Inscrições para o Vestibular 2010 da Newton Paiva

11/10/2009

O Centro Universitário Newton Paiva está com inscrições abertas para o vestibular 1º/2010. Os interessados devem se inscrever até o dia 07 de novembro de 2009 pelo site da Newton. A taxa é de R$ 20,00. Os candidatos que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2006, 2007 ou 2008) e obtiveram nota mínima de 25 pontos na redação e 20 pontos nas questões objetivas não precisarão fazer as provas do vestibular.

Para os candidatos que se submeterem às provas a leitura indicada é: Antes do Baile Verde, de Lygia Fagundes Telles. O vestibulando também deve assistir ao filme Estômago, do diretor Marcos Jorge. As provas vão ser realizadas no dia 08 de novembro, das 9h às 13h. Mais informações pelo telefone: 0800-942-9800.

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Contação de Histórias na E.E. Professor Paulo Freire

10/10/2009

Partindo da ideia de que quanto mais nova a criança, mais facilmente ela adquire bons hábitos, a Escola Estadual Professor Paulo Freire, em Ribeirão das Neves, desenvolve com os alunos de 2º e 3º ano do Ensino Fundamental o projeto “Contação de Histórias”. A atividade tem como objetivo incentivar o interesse pela leitura. “A criança que convive com leitores torna-se um também. Nós já colhemos frutos em pouco tempo, imagine se fosse um ano inteiro”, avalia a supervisora da escola, Helenice Vidal Prata.

Alunos adquirem gosto pela leitura ao som de música

Alunos adquirem gosto pela leitura ao som de música

O projeto foi desenvolvido durante um mês na escola. No início de cada aula, os alunos escutavam os mais variados contos e histórias de seus professores. Mas se engana quem acha que havia apenas leitura de textos. “Quando eu vou contar uma história, procuro dramatizá-la bem. Isso a deixa mais interessante. É como um teatro”, conta a professora do 2º ano do Ensino Fundamental, Simone Maria Félix Moreira. Para os pequenos leitores, o projeto foi um grande estímulo. “Agora, se perguntarem se eu sei ler, eu vou dizer que sim. Ler é bom demais”, comenta o aluno do 2º ano do Ensino Fundamental, Mateus Miguel de Lima Onilis.

O encerramento do projeto, desenvolvido em parceria com o SESC/MG, aconteceu no dia 1º de outubro, quando um músico e contador de histórias foi à escola para “revelar” os mistérios da literatura aos alunos.

A E.E. Professor Paulo Freire participa do Projeto Escolas-Referência, da Secretaria de Estado de Educação. Para saber mais sobre outras ações pedagógicas da escola, basta acessar o blog.

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Final dos Jogos Estaduais Escolares será realizada neste sábado

Termina neste sábado, 10 de outubro de 2009, os Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG). O evento é o maior programa esportivo do estado e faz parte do projeto Minas Esporte, oferecido pelo Governo de Minas. Escolas públicas e particulares de Ensino Fundamental e Médio puderam participar. Este ano os jogos ocorreram em Montes Claros.

As disputas que aconteceram nas categorias feminino e masculino em dois módulos, o primeiro para alunos entre 12 e 14 anos e o segundo para estudantes com idade entre 15 e 17 anos. O quadro de modalidades oferecidas foi vasto, contando com o basquete, vôlei, atletismo, natação, judô, peteca, entre outras. Mais de 3 mil lunos, de 505 escolas competiram, representando mais de 130 municípios mineiros.

O projeto é uma parceria entre as Secretarias de Estado de Esportes e Educação. O objetivo é incentivar a  inserção social, a prática de esportes nas escolas e diminuir a evasão escolar. Mais informações através do site do Jemg.

