Acompanhamento individual nas aulas de leitura melhoram o desempenho de alunos

28/10/2009

Por meio de um trabalho de leitura feito individualmente pelos professores, os alunos da Escola Estadual Alfredo Catão, em Andrelândia, no Campo das Vertentes, tem apresentado ótimos resultados. Aulas de leitura e escritas são oferecidas pela escola através do programa Escola de Tempo Integral, da Secretaria de  Estado de Educação (SEE), onde os alunos tem aulas de arte, esporte e reforço escolar no contra turno das aulas.

Aluno lê em companhia de colega

Aluno lê em companhia de colega

Nessas aulas de leitura, a interpretação dos textos, o ritmo, a pontuação e a entonação são trabalhados de maneira individual com cada estudante que participa do programa. Segundo a supervisora da instituição, Maria de Fátima Nogueira, “quando o aluno consegue interpretar o texto, a auto-estima melhora. Isso é mostrado no resultado que a nossa escola obteve no Proalfa deste ano”, enfatiza. A proficiência obtida pelos alunos da escola em 2009 foi de 681,39.

 As aulas podem acontecer todos os dias, dependendo da desenvoltura de cada aluno. O acompanhamento individual é feito de maneira rigorosa, onde os professores anotam tudo o que acontece em uma ficha específica desenvolvida pela escola. Além dos professores, a supervisora também coloca a mão na massa. Ela sempre recebe em sua sala os alunos do programa, para que mostrem a ela o que aprenderam.

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Escola tem a alfabetização como base para o ensino

A Escola Estadual Cora Coralina, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, tem a alfabetização como um dos focos principais no ensino. Os alunos são incentivados a ler através das diversas opções de livros na biblioteca e das leituras de textos em salas de aula. “Aqui, os alunos tem a iniciativa de buscar a leitura, levando o livro escolhido para casa”, diz a diretora Rita de Cássia Oliver.

A coordenação pedagógica da escola se preocupa também com o desenvolvimento correto dos alunos. Caso algum estudante precise de atenção especial na hora da leitura, são disponibilizados profissionais da escola para ajudá-lo. O conteúdo trabalhado em sala de aula é apresentado a esse aluno no seu próprio tempo, sem correr o risco de sobrecarregá-lo.

Todos os alunos apresentam suas habilidades para as professoras e pedagoga, demonstrando o que entenderam do texto e já interessados no próximo livro que irão ler.

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Pesquisadores precoces

27/10/2009

As influências afetivas da aprendizagem em Matemática foram pesquisadas, por dois anos, pelo estudante Guilherme Felipe Lopes Vieira. O aluno do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira, em Belo Horizonte, teve orientação de Cristina Frade e Milene Machado, membros da equipe pedagógica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O trabalho é o resultado de um estudo sobre as influências que favorecem ou podem atrapalhar o aprendizado de Matemática entre os alunos.

“Nós entrevistamos alunos de 5ª a 8ª série. Com a pesquisa, descobrimos que entre as influências positivas está a ação do professor com o estímulo do pensamento lógico para trazer a atenção do aluno”, explica Guilherme. Já Romário de Almeida Soares, também da mesma escola, focou seus estudos em outra área. Com o projeto “Avaliação da Eficiência de um Sistema de Recirculação de Água para Experimentos em Piscicultura”, o aluno do 3º ano do Ensino Médio avaliou a qualidade da água para a criação de algumas espécies de peixes no Laboratório de Aquacultura (Laqua) da UFMG. “Concluímos, então, que o sistema de recirculação utilizado no laboratório está sendo eficaz para criação das espécies tilápia e surubim, servindo de modelo para projetos comerciais de piscicultura intensiva”, explica o estudante, que teve o trabalho orientado pelos professores da UFMG Alexandre Benvindo de Souza e Samuel Assis Prado.

Estudantes participam de palestra do Provoc

Estudantes participam de palestra do Provoc

“Esse projeto foi uma experiência magnífica para mim e pode ser também para outros jovens. Aprendi muitas coisas, como o que era oxigênio dissolvido, pH e temperatura e que o metabolismo dos peixes varia de acordo com a qualidade da água para eles. Gostei e pretendo fazer faculdade de Aquacultura”, comenta Romário.

