluno da escola com a câmera Pinhole. Foto: Arquivo da Escola

Além de ver os traços do neoclassicismo da arquitetura da escola retratados nas fotografias, os visitantes também vão conhecer o processo de produção das fotos que foi artesanal. “Todo o trabalho foi feito utilizando o método da câmera Pinhole. Para construir as câmeras, nós utilizamos potes de cremes na cor preta. Em cada pote, nós colocamos um papel fotográfico e fizemos um orifício na tampa. Então, os alunos direcionavam o orifício para o cenário que desejavam, por alguns segundos, e assim era feita a projeção da imagem no papel fotográfico”, explica a professora. Além das fotos feitas pelos alunos, a exposição também conta com fotos de estudantes antigos e atuais da escola.

Potes utilizados para confecção das câmeras pinhole. Foto: Arquivo da Escola

 Em ritmo de comemoração

 Além da exposição fotográfica, a escola prepara algumas apresentações a partir das 19h30. Entre elas, uma de balé, feita por dois alunos da escola que integram o balé do Palácio das Artes. Apresentações de blues e música instrumental serão feitas pelo professor de música da escola. “Com essas ações voltadas para as comemorações dos 85 anos da escola, nós queremos trabalhar a autoestima do aluno. Queremos que ele sinta prazer em pertencer a essa escola. Assim nós atingiremos o nosso foco que é agregar conhecimento ao estudante”, avalia a diretora da escola, Eliana Maria Fulgencio da Silva. A escola conta com aproximadamente 500 alunos dos anos finais do ensino fundamental e ensino médio.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 15:27

Dança movimenta a juventude em escola da Zona da Mata

01/09/2011

Ao som da dança de rua, um grupo de alunos da Escola Estadual Doutor Mariano da Rocha, em Teixeiras – Zona da Mata, encontra uma forma de exercitar o corpo e ocupar a mente. O grupo de dança ‘Juventude em Ação’ desenvolve, desde 2009, um trabalho de valorização da auto-estima e do protagonismo juvenil por meio do Programa Educacional de Atenção ao Jovem (Peas Juventude) da Secretaria de Estado de Educação (SEE). O trabalho que encontrou na dança a mudança de hábitos entre os adolescentes extrapola os muros da escola e ganha os olhares do público nos dias 1º e 2 de setembro, quando o grupo se apresenta na Oficina de Dança da Universidade Federal de Viçosa. A escola conta com cerca de 970 alunos dos anos finais do ensinos fundamental, médio e Educação de Jovens e Adultos.

No evento, o grupo será uma das atrações que prepararam um repertório de dança baseado no livro infanto-juvenil ‘O menino que achou uma estrela’ da Mariana Colassanti. Os vários cenários da obra que fala sobre sensibilidade e espírito solidário servirão de pano de fundo para apresentação de diversos gêneros musicais, como o balé, a dança contemporânea e a própria dança de rua. “Estamos todos muito ansiosos. A gente está ensaiando desde o mês passado”, explica a estudante do 1º ano do ensino médio, Fernanda Mendes Crispim.

Estudantes em uma das apresentações de dança. Foto: Arquivo da Escola

Os ensaios na escola ocorrem duas vezes por semana, às 3ª e 5ª feiras. Para ensinar aos alunos os conceitos e coreografias da dança de rua, a escola conta com um professor do Núcleo de Arte e Dança de Viçosa, em um trabalho realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. O projeto de dança, que começou com um grupo de cinco estudantes, atinge hoje, aproximadamente, 40 alunos da escola. Deste total, 25 são do Programa Educacional de Atenção ao Jovem (Peas Juventude).

Dentro do projeto, a oficina de dança é apenas uma das vertentes. Nas reuniões organizadas pelos estudantes envolvidos com o Peas, os alunos têm a oportunidade de discutirem temas que fazem parte di dia-a-dia dos adolescentes. “No Peas temos o Grupo de Desenvolvimento Profissional que é formado por professores. Com eles, nós trocamos opiniões sobre os nossos sonhos e metas. Eles explicam que para a gente conseguir realizar os nossos sonhos é preciso ter determinação’, lembra a aluna do 7º ano, Tamires Medina Silva.