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Alunos aprendem regras do trânsito na E.E. Bolivar Tinoco

09/10/2009

De forma bastante lúdica, o projeto Educando para o Trânsito, desenvolvido pelo núcleo pedagógico da  E.E. Bolivar Tinoco, em BH, mostrou aos alunos do Ensino Fundamental um pouco mais sobre o funcionamento do trânsito na cidade.  As atividades foram desenvolvidas durante três meses pelas professoras e englobou as matérias de Educação Fisica, Português, Matemática, História, Geografia e Religião. O objetivo principal de incentivar uma atitude de cidadania entre os jovens foi cumprido.“No rol das várias ações que fizemos, mostramos também a diferença entre morar em uma cidade grande e uma pequena, sempre alertando para os cuidados a serem tomados em qualquer lugar”, afirma a professora de Português e Matemática do programa Escola em Tempo Integral,Veraluz Santos.

Estudantes confeccionaram placas educativas sobre as normas de trânsito

Estudantes confeccionaram placas educativas sobre as normas de trânsito

Atividades como leitura, música, cruzadinha, poesia e ilustração dos textos estudados foram estimuladas nas salas de aula pelas professoras. Enfocando diversos aspectos sobre o trânsito, os alunos produziram e apresentaram peças teatrais para os colegas. Temas como atravessar a rua e os cuidados necessários ao andar de bicicleta nas vias foram abordados pelos alunos. Para facilitar a compreensão do tema os alunos se envolveram de tal forma, que chegaram a se vestir como os guardas de trânsito. “Aprendi muitas coisas, como prestar atenção ao atravessar a rua, não correr na frente dos carros. Falo com a minha família também para tomar cuidado”, diz o estudante do 5º ano, Felipe Lessa. O Projeto Educando para o trânsito envolveu  os alunos do 1º ao 5º ano da instituição.
Enfatizando a questão da segurança do pedestre, a professora do 5º ano, Andréa Dias, afirma que os alunos têm demonstrado bastante conscientização sobre o tema. “Quando um aluno faz algo errado, os outros o corrigem”, destaca.

Estudantes se caracterizaram como guardas e aprenderam sobre os erros mais comuns no trânsito

Estudantes se caracterizaram como guardas e aprenderam sobre os erros mais comuns no trânsito

A E.E.Bolívar Tinoco participa do projeto Escola de Tempo Integral, da Secretaria de Educação de Minas Gerais, em que no contraturno das aulas, os alunos participam de aulas de arte, esportes, além de reforço escolar.

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Inscrições abertas para vestibular do Cefet-MG

O Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet – MG) está com  inscrições abertas para o vestibular 1º/2010. Elas devem ser feitas pela internet até o dia 23 de outubro de 2009. A taxa é de R$ 40,00 para os Cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio e de R$80,00 para os Cursos Superiores.  Para quem conseguiu a isenção, a dica é efetuar a inscrição sem gerar o boleto bancário.

Os candidatos a Cursos Técnicos na modalidade integrado (concomitância interna) têm como indicação de leitura a obra Corda Bamba, de Lygia Bojunga. Os candidatos à modalidade concomitância externa não têm indicação de leitura. Já para os candidatos a cursos superiores, as obras são: Antes do Baile Verde, de Lygia Fagundes Telles, e Laços de Família, de Clarice Lispector. As provas para os Cursos Técnicos acontecem no dia 13 de dezembro. Para o Ensino Superior ainda não há definição de data em virtude do adiamento do Enem. Mais informações pelo telefone: (31) 3319-7171.

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Inscrições abertas para Coltec, Centro Pedagógico e Teatro Universitário

08/10/2009

Os interessados em participar do processo seletivo do Colégio Técnico (Coltec), do Centro Pedagógico e do Teatro Universitário têm até as 17 horas do dia 09 de outubro de 2009 para se inscreverem. O questionário socioeconômico a ser preenchido e o boleto da inscrição (no valor de R$ 50,00) podem ser obtidos pelo site da Copeve. Os candidatos às vagas do Coltec ainda devem preencher, imprimir e assinar a declaração de origem escolar e enviar, pelos Correios, até o dia 14 de outubro. O comprovante definitivo estará disponível a partir do dia 23 de outubro no site da Copeve.