Os projetos que envolvem esses alunos foram apresentados nos últimos dias 22 e 23 de outubro no Provoc Inovação 2009 (Programa de Vocação Científica), período em que se comemorou a Semana Nacional do Conhecimento com apresentação de trabalhos científicos. No evento, que aconteceu no Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais (Coltec), banners e 80 estandes foram preparados para apresentar a II Mostra de Iniciação Científica dos Programas de Iniciação Científica Júnior do Estado de Minas Gerais. O evento foi uma realização da UFMG, em parceria com o Centro de Pesquisa René Rachou/Fiocruz e a Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapemig). Além da apresentação dos trabalhos, o Provoc Inovação contou com palestras, oficinas temáticas e apresentações artísticas das escolas participantes do projeto.

Guilherme, Romário e a vice-diretora da Escola Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira, Renata Chalub

Guilherme, Romário e a vice-diretora da Escola Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira, Renata Chalub

No programa, alunos da rede pública (estadual e federal) são selecionados para auxiliarem na pesquisa de projetos de instituições de ensino. Quando selecionados, uma lista de temas é apresentada para que eles possam escolher a área de pesquisa com a qual mais se identificam. As pesquisas podem durar de um a dois anos, dependendo do projeto. Com os trabalhos, esses estudantes são estimulados a se interessar pela investigação científica e vivenciar a experiência de participar de um grupo de pesquisas.

Para a estudante Monique de Souza Lira, do 3º ano do Ensino Médio, o envolvimento em trabalhos de iniciação científica é uma oportunidade de aprendizado para os alunos da rede pública. “Gostei muito da experiência. Adquiri novos conhecimentos e tive a oportunidade de conviver com pessoas que estudam a área”, destaca Monique, aluna da Escola Estadual Professor Francisco Brant que trabalhou com o projeto “A Formação de preço no comércio varejista de autopeças”.

Na pesquisa, orientada pelo professor da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG Antônio Arthur de Souza, a estudante realizou um estudo de caso com seis empresas do setor de autopeças. “Nós fizemos entrevistas nas empresas e verificamos que elas formam os preços de forma simplista. Avaliam a experiência no preço da concorrência e se utilizam do preço psicológico, ou seja, é mais atraente comprar se o preço for R$1,99 que com o preço a R$2,00”, ilustra a estudante.

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Método inovador auxilia crianças no aprendizado da música

O ensino da música não tem que, necessariamente, começar por leitura das partituras. E a maior prova disso é o método de ensino desenvolvido pelo professor Estêvão Couto Teixeira, do Conservatório Haydée França Americano, de Juiz de Fora. O músico aproveitou a II Mostra dos Conservatórios Estaduais de Música de Minas Gerais, realizada na cidade de Varginha, entre os dias 18 e 24 de outubro, para oferecer uma oficina sobre a sua invenção: o teclado didático para o ensino de música (Tedem). Feito de madeira, o teclado ajuda os estudantes a identificar as notas musicais, as escalas e acelera a compreensão da sonoridade (confira o método no vídeo abaixo).

O teclado não emite sons, o aluno apenas levanta a tecla de madeira correspondente à nota que está estudando. O professor, auxiliado por um instrumento ou com a própria voz, reproduz o som correspondente à nota e facilita a compreensão do aluno. “O Tedem foi criado para ensinar música de uma forma mais dinâmica. Baseia-se na visualização das formas musicais pelo espaço vazio deixado pelas teclas levantadas. O aluno aprende pela visualização e audição e só depois começa a estudar música no papel”, explica Estêvão.

O Tedem foi criado há 20 anos por Estêvão Teixeira e é utilizado no Conservatório Estadual de Juiz de Fora desde 2008, mas só há pouco mais de um mês Estêvão conseguiu retirar a patente do produto. Agora, seu objetivo é divulgar o método cada vez mais. Ele já viajou para a Europa, em 2007, patrocinado pela Fapemig, para divulgar a técnica em Portugal e garante que o teclado acelera o aprendizado da música. “O aprendizado é muito rápido. Eu observei que as crianças que trabalham com o Tedem aprendem de forma muito mais dinâmica pelo fato de já terem algo para manipular”, explica.