Oficina de dança é desenvolvida com estudantes do Peas Juventude. Foto: Arquivo da Escola

Para participarem dos grupos de dança na escola, os alunos não precisam andar afiados apenas com a coreografia. Boas notas, pontualidade e disciplina são pontos fundamentais para os estudantes permanecerem na oficina. “Como gosto muito de dançar, eu me dedico aos estudos para permanecer no grupo, mas também gosto de estudar”, conta Fernanda Mendes Crispim.

Jovens no comando

Dentro do Peas, a escola trabalha a temática ‘Afetividade e Sexualidade’, os alunos discutem à valorização do corpo e o respeito ao próximo. Nesse sentido, a dança se apresenta como uma forma de valorização do próprio corpo. “Hoje, nós temos alunos dos Peas que são monitores nas oficinas de dança. As nossas oficinas também são desenvolvidas em outra escola estadual, a Antônio Moreira de Queiroz, e em escolas municipais e no curso de Educação de Jovens e Adultos da nossa escola’, explica a diretora, Maria Amélia Faria Fialho Machado.

Protagonismo juvenil é desenvolvido com estudantes no Peas Juventude. Foto: Arquivo da Escola

Em 2011, a escola incluiu entre as ações do Peas mais uma temática, que é a ‘Adolescência e Cidadania’. Uma das primeiras ações previstas para esta área é a elaboração de um código de ética para alunos, professores e funcionários da escola. “Até o final do ano, várias atividades serão desenvolvidas dentro desse tema. Uma delas é a realização de um concurso de redação com o tema ‘Juventude e Formação Cidadã no Contexto Escolar’. A nossa meta é que o código esteja pronto para uso a partir do ano que vem”, explica a coordenadora do Peas na escola, Angélica das Graças Saraiva Souza Ferreira.

Peas Juventude

O Programa Educacional de Atenção ao Jovem (Peas Juventude) da Secretaria de Estado de Educação tem como foco o adolescente e a sua capacidade de conduzir ações e decisões a partir da escola, mas que se estendem para suas vidas. “O projeto vem oportunizando nossos jovens a serem protagonistas. Eles participam das oficinas, debatem, dialogam e refletem sobre suas ações. Com a dança e as oficinas temáticas, não só repassam os ensinamentos como elevam sua auto-estima acreditando na sua capacidade de vencer os desafios” explica a Angélica das Graças Saraiva Souza Ferreira.

Para que a Escola Estadual Doutor Mariano da Rocha possa desenvolver suas ações dentro do Programa, a Secretaria de Estado de Educação disponibilizou recurso para a aquisição de equipamentos como notebook, micro system, máquina filmadora, caixas de som, microfones, mesa de retorno de som.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 13:01

Por alunos mais empreendedores

31/08/2011

Alunos do ensino fundamental de São João del-Rei, na região central do Estado, vão ter a oportunidade de participar de uma experiência diferenciada na região. Além de aprender os Conteúdos Básicos Comuns, os estudantes do ensino fundamental vão participar de projetos pedagógicos que abordem o empreendedorismo. Para desenvolver projetos que desenvolvam nos alunos um conjunto de competências que os torne capazes de tomar decisões e de traçar planos, cerca de 20 professores de escolas estaduais da cidade participam de uma capacitação sobre o tema.

A professora de História, Rosana Andrea Cipriani Giarola, da Escola Estadual Dr. Garcia de Lima, é coordenadora do Programa Educacional de Atenção ao Jovem (Peas) e acredita que as aulas de empreendedorismo vão ensinar os alunos a ser protagonistas, voluntários e a trabalhar em equipe.  “Entre os projetos desenvolvidos pela escola que incentivam o espírito empreendedor nos jovens, estão as oficinas de artesanato, que acontecem no contraturno das aulas”, afirma.