Para o Coltec, há 106 vagas distribuídas entre os cursos de Eletrônica, Informática, Instrumentação, Controle e Automação, Patologia Clínica e Química. O candidato deve estar no último ano do Ensino Fundamental ou em curso equivalente. Já para o Centro Pedagógico, serão sorteadas 75 vagas para o primeiro ano do Ensino Fundamental, para as crianças que nasceram de 1º de julho de 2003 a 30 de junho de 2004. O Teatro Universitário oferecerá 20 vagas para candidatos maiores de 16 anos que estejam cursando ou já tenham concluído o Ensino Médio ou curso equivalente.

 Outras informações pelo site www.ufmg.br/copeve ou pelos telefones (31) 3409-4408 e 3409-4409.

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Geometria imita a arte, a arte imita a geometria na E. E. Helena Pena

A geometria encontrou a arte na Escola Estadual Helena Pena, em Belo Horizonte. Buscando uma forma diferente e atrativa de explicar as formas geométricas para os alunos do 4º ano do Ensino Fundamental, a professora Valéria Aparecida Ferreira encontrou a fórmula: as obras da pintora brasileira Tarsila do Amaral. A partir de sete trabalhos da artista, Valéria fez com que os estudantes identificassem os diferentes polígonos nas pinturas e conseguiu deixar a geometria mais divertida. “Eu achei que seria muito mais fácil para eles compreenderem a geometria se eu trabalhasse de uma forma diferente. A Tarsila usava muitas formas geométricas em suas obras. Primeiro eu mostrei os polígonos separados e eles fizeram as classificações. Depois eu levei as telas e os alunos foram classificando e buscando as formas geométricas nas obras”, explica Valéria.

FOTO1

O trabalho com as obras de Tarsila do Amaral durou três semanas e foi bem além da análise geométrica das pinturas. Mais do que aprender sobre polígonos regulares e irregulares, os estudantes também ficaram conhecendo mais a artista. Orientados pela professora de Português Vânia Borges, os estudantes pesquisaram a biografia de Tarsila, que foi um dos ícones do movimento modernista brasileiro, e também fizeram a interpretação de algumas obras. Mas o que mais agradou os alunos foi mergulhar as mãos na tinta e descobrir as cores de Tarsila. A fase final do trabalho foi a releitura das obras da pintora utilizando os conhecimentos geométricos adquiridos ao longo do trabalho. “Eles adoraram ‘reproduzir’ as telas. Os trabalhos deles ficaram lindos, eu me surpreendi”, conta a professora Valéria.

MONTAGEM


Cinquenta e dois trabalhos foram produzidos a partir das obras de Tarsila do Amaral. Uma exposição apresentou aos pais dos jovens artistas o resultado da atividade. Nesta quarta-feira (07/10), as obras voltaram a decorar as paredes da Escola Estadual Helena Pena. Além da produção artística, as pinturas serviram ao propósito inicial: provocaram o interesse dos alunos pela geometria. Que o diga Juan Pablo Coelho de Assis, de 9 anos: “a obra de Tarsila despertou em mim muita alegria. Sua pintura é muito interessante porque eu vi geometria em toda parte. Seus quadros retratam muita criatividade e imaginação”.

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Alunos da E. E. Afrânio de Melo Franco viajam pelos trilhos da história

07/10/2009

Selecionar e contar fatos que marcaram o mundo pode parecer uma tarefa ousada. Mas o desafio foi encarado com êxito pelos alunos da Escola Estadual Afrânio de Melo Franco, no bairro Santa Mônica em Belo Horizonte. A atividade faz parte do Projeto Retrospectiva, que tem como objetivo a interação dos alunos com os momentos históricos que contribuíram, direta ou indiretamente, para os rumos da humanidade. O resultado da pesquisa foi apresentado na última quarta-feira (30/09), em uma exposição dentro da escola. 