Estêvão Teixeira: além de professor de música o inventor do Tedem é também flautista

Estêvão Teixeira: além de professor de música o inventor do Tedem é também flautista

 

O método é voltado para crianças a partir de seis anos, mas Estêvão ressalta que os adultos também podem se beneficiar do teclado. “Eu estou descobrindo que o Tedem também serve para os adultos, eles adoram. Deve despertar a criança que existe em cada um”, brinca o professor. Na oficina que ele ofereceu na Mostra dos Conservatórios, o Tedem também fez sucesso. Foi tanta a procura que o número de vagas teve que aumentar. Ao invés dos 40 participantes inicialmente definidos, o público final da palestra de Estevão foi de 76 ouvintes.

Música brasileira nas partituras

Além de inovar o ensino na música com o Tedem, Estêvão Couto Teixeira faz questão de tentar quebrar um paradigma no ensino da música. O professor contesta os métodos tradicionais, baseados em vertentes estrangeiras, e ressalta a importância de se valorizar a cultura brasileira durante o aprendizado. “Eu enfatizo no meu curso a maior valorização da música brasileira. Todos os métodos se baseiam em músicas que não refletem a realidade brasileira. Na verdade, as técnicas deveriam ter exemplos mais ligados à nossa cultura”, ressalta o professor. Outras informações no site http://www.artnet.com.br/~estevao/html/portugues/index.htm

(foto retirada do site http://musicosdobrasil.com.br/estevao-teixeira)

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Banda de surdos inicia projeto para gravar um DVD em Uberlândia

26/10/2009

A boa música vai muito além do que percebem os ouvidos. Que o digam os estudantes do Conservatório Cora Pavan Caparelli, em Uberlândia, onde deficientes auditivos formaram a banda Ab’Surdos. Ao lado de três colegas ouvintes, dois intérpretes e três professores de música, 11 jovens surdos se reúnem para interpretar baladas de ritmos variados. No último dia 19 eles se apresentaram na II Mostra de Conservatórios Estaduais de Minas Gerais, em Varginha, e encantaram o público local. De volta a Uberlândia, a banda já traça objetivos mais ambiciosos: gravar um DVD. A gravação começa este mês no estúdio do conservatório, e a banda batalha recursos para o restante do projeto. No repertório, canções de artistas famosos da música brasileira, mas a menina dos olhos dos integrantes é a primeira música própria da banda. De autoria do estudante Levy Costa, de 17 anos, a canção “Que Absurdos” fala da realidade que os surdos enfrentam no cotidiano. “A letra traduz meus sentimentos. Eu descrevo o mundo a partir da visão de um surdo, que também possui sentimento, porém, diferente de um ouvinte”, conta Levy.

A banda nasceu a partir do projeto “O surdo: caminho para educação musical”, da professora Sarita Araújo Pereira. Criado em 2001, o projeto atualmente atende 37 estudantes surdos, que podem optar por aulas de violão, teclado, bateria, musicalização, jazz, coral e até desenho. A ideia de fazer esse trabalho de música para surdos surgiu de uma dificuldade da própria Sarita. Ela possui deficiência auditiva parcial desde a infância e encontrou na música uma forma de driblar as dificuldades. “Eu comecei a tocar piano com oito anos. A música é tudo que eu sei e por meio dela fiz várias amizades, é a minha vida. Eu criei esse projeto para que os surdos pudessem aprender música no conservatório”, diz.

Componentes da banda Ab'Surdos, do Conservatório Estadual de Uberlândia

Componentes da banda Ab'Surdos, do Conservatório Estadual de Uberlândia

A forma de aprendizado é diferente de estudante para estudante e varia de acordo com a audição residual de cada um. Contudo, há um elemento comum no ensino para os surdos parciais e totais: a vibração. Professora de teclado, Gislaine Sousa Silva adotou um método interessante para iniciar o trabalho com seus alunos. Nas primeiras aulas, ela pede que eles fiquem descalços para sentirem melhor a vibração das notas do instrumento. “O surdo percebe a vibração sonora. Então, a gente trabalha muito a parte rítmica e tenta, sempre que possível, utilizar um ambiente que tenha um retorno bom, como um tablado. Outra técnica é sempre deixar as caixas de som voltadas para eles e usar instrumentos que tenham um retorno bom”, explica Gislaine. E se a questão é a capacidade dos estudantes de absorver o conhecimento musical, a professora não deixa dúvidas. “O surdo usa tudo que tem para conseguir chegar num ponto em que pode se afirmar como músico. A força de vontade deles é tão grande que às vezes se torna mais fácil ensinar para eles do que para um ouvinte”, completa Gislaine.