Professores participam de capacitação sobre empreendedorismo em São João Del Rei. Foto: Arquivo Escola
Professores participam de capacitação sobre empreendedorismo em São João Del Rei. Foto: Arquivo Escola

O professor de matemática, Reginaldo Antônio Ribeiro, utiliza a capacitação para pensar como trabalhar o tema em suas aulas. “Os conteúdos devem ser implementados aos poucos. No curso estamos pensando como cada área deve atuar. Já penso que no ensino fundamental, por exemplo, podemos trabalhar com jogos que estimulem os alunos. Os estudantes podem montar pequenas empresas e trabalhar com valores”.

A professora do ensino do uso da biblioteca da Escola Estadual Aureliano Pimentel, em São João del-Rei, Rosane Hallak Felix, também acredita que trabalhar o tema de forma lúdica seja a melhor maneira de despertar nos estudantes o espírito empreendedor. “Eu ministro aulas para alunos do 1º ao 5º ano, pelo que já aprendi no curso a melhor forma de trabalhar o tema seria com brincadeiras lúdicas e por meio da leitura”.

Programa Cultura Empreendedora nas instituições de ensino

A capacitação é oferecida pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG) e tem carga horária de 40 horas. O curso, que teve início na última terça-feira (30-08) vai até sexta-feira (02-09). Participam professores da rede pública de São João Del Rei, que deverão criar programas pedagógicos para inserir a cultura empreendedora nas escolas.

O programa tem como objetivo promover a disseminação da cultura empreendedora nas instituições de Ensino, a fim de despertar na população escolar e nos estudantes futuros empreendedores, buscando possibilidades e inovações para o processo de ensino-aprendizagem. O programa é dedicado a alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental.

A consultora do Sebrae, Tatiane Costa Leite, ressalta os impactos positivos que as aulas de empreendedorismo têm trazido para as escolas onde o projeto é desenvolvido. “Nas escolas onde ele foi implantado, o projeto tem influenciado na melhora da participação dos alunos nas ações da escola e no desenvolvimento de atividades no contraturno”.

Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 18:59

Ciência ganha destaque esta semana em escola do sul do Minas

26/08/2011

A Escola Estadual Coronel Antônio Domingos Ribeiro, em Bom Jesus da Penha, na região sul de Minas, dedica uma semana de seu calendário escolar para a ciência que trata das substâncias da natureza, dos elementos que a constituem, de suas características e suas aplicações: a Química. De 22 a 26 de agosto, cerca de 300 estudantes do 9º ano do ensino fundamental e do ensino médio apresentam diferentes trabalhos que tratam da disciplina. “ Os alunos são divididos em grupos e nos últimos horários apresentam para toda a comunidade escolar seus projetos”, é o que afirma a professora de Química, Mara Cristina Pires de Araújo.

Nesta semana, a Ciências ganha destaque na Escola Estadual Coronel Antônio Domingos Ribeiro. Foto: Arquivo da Escola

 A Semana de Química está em sua 4º edição e este ano serão apresentados temas como: drogas, Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), reciclagem, aborto e violência urbana. Ao longo da semana serão apresentados mais de 30 trabalhos. Os alunos apresentam seus trabalhos por meio de teatros, maquetes, apresentação de slides e execução de experiências, como a confecção de sabão em pó, sabonete e extração de óleo de plantas.

Como a semana é tradicional na escola, o planejamento dos trabalhos começa a ser feito pelos alunos no início do ano. Além de pesquisarem os temas abordados na internet e em livros, os estudantes contam com o auxílio dos professores na execução dos projetos. Para a professora de Química, Mara Cristina Pires de Araújo, a recompensa dos estudantes está no aprendizado adquirido. “Os alunos acabam aprendendo de forma diferenciada. Além disso, eles pegam a realidade deles e levam para dentro da escola. Já estamos na 4ª edição da semana e a cada ano os alunos se esforçam para pesquisar trabalhos diferentes e melhores”.