As últimas seis décadas (1950 – 2009) foram pesquisadas pelos alunos do Ensino Médio. A busca envolveu o contexto social, político, econômico e artístico da cada período. A década de 1960, por exemplo, foi apresentada em forma de música. Embalados pelo ritmo do twist, os estudantes dançaram e contaram sobre os avanços e preocupações da época. “Aqui nós também falamos sobre política, no mundo e no Brasil. Na América Latina, sobre o Che Guevara. A construção do Muro de Berlim e a divisão da sociedade alemã e mundial entre o socialismo e o capitalismo. No Brasil, abordamos o começo da ditadura, quando várias pessoas sofreram agressões e repressão”, relata Adeílson Carlos Mendes, aluno do Ensino Médio.

Alunos do Ensino Médio estudaram durante um mês a década de 1990

Alunos do Ensino Médio estudaram durante um mês a década de 1990

Nos recentes anos 1990, a ciência foi assunto. Com o Projeto Genoma, a possibilidade de decifrar o código genético humano foi comentada em todo o mundo. No campo das celebridades, outros assuntos foram destacados, como as mortes do piloto Ayrton Senna e da princesa Diana. Na política brasileira um fato inédito: o impeachment de um presidente. Fernando Collor de Melo foi deposto em 1992, sob forte pressão popular. “Nós também temos a criação do Plano Real. Para a exposição conseguimos jornais da época. Assim o conhecimento adquirido foi muito bom”, avalia Luís Fernando Fernandes, aluno do projeto Educação de Jovens e Adultos.

Mas não apenas as décadas foram temas da exposição. Como belo-horizontinos, a história da capital fez parte do trabalho dos alunos. Os 111 anos da cidade foram apresentados pela turma do Minas Educar, projeto da Secretaria de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, que visa elevar a escolaridade do servidor público nos níveis Fundamental e Médio. Na exposição eles mostraram utensílios utilizados ao longo das décadas, como panelas e telefones, além de fotos dos pontos turísticos, como o Mineirão e a Praça Sete. Na música, as cantigas ficaram por conta do coral da escola. Entre as canções, Peixe Vivo, a preferida do mineiro Juscelino Kubitschek, que foi prefeito de Belo Horizonte e presidente do Brasil. “A música, geralmente, entusiasma esses funcionários que trabalham o dia inteiro. Eu acho que esse momento do coral é um momento de lazer, de extravasar”, avalia a diretora da escola, Maria da Silva Vieira.

Antiguidades que fizeram parte da rotina dos belorizontinos ao longo da história da cidade

Antiguidades que fizeram parte da rotina dos belorizontinos ao longo da história da cidade

O trabalho “Retrô dos Morros” mostrou a origem das favelas no Brasil. O nome favela é de uma planta da caatinga, muito comum no território em que moravam os combatentes da Guerra dos Canudos. Do escambo à moeda, a história do sistema monetário brasileiro também foi contada. “Antes o homem comia apenas o que plantava, mas com o tempo começou a trocar mercadorias tendo a moeda como intermediário nessa troca. Hoje, você trabalha com o cheque”, comenta João Gonçalves de Oliveira, aluno do Ensino Médio.
 
Todas as atividades desenvolvidas por esses alunos foram avaliadas por uma equipe de professores. Entres os critérios observados estavam o empenho, a criatividade e a organização das turmas. A E.E. Afrânio de Melo Franco participa dos projetos Escola Viva, Comunidade Ativa,  Escola de Tempo integral e Peas Juventude da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais.

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Estudantes da E. E. Geraldo Landi são premiados em concurso de frases

06/10/2009

A criatividade virou prêmio literário para a Escola Estadual Geraldo Landi, em Teófilo Otoni. Dois alunos da 5ª série do Ensino Fundamental foram premiados com os primeiros lugares em um concurso municipal de frases. Organizado pela União Estudantil de Teófilo Otoni, o concurso tinha como objetivo homenagear a cidade do norte Minas. Mais de 200 estudantes de 4ª e 5ª série participaram da competição, mas os alunos da Geraldo Landi tiveram destaque. João Vitor Mota Leal e Ana Clara Pereira foram os autores das frases que tiraram o primeiro e o segundo lugar, respectivamente (confira abaixo).