No caso de Levy Costa, além da criatividade, a tal força de vontade citada por Gislaine também é essencial no aprendizado da música. Que o diga a sua tia, Roseli Ferreira. Ela conta que Levy chega do conservatório por volta das 21h e não para nem para um lanche na cozinha, vai direto para o quarto estudar mais um pouco de teclado. “Há dias em que eu tenho que pedir para ele parar, porque ele precisa do volume alto e, se eu deixar, ele entra a madrugada tocando”, brinca Roseli. “Ele é um jovem muito dedicado e muito criativo. Ele anda com uma caderneta na qual escreve as letras para as músicas da banda”, completa a tia.

Composição própria da banda Ab'Surdos versa sobre realidade dos surdos

Composição própria da banda Ab'Surdos versa sobre realidade dos surdos

Outra estudante destaque do Conservatório Cora Pavan Caparelli é Daniele Prometi. Primeira aluna da professora Sarita, ainda com 12 anos, Daniela, hoje com 27, conta que a primeira impressão do aprendizado musical não foi tão agradável. “Foi a minha mãe que me colocou na música, e no início eu não gostei. Mas, assim que comecei as aulas com a Sarita, eu adorei. E desde então fui gostando cada vez mais”, explica Daniele, que tem surdez profunda. A estudante integra a banda Ab’Surdos e será a primeira deficiente auditiva a  se formar como técnica em música no Conservatório no final deste ano. Daniela não sabe se vai seguir a carreira musical, mas não hesita em dizer que a música foi uma grande aliada ao longo dos anos. “Eu era muito tímida, e a música ajudou para que eu aumentasse minha autoconfiança. Eu quero criar músicas para que os surdos saibam do que eles são capazes”, diz.

Dicionário musical – Uma iniciativa inovadora da equipe da professora Sarita é a criação do dicionário musical para surdos. A partir do trabalho de Dorcelita Barbosa e Marcos Roberto, intérpretes em linguagem de sinais, a equipe catalogou os sinais que representam os símbolos musicais. Segundo Dorcelita, o trabalho baseou-se em pesquisa dos sinais já existentes e até na criação de novos sinais. “A ideia surgiu da dificuldade de comunicação com eles dentro da música. Nós fizemos muita pesquisa e, a partir de conversa com os professores, também criamos sinais que são úteis para o aprendizado”, destaca.

O projeto teve início em 2008 e está em fase de captação de recursos para ser concluído. A expectativa da equipe é de que o dicionário seja lançado já em 2010, tanto numa versão impressa quanto digital. A ideia é lançar um DVD interativo para facilitar a divulgação do material. “Nossa intenção é divulgar nos outros conservatórios e tentar padronizar essa linguagem. Assim, ninguém tem que inventar sinais e fica mais fácil ensinar música”, completa Dorcelita.

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Estudantes da EJA da E.E. Irmã Clarentina dão exemplo para os mais jovens

25/10/2009

Os estudantes do curso de Educação de Jovens e Adultos da Escola Estadual Irmã Clarentina, em Curvelo, aproveitaram a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia para dar um exemplo de compromisso com os estudos e passar dicas importantes. As três turmas de 3º ano noturno da EJA (alunos do professor Warley Oliveira Drummond) organizaram um trabalho de conscientização contra as drogas que será apresentado a partir desta sexta (23), na escola. Além de folders e cartazes, os alunos fizeram um documentário sobre os efeitos das drogas no organismo. “Cada turma ficou responsável por uma peça. Eles agora vão apresentar o trabalho para os estudantes dos turnos da manhã e da tarde”, explica o professor.

Estudantes da E.E. Irmã Clarentina assistem vídeo sobre os males do uso das drogas

Estudantes da E.E. Irmã Clarentina assistem vídeo sobre os males do uso das drogas

A ideia de usar as drogas como tema do trabalho surgiu de outra atividade, realizada em maio deste ano. Os alunos da EJA fizeram uma apresentação semelhante sobre o tabagismo em virtude do Dia Mundial sem Cigarro. Na ocasião, o trabalho deu tão certo que até convenceu estudantes da turma a largarem o vício. “Durante o trabalho sobre tabagismo, eu tive alguns alunos que fumavam e pararam. Eu busco temas relacionados à realidade deles. Quis falar de drogas porque alguns dos alunos das minhas turmas já são pais, e esse trabalho também vai despertar o interesse geral”, explica Warley.