Fênomenos da Ciências são trabalhados pelos alunos na escola do sul de Minas. Foto: Arquivo da Escola

Para a estudante do 1º ano do ensino médio, Taís Ingridi da Silva Cabral, de 15 anos, que apresentou o trabalho sobre a ‘Química do amor e da paixão’ o evento ajuda os estudantes a aprender cada vez mais. “Com esse trabalho aprendi muito, nós falamos sobre as reações que as pessoas têm quando encontram a pessoa amada. Por trás dessas reações a Química está presente, isso porque quando as pessoas estão apaixonadas e se encontram os hormônios aumentam e elas sentem um frio na barriga, com a perna mole e o coração acelera”.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 11:14

Escola comemora 100 anos em grande estilo

19/08/2011

Os moradores do município de Conselheiro Lafaiete, na região central do Estado, tiveram essa semana a oportunidade de comemorar com os mais de 500 alunos da Escola Estadual Domingos Bebiano o centenário da instituição. A escola que foi fundada em 20 de agosto de 1911, realiza desde o início do ano atividades alusivas ao seu centenário, mas foi nesta semana que a instituição intensificou suas atividades. Além de participar de uma passeata, os estudantes irão assistir nesta sexta-feira uma missa de ação de graças na Igreja de Nossa Senhora da Conceição. A escola foi batizada com esse nome em homenagem ao português Domingos Alves de Bebiano, que foi quem doou o terreno para a construção da escola.

A abertura oficial do centenário da escola aconteceu em abril, quando foram lançados os slogans do centenário. As artes foram desenhadas pelos estudantes, que participaram de um concurso. “Os alunos desenharam os slogans e os professores votaram nos melhores”, afirma a diretora da Escola Estadual Domingos Bebiano, Teresinha de Sousa Costa. Os slogans foram desenhados em faixas e cartazes que estão espalhados por toda a instituição. Além dos alunos, a festa contou com a participação dos pais.

 O projeto ‘Declama Poesia’, que é desenvolvido há vários anos na instituição, também teve como foco o centenário da instituição. No projeto, os alunos declamam poesias que podem ser escritas por autores renomados ou pelos próprios alunos. Em algumas edições do projeto foram impressos livros com textos dos alunos. Na festa junina da escola, as apresentações também foram em homenagem aos 100 anos da instituição. Para estudante do 7º ano do ensino fundamental, Millena Barbosa Rodrigues, de 13 anos, aprender sobre a história da escola foi uma das atividades mais legais. “Aprendi muitas coisas e vi como a escola é importante. É muito bom estudar aqui. A escola nós oferece a oportunidade de desenvolver muitos projetos”.

Alunos fazem apresentação para comemorar lançamento do selo alusivo aos 100 anos da escola. Foto: Arquivo Escola

Alunos fazem apresentação para comemorar lançamento do selo alusivo aos 100 anos da escola. Foto: Arquivo Escola

Durante essa semana, os estudantes da E.E. Domingos Bebiano em parceria com alunos de outras escolas participaram da ‘Caminhada Centenária’ e passaram por ruas importantes da cidade. O trajeto foi encerrado com um abraço de União e de Paz, feito pelos alunos.  Depois de passar por diversas aulas que tiveram como foco o centenário da escola, os estudantes participaram de uma gincana sociocultural e filantrópica. Durante as atividades, os alunos recolheram alimentos não perecíveis e produtos de limpeza para doar para o Hospital São Camilo, a doação será feita na noite de hoje durante uma missa de ação de graças.

Para comemorar os 100 anos da escola foi lançado na última semana o selo alusivo ao centenário da instituição e após a cerimônia foi inaugurada a galeria de fotos dos diretores.

 A Escola Estadual Domingos Bebiano

A instituição atende a alunos dos ensinos fundamental e médio. Entre os projetos da Secretaria de Estado de Educação desenvolvido pela escola está o ‘Escola de Tempo Integral’, que oferece aos estudantes atividades no contraturno das aulas.

Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 18:24

Banda formada por alunos de escola estadual fazem a abertura de evento na região central do Estado

18/08/2011

Os alunos da Escola Estadual Nossa Senhora do Rosário, no município Alfredo Vasconcelos, região central do Estado, são apaixonados por música e é na escola que encontram o ingrediente perfeito para alimentar essa paixão. A instituição que participa do Programa Educacional de Atenção ao Jovem (Peas), oferece aos estudantes diversas atividades que têm como foco principal o incentivo as artes. Na instituição, os alunos participam de aulas de música, são os responsáveis pela produção de programas que são exibidos na rádio da escola e integram a banda ‘Acordes da Juventude’, grupo que será o responsável pela abertura de uma dos eventos mais importantes da cidade, o ‘Festival de Morango, Rosas e Flores’, que tem início nesta quinta-feira (18-08).

Entre os integrantes da ‘Acordes da Juventude’ está o coordenador do Peas, Erivelto Ferreira Teles, e mais sete alunos da escola. Segundo o coordenador, para dar oportunidade a todos os estudantes a composição da banda muda todos os anos. “Os jovens ficam muito entusiasmados com as atividades oferecidas na escola e para compor a banda temos que fazer uma seleção. Além de levar em consideração aspectos técnicos, durante a seleção também observamos o comportamento dos alunos na sala de aula e a interação com os colegas”, completa o professor.

O ponto forte da ‘Acordes da Juventude’ são músicas brasileiras. Entre os estilos mais tocados estão o sertanejo e o Pop Rock. A estudante do 2º ano do ensino médio, Rita de Cássia Fernandes de Oliveira, de 15 anos, é a cantora da banda e segundo ela participar da abertura de um evento tão importante quanto o ‘Festival de Morango, Rosas e Flores’ é uma grande oportunidade. “Essa é uma oportunidade muito boa. Vou ter a oportunidade de mostrar o que aprendo sobre música na escola para várias pessoas. É a primeira vez que nós apresentamos fora da escola”.

A estudante também participa de outros projetos que envolvem a música e que são desenvolvidos dentro da escola. No contraturno das aulas, cerca de 40 estudantes participam de aulas de violão, bateria, guitarra, entre outros. As aulas são ministradas pelos alunos que já dominam os instrumentos. Rita dá aulas de canto para seus colegas.

Banda 'Acordes da Juventude' fará a abertura de evento na região central do Estado. Foto: Arquivo Escola

Banda 'Acordes da Juventude' fará a abertura de evento na região central do Estado. Foto: Arquivo Escola

Para tornar o recreio mais descontraído, a E.E. Nossa Senhora do Rosário tem uma rádio que é produzida pelos estudantes que participam do Peas. Eles são os responsáveis por montar a programação e fazer os programas de entrevista, de piadas, entre outros. Já a seleção das músicas conta com a participação dos alunos de toda a escola. “Eles colocam as músicas que querem que ouvir em uma caixinha e ai na semana seguinte nós atendemos aos pedidos”, conclui o coordenador do Peas na escola. Ainda segundo Erivelto Ferreira Teles a expectativa é que no próximo ano a escola possa oferecer oficinas de teatro.

O estudante do 3º ano do ensino médio, José Fellipe da Silva Araújo, de 17 anos, que toca violão e guitarra na banda ‘Acordes da Juventude’, ressalta o que o Peas trouxe de positiva para sua vida. “Participar do Programa não me ensinou apenas a tocar, mas também mudou meu pensamento em relação a sociedade e as pessoas. Me tornei uma pessoa mais positiva”.

Festival de Morango, Rosas e Flores…

O festival é uma das festas mais tradicionais da cidade. O evento acontece há mais de dez anos e conta com a participação de artistas nacionalmente conhecidos. No festival são apresentados os produtos típicos da região. A cidade é a segunda maior produtora de morango do Estado.

Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 19:09

Literatura sai das salas de aulas e invade as casas dos estudantes de escola de Muriaé

17/08/2011

A partir deste semestre, no trajeto de volta para a casa, Beatriz Almeida Pereira, de 10 anos, vai levar nas mãos, o estampado gosto pela leitura. No chamado ‘Embornal Mágico’, uma espécie de bolsa enfeitada para o transporte de livros, ela carrega clássicos da literatura infantil. “Eu gosto de ler e minha mãe disse pra eu continuar assim. Agora levo o livro para a casa e vou ler junto com minha família”, explica a estudante do 5º ano do ensino fundamental.

Com embornais, estudantes vão para a casa e levam a leitura junto. Foto: Arquivo da Escola

O ‘Embornal Mágico’ é uma das ações voltadas para o estímulo da leitura e a socialização com família. O projeto é desenvolvido pela Escola Estadual Coronel Francisco Gomes Campos, em Muriaé, na Zona da Mata. Para que o trabalho possa atingir a estudantes dos ensinos fundamental e médio, a escola fez uma parceria com uma mineradora da região e confeccionou 255 embornais, além da aquisição dos livros de literatura e de ensino da gramática e cálculos matemáticos de forma lúdica. Em cada um deles, o estudante pode levar um livro para a casa, com o compromisso de fazer a leitura e devolvê-lo nas condições em que recebeu. “Além de trabalhar o interesse pela leitura, nós conseguimos estimular a responsabilidade e a conservação entre os estudantes”, explica a professora de Língua Portuguesa e coordenadora do projeto na escola, Maria Cristina Giovani Oliveira.

O projeto também agradou ao estudante Guinaldo José Mendes, do 3º ano do ensino médio. Ele admite que não gosta muito de ler, mas que o projeto o tem deixado empolgado. “Para quem gosta de ler é um estímulo, para aqueles que não são fãs, deixa a leitura um pouco mais atrativa. Com o embornal, o livro fica protegido e facilita o transporte do estudante. Em qualquer folga em casa dá para pegar o livro e ler”, sugere o aluno.

Com estilos diferentes, embornais atendem a estudantes de todos os níveis de ensino. Foto: Arquivo da Escola

Os embornais são caracterizados de acordo com a faixa etária dos estudantes. Para os alunos dos anos iniciais do ensino fundamental é possível perceber ilustrações de personagens de histórias infantis nas ‘bolsas’ que levam para a casa. Nos embornais voltados para os alunos dos anos finais e do ensino médio, a caracterização é feita pelo próprio estudante. “No embornal que eu peguei para decorar resolvi ilustrar as capas de livros clássicos da literatura”, explica a aluna do 2º ano do ensino médio, Luísa Ciuldin Lopes.

Para organizar a dinâmica de empréstimo e devolução dos livros e embornais, a escola criou um caderno de controle para todas as turmas. Em cada página é registrado o nome de um estudante e os empréstimos e devoluções que ele fez. O tempo de permanência com o livro varia de acordo com o tamanho da obra.

No projeto desenvolvido, a escola não vê a leitura como um ato isolado. “A escola dos livros adotados pela escola para fazer parte do projeto foi feita em conjunto com os professores. Nós tínhamos uma escassez de clássicos literários, então priorizamos estes livros no momento das aquisições”, justifica a diretora, Maria das Graças Antunes.

Projeto dos embornais teve início este ano. Foto: Arquivo da Escola

Entre os alunos do ensino médio, por exemplo, obras clássicas de escritores como Machado de Assim, Joaquim Manuel de Macedo e José de Alencar fazem parte do acervo. “Entre os clássicos que lemos estão Dom Casmurro, Iracema e A Moreninha. São livros que geralmente são cobrados nas provas do Enem”, avalia a estudante Luísa Ciuldin Lopes.

O projeto que teve início neste semestre é uma alternativa para o estímulo à leitura entre os alunos da escola e não tem data para acabar. “Nós começamos este semestre, mas esperamos que seja infinito. Investir na leitura é sempre uma boa ideia”, completa a diretora.

Postado em: Escola é Manchete — hudsonmenezes @ 14:01

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