“Teófilo Otoni de ouro, cidade de mil cores, de muitos valores onde se vive grandes amores” (João Vitor – 1º lugar)

“Teófilo Otoni, abençoada e lapidada por Deus, a esperança de um futuro precioso” (Ana Clara – 2º lugar)

A dupla foi homenageada no fim de setembro na Câmara Municipal de Teófilo Otoni, onde cada um recebeu um diploma. João Vitor e Ana ainda tiveram suas frases publicadas na revista literária Café com Letras, da Academia de Letras do município. Além disso, a União Estudantil vai premiar os alunos com uma quantia em dinheiro que será entregue no mês de outubro. O primeiro lugar receberá R$250 e, o segundo, R$200.

A participação no concurso foi iniciativa da professora Cleide Braga Cordeiro Santos. Ela incentivou os alunos como forma de estimular o gosto pela escrita e história da cidade. Para a diretora da Escola Estadual Geraldo Landi, Lúcia de Fátima Salomão, ter dois estudantes premiados é um orgulho para a instituição. “A direção fez questão de parabenizar os estudantes premiados e também os demais que participaram. É um orgulho ver nossos alunos interessados por concursos literários. Trata-se de um bom começo para que eles se interessem pela leitura e escrita”.

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Visitantes ilustres e com história na Escola Estadual Silviano Brandão

Com quase cem anos de história, a Escola Estadual Silviano Brandão recebeu no mês de setembro duas testemunhas vivas dos seus primeiros anos de existência. Amélia Pedersoli Rocha, de 94 anos, e Maria Virgínia Pedersoli, de 102, foram alunas da instituição nas década de 1910 e 1920 e visitaram a antiga escola depois de 80 anos. As duas irmãs foram recebidas por um coral de estudantes do segundo ano da escola, que cantou os parabéns. Emocionada, Amélia leu um texto no qual lembrava nomes de colegas, professores e até da primeira diretora, Mariana Noronha Horta, que ocupou o cargo de 1914, ano da inauguração da escola, a 1932. Amélia também fez questão de mostrar um pequeno avental bordado por ela nos tempos de estudante e  ainda exibiu orgulhosa o diploma do antigo primário, que recebeu ao deixar a escola, ainda em 1926.

Dona Maria Virgínia também não deixou por menos. Orgulhosa, ela não tinha o diploma em mãos para comprovar sua passagem pela escola, mas fez questão de ressaltar que, além de disciplinada, nunca repetiu de ano. “Eu estudei quatro anos aqui e não repeti nenhum”. Longe dos ouvidos dos estudantes, porém, ela admitiu que não era tão exemplar. “Eu gostava aqui da Silviano, mas não gostava de estudar. Quando eu ia no quadro para desenhar o mapa de Minas Gerais eu ficava orgulhosa. Eu desenhava direitinho e colocava as cidades. Só eu na sala sabia desenhar o mapa. Eu ficava toda alegre”

Maria Virgínia e Amélia foram recebidas pelos estudantes da Silviano Brandão

Maria Virgínia e Amélia foram recebidas pelos estudantes da Silviano Brandão

Nenhuma das duas havia voltado à escola desde que se formaram no antigo “Grupo” Silviano Brandão e fizeram questão de reparar em cada detalhe. Mesmo com dificuldade de andar, Amélia e Maria Virgínia passearam pelo pátio e notaram as mudanças pelas quais passou a escola nos mais de 80 anos. “Mudou da água para o vinho. O prédio era dividido em dois, outra coisa. Mas foi uma mudança para melhor”, conta Amélia, encantada com a nova Silviano Brandão. 
O passeio provocou saudades dos tempos de estudante. Diante do pátio, Dona Amélia lembrou-se de quando ainda era uma garotinha. Sua atividade favorita era a ginástica, mas ressaltou que era bem diferente das atividades esportivas praticadas hoje pelos alunos. Atualmente, a Silviano Brandão tem até uma pista de skate, mas na década de 1920 Amélia sequer sonhava com manobras tão radicais. “Eu gostava muito de ginástica. Mas era muito simples, a gente só movimentava os braços para cima e para baixo, fazia exercícios de respiração”, lembra.

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