Uma das mais engajadas na proposta do professor é Simone Pinheiro, de 36 anos. Durante o trabalho sobre o tabagismo, ela foi uma das alunas escolhidas para falar sobre o tema diante dos estudantes da escola. Nos turnos da manhã e da tarde, Simone explicou os problemas do tabagismo para crianças e adolescentes e gostou tanto da experiência que já pensa em fazer um curso de licenciatura assim que se formar. “Foi ótimo poder passar isso para os meninos. Foi uma experiência deliciosa para mim, porque eu descobri que tenho o dom para falar. O que meus olhos viram depois que eu voltei a estudar não tenho como explicar. Agora eu me empolguei e quero fazer uma faculdade, um curso que me permita dar aulas, para continuar aprendendo e também ensinando”, afirmou.

Folder informativo produzido pelos alunos do EJA sobre o uso das drogas

Folder informativo produzido pelos alunos do EJA sobre o uso das drogas

O trabalho sobre tabagismo deu tão certo que os estudantes da EJA foram convidados para apresentá-lo em outras escolas da cidade. Pelas contas de Warley, cerca de cinco mil estudantes de Curvelo já assistiram ao vídeo e às palestras. Para o trabalho sobre drogas, o professor pretende repetir a receita de sucesso. “O vídeo e os folders ficaram muito bons. Eles fizeram uma pesquisa muito legal, e eu já estou agendando para que eles apresentem o resultado em outras escolas”, explica Warley. Simone já se dispôs a fazer o papel de professora novamente. Ela já estudou o tema e está com a matéria na ponta da língua para ensinar a quem quer que seja. Simone ressalta que sair de sala é uma das partes mais gostosas das suas aulas na EJA. “Isso ajuda muito. É muito importante para os alunos da EJA fazerem excursões e participarem de feiras porque a gente vê muita coisa diferente e se motiva a estudar cada vez mais. O bom de estudar é correr o mundo, e não ficar sempre dentro da sala de aula”, analisa Simone.

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Projeto do Conservatório de Ituiutaba aproxima crianças da arte

24/10/2009

Criado há dez anos por um grupo de educadores, o projeto Brincarte é motivo de orgulho para o Conservatório Estadual de Música Doutor José Zoccoli Andrade, no Triângulo Mineiro. O projeto atende aproximadamente mil alunos de quatro escolas estaduais da cidade, e a cada ano, um tema específico é trabalhado.

As escolhas dos temas são feitas a partir da necessidade da escola e do seu entorno. Assuntos como a importância da água, a convivência social e a violência foram explorados com profundidade. Neste ano, o assunto escolhido foi “Somos iguais nas diferenças”, abordagem que ensina aos alunos o respeito ao outro, ao indivíduo e às diferenças entre cada pessoa. A apresentação é feita de forma delicada, mas nem por isso deixa de ressaltar a importância dos temas abordados. O objetivo principal dos educadores do programa é trabalhar o comportamento dos alunos a partir das brincadeiras em grupo.

Equipe de educadores que desenvolve o Brincarte no Conservatório Estadual de Ituiutaba

Equipe de educadores que desenvolve o Brincarte no Conservatório Estadual de Ituiutaba

As aulas são semanais e duram cinquenta minutos. Cada aula é dada por um professor do projeto, o que possibilita aos alunos, que têm entre sete e dez anos, terem contato com diferentes maneiras do ensinar.

A cada aula, o tema é tratado com músicas, desenhos, histórias e brincadeiras. “Nem a gente imaginava que o resultado seria tão bom”, enfatiza a coordenadora do programa, Alessandra Borba dos Santos, ao destacar o interesse dos alunos pelo projeto e a sua repercussão. “Os alunos participam porque querem, não são obrigados, o que torna o projeto mais agradável ainda”, afirma, orgulhosa.

As aulas seguem um roteiro para que as professoras das escolas possam dar continuidade à abordagem do tema nas aulas, por meio de interpretação de texto das músicas aprendidas e pesquisa das palavras desconhecidas. E essas músicas são apresentadas de maneira diferente. Para que todos os alunos participem, e aqueles com defasagem de aprendizagem não fiquem de fora, a letra é ensinada pelo canto, e eles aprendem por meio da audição.

Para apresentação no final do ano, um musical está sendo montado com oitenta alunos. Baseado na obra de Ziraldo, Flicts, o musical vai mostrar como as diferenças entre as pessoas devem ser tratadas com naturalidade. No musical, o personagem principal não se encaixa em nada, e o objetivo é “ensinar o respeito a partir das diferenças”, diz a coordenadora. O musical será apresentado em Ituiutaba nos dias 30 de novembro e 1 e 2 de dezembro deste ano, no Conservatório da cidade.

Curso em Varginha

O projeto Brincarte está sendo apresentado durante a 2ª Mostra de Conservatórios Estaduais de Música de Minas Gerais, que acontece entre os dias 18 e 24 de outubro em Varginha,para que a idéia se dissipe e, dessa maneira, as professoras de outras instituições aprendam outras maneiras de ensinar. O projeto demonstra como o trabalho é realizado, e também é feito em algumas escolas com os próprios alunos, facilitando o entendimento pelo corpo docente.

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Estratégia para futuros xeques-mates

23/10/2009

O objetivo de Maicon Ferreira dos Santos é ambicioso: tornar-se o melhor jogador de xadrez das escolas brasileiras. Vencedor dos Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG) pela Escola Estadual Coronel Manoel Soares do Couto, Maicon ganhou o direito de representar o estado nos Jogos Escolares Brasileiros (JEB), que serão realizados em novembro. Para conseguir o troféu na etapa nacional, o jovem de 17 anos traçou uma estratégia que exige a disciplina típica dos grandes enxadristas: estudar bastante. Atualmente, Maicon divide o tempo de estudo entre os livros escolares e os livros de xadrez. “Eu estou estudando muito para a etapa nacional. Eu estudo três horas por dia a teoria e treino jogando pela internet”, explica o jovem.

Maicon exibe o troféu que conquistou nos Jogos Escolares de Minas Gerais

Maicon exibe o troféu que conquistou nos Jogos Escolares de Minas Gerais

A trajetória de Maicon nos tabuleiros começou quando ainda era criança. Seu primeiro contato com o jogo foi aos 12 anos. Desde então, ele já participou de vários torneios e coleciona bons resultados. O mais significativo deles, entretanto, é mesmo o do JEMG. Com auxílio de professores e funcionários da E.E. Manoel Soares do Couto, Maicon quer fechar com chave de ouro seu ciclo nos Jogos Escolares. Como está no 3º ano, esta será sua última participação. “Quero  conseguir a vitória porque é meu último ano. Se eu ficar entre os três primeiros, eu consigo uma bolsa-atleta do governo, o que me ajudaria bastante para participar dos torneios. Estou muito empenhado”, explica Maicon, que quer seguir carreira no xadrez e se tornar um mestre na modalidade.

Enquanto o objetivo de se tornar um mestre enxadrista não se concretiza, Maicon ensaia outros movimentos. O adolescente quer prestar vestibular na área de Ciências Exatas e garante que a vocação pelo jogo de tabuleiro é uma grande aliada. “Eu sempre fui bom em exatas e o xadrez é puro cálculo, o jogador tem que pensar os próximos lances. Além disso, se eu estudo três horas todos os dias, acabo melhorando minha leitura e minha concentração”, avalia.

Maicon garante que o xadrez ajuda na concentração e nos estudos

Maicon garante que o xadrez ajuda na concentração e nos estudos

O xadrez é, sim, uma paixão na vida de Maicon, mas ele faz questão de ressaltar que tem interesses mais “populares”. O gosto pelo jogo de tabuleiro causou estranheza entre os amigos, mas no papo com a turma, o adolescente garante que é mestre em outro assunto: o futebol. “No começo, todo mundo acha meio estranho eu jogar xadrez, porque é pouco conhecido. Mas eles se acostumaram. E eu não falo só de xadrez, também jogo futebol, sou doido por futebol”, reforça. Contudo, se o cotidiano impõe o dilema entre a paixão nacional e a paixão pelo tabuleiro, o adolescente não tem dúvidas: “se tiver um torneio de futebol e um de xadrez, eu jogo xadrez”, decreta.

Concorrência ferrenha

Outro destaque da Escola Estadual Manoel Soares do Couto no JEMG foi Alan Elvis Nogueira Cardoso, também de 17 anos. O adolescente ficou na quarta colocação nos Jogos, na mesma categoria de Maicon. A classificação não dá direito a vaga nos Jogos Escolares Brasileiros, mas o desempenho na etapa estadual é motivo de orgulho. Alan iniciou sua carreira como enxadrista há apenas dois anos, e a afinidade com o tabuleiro foi instantânea. “Eu já gostava de Matemática, e assim que tive contato com o xadrez eu me interessei. A participação no JEMG foi interessante porque eu conheci muita gente, ganhei experiência e aprendi muito”, conta Alan. O adolescente também planeja um futuro como jogador de xadrez. Alan tem o intuito de participar de torneios e acumular pontos suficientes para se tornar um mestre na modalidade

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UFMG abre inscrições para vestibular de cursos a distância

22/10/2009

A Comissão Permanente do Vestibular da UFMG (Copeve) divulgou, em sua página virtual, o edital do Vestibular 2010 para dois cursos de Educação a Distância do Sistema Universidade Aberta do Brasil: Licenciatura em Ciências Biológicas e Licenciatura em Química. A oferta é de 300 vagas, divididas igualmente entre três polos: Vale do Jequitinhonha, Vale do Rio Doce e Vale do Mucuri.

Professores da rede pública – Os professores da rede pública terão prioridade na inscrição. Das 300 vagas, 150 são destinadas ao público em geral, e as outras 150 vão para professores de escolas públicas. As inscrições podem ser feitas entre os dias 29 de outubro e 9 de novembro pelo site da Copeve. Os interessados devem preencher requerimento e pagar a taxa de R$ 80,00. No ato da inscrição, o candidato deve fazer uma única opção de polo regional.

As provas serão realizadas no dia 29 de novembro, às 14 horas, nas cidades de Araçuaí, Governador Valadares e Teófilo Otoni. Os candidatos ao curso de Licenciatura em Ciências Biológicas farão provas, Biologia, Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, Matemática e Química, mais a redação. Já para o curso de Licenciatura em Química, as provas serão de Física, Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, Matemática e Química, além da redação.

Ambos os cursos terão início no primeiro semestre de 2010 e exigem encontros presenciais, que acontecerão no polo escolhido pelo candidato no momento de sua inscrição no vestibular. Outras informações no site da Copeve ou pelos telefones 3409-4408 ou 3409-4409.

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Escolas mineiras participam do Desafio Mudanças Climáticas 2009

Preocupadas com as questões ambientais, escolas públicas estaduais de Minas aderiram ao projeto Desafio Mudanças Climáticas 2009 e abordam em sala de aula assuntos relacionados ao aquecimento global e às mudanças climáticas no mundo. 

As escolas inscritas recebem um kit educacional composto por DVD, caderno do professor, pôsteres para os professores terem condições de apresentar o assunto de forma prazerosa. A Escola Estadual Cristiano Machado, localizada em Açucena, no Vale do Aço, decidiu explorar o efeito estufa como tema. “Os alunos estão interessados, comentam comigo os efeitos e as consequências do efeito estufa no planeta”, diz a professora de Geografia Elda Maria da Costa. Como parte das atividades, a escola propôs aos alunos que tirassem fotos de locais que eles achavam estar sendo prejudicados pelo efeito estufa, explicando suas hipóteses. Depois disso, os alunos fizeram maquetes demonstrando as características do problema e desenvolveram um texto. Para possibilitar a realização de um bom trabalho, a escola não mediu esforços, segundo a diretora Neida Suely Costa.

O objetivo do Desafio Mudanças Climáticas é atingir alunos do 8º  e 9º anos do Ensino Fundamental de escolas públicas estaduais, fazendo com que eles compreendam melhor o assunto, o contexto das transformações climáticas no planeta e o efeito dos gases responsáveis pelo efeito estufa. Dessa maneira, o projeto visa conscientizar os jovens estudantes para discutirem possibilidades de diminuição do aquecimento global.

As inscrições das escolas já foram encerradas, porém a inscrição do trabalho de dois alunos que   representarão a escola vai até  o dia 23 de outubro deste ano. Somente serão aceitas produções em formulários próprios, assim como o relatório dos professores, disponiveis no site www.desafiosmudançasclimaticas.com.br (os vídeos foram retirados do site)

A iniciativa é do Projeto Ágora, que reúne diversas empresas e instituições relacionadas com a cadeia produtiva da agroenergia, em parceria com a Editora Horizonte, responsável pela publicação de produtos editoriais relacionados ao meio ambiente, como a revista Horizonte Geográfico.
Além das escola estaduais mineiras, mais sete estados aderiram ao projeto.

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